Volta às aulas é adiada em SP

0
41
Muchacho levanta a mão ao lado de outros alunos em sala de lição da escola Thomaz Rodrigues Alckmin, no primeiro dia de retorno das escolas do estado de São Paulo para atividades extracurriculares em meio ao surto de coronavírus (COVID-19) em São Paulo, Brasil Outubro 7, 2020. REUTERS / Amanda Perobelli

A volta às aulas na rede pública estadual de São Paulo foi adiada para 8 de fevereiro. O proclamação foi feito hoje (22) pelo governo do estado. As escolas particulares, no entanto, poderão terebrar já a partir de 1º de fevereiro.

A decisão sobre o retorno das aulas caberá a cada um dos 645 prefeitos do estado. Eles podem, por exemplo, pospor ainda mais o reinício das aulas.

Outrossim, foi suspensa a obrigatoriedade da presença dos alunos nas salas de lição enquanto o estado estiver nas fases 1-Vermelha ou 2-Laranja, as mais restritivas do Projecto São Paulo.

Isso altera o que estava previsto na deliberação do Parecer Estadual da Instrução, homologada esta semana, sobre a obrigatoriedade de que pelo menos um terço das aulas deveriam ser cursadas em formato presencial. Agora, essa obrigatoriedade se aplica somente às fases 3-Amarela e 4-Virente.

Alunos vulneráveis na volta às aulas

Apesar desse dilação, as escolas estarão abertas – a partir do dia 1º de fevereiro – para receber os alunos mais vulneráveis. Essa primeira semana, segundo o governo paulista, vai ser dedicada à formação dos professores e à notícia com as famílias sobre uma vez que funcionarão os protocolos de retorno.

Os protocolos para a retomada vão ser mantidos. Por meio de um decreto publicado em dezembro, as escolas de ensino básica (do ensino infantil ao médio) poderão receber até 35% dos alunos matriculados, mesmo que estejam localizadas em regiões da Tempo 1-Vermelha do Projecto São Paulo, onde só os serviços considerados essenciais podem funcionar.

Se elas estiverem em regiões da Tempo 3-Amarela, poderão atender a até 70% dos estudantes matriculados. Já na Tempo 4-Virente do Projecto São Paulo, poderão receber a totalidade dos alunos. Em quaisquer situações, os protocolos sanitários deverão ser seguidos. No caso do ensino superior, as instituições de ensino só poderão receber alunos quando a região onde estiverem localizadas estiverem, no mínimo, na Tempo 3-Amarela.

Essas medidas foram tomadas no momento em que o estado vê a pandemia crescendo de forma rápida e intensa. O Meio de Contingência de São Paulo previu que, caso não sejam tomadas medidas que restrinjam a circulação de pessoas, o estado poderia ter um esgotamento dos seus leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) em menos de um mês.

Hoje, o governo paulista anunciou mudanças no Projecto São Paulo, que prevê a retomada econômica no estado. Com isso, sete regiões paulistas entraram na Tempo 1-Vermelha, em que somente os serviços considerados essenciais podem ser abertos.

O restante do estado ficou na Tempo 2-Laranja, em que o consumo lugar em bares é proibido e em que academias, salões de formosura, restaurantes, cinemas, teatros, shoppings, concessionárias, escritórios e parques estaduais podem funcionar por oito horas diárias, com atendimento presencial restringido a 40% e fecho às 20h.

Outrossim, o governo anunciou que vai vigorar a Tempo Vermelha em todo o estado nos fins de semana e feriados e a partir das 20h nos dias úteis. A medida valerá a partir de segunda-feira (25) até o dia 7 de fevereiro.

Leia ainda: Eleição da Câmara: PSL confirma suporte a Lira

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui