Volkswagen pede redução de impostos e fala em Rota 2050

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A saída da Ford acendeu uma luz de alerta sobre o setor automotivo, que a economia brasileira parecia ignorar. O impacto econômico e social do fechamento de três fábricas, feitas de forma abrupta, fez com que as demais marcas se manifestassem, de um jeito ou de outro.

Pablo Di Si, presidente da Volkswagen, se manifestou sobre o tópico. O executivo prateado pede redução de impostos e não benefícios fiscais. Ele alega que atualmente a trouxa tributária alcança 54% do valor de um viatura no país.

O objetivo é que o viatura fique mais barato ao consumidor. Di Si comentou: “Primeiro precisamos olhar para o horizonte e definir o que queremos, não uma vez que empresas, mas uma vez que governo. Queremos um País industrializado? Não falo só do setor automobilístico. Qual o horizonte da indústria no Brasil? Vejo coisas na contramão, por exemplo, o aumento de impostos no Estado de São Paulo”.

Pablo Di Si se refere ao recente aumento de ICMS dos automóveis novos e usados, que está acrescentando aos preços entre R$ 1.000 e R$ 1.500. Isso sem descrever os usados. O governo estadual aumentou de 1,8% para 5,3% o imposto nos usados e de 12% para 13,3% nos novos.

Volkswagen pede redução de impostos e fala em Rota 2050

Di Si continua: “Portanto precisamos definir essa secção estratégica. Em vez de permanecer chorando, fazendo mimimi, o que não sabor muito, vamos trabalhar juntos para solucionar nossos problemas. Acredito que na agenda do governo precisamos concordar não somente a redução tributária, mas simplificá-la, pois há muitos impostos no Brasil. Simplificando isso, já ajuda as empresas a colocar mais foco nas pesquisas com consumidores, na redução de custos, na secção logística. Precisamos mitigar a burocracia e liberar as empresas para serem mais leves e eficientes.”

Ele defende que as empresas devem viver com as próprias pernas, em relação aos incentivos, que ele acredita serem eficazes unicamente em pequeno prazo, para estimular a economia.

Sobre a trouxa tributária, o executivo prateado de 51 anos, falou: “Temos de 53% a 54% de impostos no preço final do veículo. Não quero nenhum favor. Quero reduzir os impostos para que o sege chegue mais barato ao consumidor.”

Com o Rota 2030 ainda a ser implementado, Di Si pede previsibilidade do governo quanto às políticas de estado para o setor. Ele disse: “Não estou falando de benefícios, mas de regras claras que incentivem as empresas a investirem em tecnologia sustentável e poder correr”. Diante do tardada do atual programa, Anfavea e governo já conversam sobre um Rota 2050, conforme revelou, sendo um projecto mais abrangente e de longo prazo.

Por ora, o Brasil ainda não sabe qual caminho tomar, principalmente em relação ao que deseja sobre o que move os carros vendidos cá. Etanol ou elétrico? Enquanto outros países tomam posição, o país espera…

[Fonte: Diário do Grande ABC]

 

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