Wuhan completa um ano do primeiro lockdown contra a Covid-19 | Coronavírus

0
11

Há exatamente um ano a cidade de Wuhan acordava isolada do mundo. Ruas desertas, fronteiras da megalópole cercadas por forças de segurança, milhares de habitantes impedidos de transpor de suas residências durante mais de dois meses. Dias depois, foi a vez de toda a província de Hubei entrar em lockdown. A experiência serviu de padrão para o resto do mundo já que a estratégia continua se mostrando uma vez que a mais eficiente, até hoje, para barrar a doença.

Atualmente, a China se gaba e insiste ter controlado a Covid-19. De veste, os focos são rapidamente isolados e os casos e mortes comunicados pelas autoridades chinesas são reduzidos em relação ao resto do mundo.

Em Wuhan, a vida parece ter retomado secção do ritmo de antes, mas são visíveis as cicatrizes da experiência vivida pela população durante mais de dois meses no ano pretérito. Muitos ainda usam máscaras, hábito que poucos tinham antes do lockdown, vários carregam o peso da perda de familiares e amigos.

Médicos se preparam dentro de ônibus antes da chegada de uma equipe da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Wuhan, em 14 de janeiro de 2021 — Foto: Thomas Peter/Reuters

A chegada de uma equipe da Organização Mundial da Saúde (OMS) na semana passada lembra aos moradores da megalópole o fardo o título de início da pandemia. Apesar dos primeiros contágios terem sido registrados em frequentadores e comerciantes do grande mercado de frutos do mar, pesquisas internacionais não descobriram até hoje a origem do vírus.

A primeira morte conhecida da Covid-19, um varão de 61 anos, costumava fazer suas compras no lugar. Mas os especialistas não descartam a hipótese de que o coronavírus possa ter surgido em outro lugar.

Porquê em boa secção o mundo, nem Wuhan, nem a China estão perto de retomar a normalidade de antes da pandemia. Com a aproximação do Ano Novo lunar e das férias do início da primavera – quando milhares de pessoas viajam para encontrar familiares – as autoridades chinesas reforçam as restrições sanitárias.

Varão faz teste para Covid-19 em Wuhan, durante campanha de testagem em tamanho, em foto de registo — Foto: Hector Retamal/AFP/Registo

A invenção de focos da doença no setentrião do país, mormente em Shijiazhuang, capital da província de Hebei, e em alguns bairros de Pequim, leva 11 milhões de chineses a permanecer em morada, em uma espécie de repetição de janeiro de 2020. As férias escolares foram adiantadas em três semanas. O ano de 2021 era esperado uma vez que o ano da volta ao normal, mas zero tem de ordinário.

  • China põe 3 milhões de pessoas em isolamento em seguida surto de coronavírus causado por vendedor

“O bloqueio de Shijiazhuang me impede de trabalhar. Não posso transpor de morada e, para uma trabalhadora independente, uma vez que eu, significa que eu não vou ter nenhum salário durante o confinamento. Se isso continuar durante muito tempo, vai ser complicado. Eu e meus amigos estamos tentando manter o otimismo por enquanto. Pensamos que as autoridades vão controlar rapidamente esses focos da doença”, diz à RFI Li Dawei, de 31 anos.

Essa crédito não é expressada à toa. A rapidez das autoridades para gerenciar os focos em Hebei contrasta com a lentidão do início da epidemia em Wuhan, há um ano. Em unicamente alguns dias, profissionais da saúde foram enviados de outras regiões para substanciar as equipes encarregadas de testar a população. Dezenas de moradores de zonas rurais foram levados a centros de quarentena. Os pontos de chegada a Pequim, próxima à esta província, foram fechados.

Com estradas bloqueadas e trens estacionados, uma grande secção de Hebei deve permanecer em suas casas durante o Ano Novo chinês com o intuito de não se tornar a novidade Wuhan. As autoridades exigem um teste negativo para deslocamentos, além da obrigação do isolamento de 14 dias aos moradores da província que viajam a outras regiões.

Estudantes em Wuhan mantêm intervalo e usam máscaras ao chegar à escola em imagem de registo — Foto: Chinatopix/AP/Registo

“Primeiro o povo, primeiro a vida”

Ensejo no último 15 de outubro, uma imensa exposição tem uma vez que tema os heróis da luta contra a Covid-19 em Wuhan. A mostra deveria persistir três meses, mas foi prolongada para seguir o natalício do primeiro ano de confinamento da megalópole.

A exposição “Primeiro o povo, primeiro a vida” conta com 33 instalações, esculturas, vídeos e fotos que relembram o cotidiano dos moradores e hospitais no início da epidemia. Para hospedar os visitantes, uma risca cronológica lembra as decisões tomadas pelo presidente chinês, Xi Jinping, durante a epidemia. Um telão exibe todos os discursos do líder durante a crise sanitária.

Os visitantes parecem não se incomodar com o peso da propaganda já que a emoção do público parece falar mais cumeeira. É o que diz Wang Fang, de 68 anos, que perdeu a sogra para a Covid-19. O sogro, de 88 anos, sobreviveu em seguida passar mais de 50 dias no hospital, boa secção deste período em coma.

“Meu sogro não sabe tudo o que aconteceu cá. Ontem mesmo ele me dizia que não lembrava do lockdown. Por isso quero trazê-lo para ver essa exposição. A mostra é muito muito feita, vale a pena visitá-la”, afirma.

Na cidade que vive o traumatismo de ser apontada uma vez que o início da pandemia, todo o zelo é pouco. Na saída da exposição, um veículo-robô vaporiza desinfetante: um sinal de que a guerra contra a Covid-19 ainda não foi vencida.

VÍDEOS mais vistos do G1

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui