uma vez que o Instituto Sabin fomenta instrumentos financeiros pró-impacto

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Muro de 35 milénio mulheres hoje estão em prisões brasileiras, o que transforma o país no quarto com o maior número de encarceradas no mundo. Grande segmento das detentas é mãe e provedora de seus lares.

Mais da metade está detrás das grades por envolvimento com drogas. De maneira universal, segundo a plataforma Mulheres em Prisão, elas faziam uso próprio ou transportavam ou comercializavam pequenas quantidades. Essa população é invisível para a maioria dos brasileiros. Mas não para o Movimento Eu Visto o Muito.

Desde 2016 trabalhando com negócio de impacto, Roberta Negrini sempre teve uma vez que foco a ressocialização de detentas e ex-detentas do sistema prisional de São Paulo – além de refugiadas e imigrantes. O Eu Visto o Muito hoje as capacita e emprega para a produção de uniformes, roupas e acessórios para empresas – tudo com tecidos reciclados e “lixo zero”.

Com isso, trabalha para ajudar também um problema ambiental: o setor têxtil é um dos mais poluidores do planeta. Além de ser o segundo que mais consome chuva, polui o solo com o uso de pesticidas no plantio de fibras naturais e emite até 10% dos gases de efeito estufa.

“Em 2020, vi todos os 23 projetos que estavam em curso serem cancelados por razão da pandemia”, conta Roberta. Para tentar fazer o negócio recuperar-se do golpe e com o sonho de empregar 1200 mulheres que estão na fileira de espera, o Eu Visto o Muito recorreu à terceira rodada da Plataforma de Empréstimo Coletivo. Conseguiu captar R$ 484 milénio, o que, segundo ela, salvou seu negócio.

“Com isso, ganhei principalmente capital de giro, o que fez com que eu pudesse lançar uma coleção inteira de acessórios com a maior varejista de tendência do país”, diz Roberta.

A empreendedora também adquiriu maquinário adequado e estruturou áreas internas da empresa, uma vez que a de gerenciamento de produção e qualidade.

A Plataforma de Empréstimo Coletivo é fruto de uma parceria da Sitawi Finanças do Muito com o Instituto Sabin. Lançada em 2019, ela permite que tanto organizações uma vez que pessoas físicas invistam, a partir de R$ 1 milénio, diretamente em negócios de impacto socioambiental positivo, com previsão de retorno de seu investimento em até dois anos.

Essa é uma das formas que o Instituto atua para fomentar instrumentos financeiros pró-impacto, um dos eixos estratégicos que norteiam suas ações, e sobre o qual falamos nesta terceira e última reportagem desta série. Sobre os outros eixos, Responsabilidade Social e Fortalecimento de Negócios de Impacto, você pode ler clicando nos links.

PLATAFORMA DE EMPRÉSTIMO COLETIVO PARA GERAR IMPACTO

A Plataforma de Empréstimo Coletivo é, segundo Leonardo Letelier, fundador e CEO da Sitawi, um hub onde se conectam empresas, organizações e cooperativas que têm uma vez que missão gerar impacto socioambiental positivo com investidores que querem colocar seu quantia para rodar de uma forma dissemelhante – justamente apoiando esses negócios.

“Esses investidores apoiam os negócios de impacto a partir do bolso de investimento deles – ou seja, buscando retorno do capital”, afirma Leonardo. “Isso já existia antes, mas normalmente para tickets altos”, diz.

“A plataforma veio quebrar essa lógica ao permitir que, a partir de R$ 1 milénio, as pessoas façam investimentos que antes só estavam disponíveis para quem fosse colocar R$ 100 milénio.”

Para esse ciclo funcionar, existe no gavinha um outro ator: instituições que aplicam no negócio seu capital filantrópico. “É mal fecha a conta”, explica Leonardo. “O Instituto Sabin é uma delas, mas ele atua financiando a plataforma uma vez que um todo”, diz o CEO.

“Isso permite que eu possa captar volumes menores e, assim, furar cotas menores. Está aí o pulo do gato.”

Hoje, murado de 70% dos investidores da Plataforma de Empréstimo Coletivo aplicaram menos de R$ 5 milénio em negócios nos quais acreditam – uma vez que o Movimento Eu Visto o Muito.

Segundo Leonardo, o investimento do Instituto Sabin na plataforma, e não em rodadas de captação específicas, é muito estratégico. “Em universal, quando se apoia um projeto específico, a escrutínio do impacto gerado é em relação à conta, ao número de pessoas que aquele quantia apoiou”, explica.

Se, vamos supor, uma cesta básica custa R$ 50, quando uma instituição doa R$ 50 milénio está ajudando milénio pessoas. “Isso é muito necessário e bacana, mas é somente um potencial ponto de atuação”, diz Leonardo.

“Se você der um passo detrás e estribar a estruturação daquele projeto, seu quantia vai mais longe”, afirma. “Aqueles R$ 50 milénio não foram diretamente para as milénio pessoas, mas permitiram gerar uma estrutura que mobiliza, digamos, R$ 200 milénio.” Ele rende, portanto, quatro vezes.

“Isso é superimportante e visionário da segmento deles”, afirma o CEO.

REUNIÃO DE FUNDAÇÕES PARA TESTAR INSTRUMENTOS FINANCEIROS

A primeira experiência do Instituto Sabin com instrumentos financeiros foi uma vez que participante do FIIMP – Fundações e Institutos de Impacto.

Em 2016, um grupo de 22 fundações e institutos se reuniu para gerar o FIIMP com o objetivo de identificar, conectar e estribar organizações e temas estratégicos para o fortalecimento do campo das finanças sociais e dos negócios de impacto no Brasil.

Há diversas formas para fundações e institutos apoiarem negócios. Eles podem ser doadores, investidores, parceiros, fortalecedores de capacidades, mobilizadores ou disseminadores de oportunidades de negócios de impacto.

Há também vários instrumentos financeiros que podem ser escolhidos para se investir em negócios de impacto – uma vez que participação acionária (equity), instrumentos de dívida (debt), mecanismos de garantia (aval), contratos de impacto social, venture capital e venture philanthropy, entre outros.

Os investimentos podem, ainda, ser realizados diretamente nos negócios sociais ou indiretamente, via intermediários.

No FIIMP, cada organização investiu 10 milénio dólares – direto no negócio que escolheu ou testando três instrumentos financeiros diferentes, por meio de intermediário: a Bemtevi (o instrumento escolhido foi Dívida), a Din4mo (usando o instrumento de Título de Dívida Conversível, o TDC) e a Sitawi (com a Garantia de Empréstimo).

Porquê nos investimentos tradicionais, o instrumento financeiro oferece vários níveis de risco e de retornos esperados. Escolher o melhor instrumento financeiro, portanto, é uma questão de estabilidade entre riscos, retorno financeiro e impacto socioambiental desejado.

O Instituto Sabin já atuava com negócios de impacto, mas a experiência ajudou a ampliar sua atuação e refinar a emprego do orçamento. A própria parceria com a Sitawi nasceu aí – e resultou na geração da Plataforma de Empréstimo Coletivo.

VENTURE PHILANTHROPY PARA CONECTAR INVESTIDORES E NEGÓCIOS NA AMÉRICA LATINA

Reunião dos membros do Latimpacto

Você pode não estar (ainda) exatamente familiarizado com o termo venture philanthropy – ou suas variações em português, uma vez que filantropia estratégica ou filantropia de risco.

“Quando um investidor de venture capital vai fazer negócio, ele tem em mente uma série de estratégias para minimizar o risco desse investimento”, afirma Greta Salvi, diretora no Brasil da rede Latimpacto.

“A venture philanthropy é o espeque a uma organização com propósito socioambiental feito com esse olhar mais estratégico e de longo prazo.”

Criada em 2020, a Latimpacto tem uma vez que objetivo mobilizar provedores de capital social de toda a América Latina para, segundo Greta, “impulsionar uma implementação mais eficiente dos recursos financeiros e não-financeiros”.

Com isso, ela quer manifestar que a teoria da organização é calcular que tipo de recurso o negócio de impacto socioambiental precisa e, depois, conectar os atores para direcioná-lo – e isso quer manifestar capital financeiro, mas também humano e intelectual.

Esses provedores de capital são fundações, empresas, family offices, consultorias, instituições acadêmicas e atores do setor público. E o capital empregado pode ser de doação filantrópica a investimento de impacto com retorno financeiro.

Além do financiamento personalizado e do espeque não-financeiro, a Latimpacto também tem uma vez que objetivo proporcionar a gestão e a mensuração do impacto que resultou daquela conexão.

“Para isso, temos duas frentes de atuação: produção de conhecimento e geração de conexões”, diz Greta.

Em relação à primeira, a Liceu Latimpacto incentiva o aprendizagem desenvolvendo teor, oferecendo formações e fazendo curadoria de pesquisas, cases e publicações para disseminar conhecimento.

Já no que diz saudação ao desenvolvimento do ecossistema, o incitação de implementação de capital para impacto de forma mais estratégica é feito de forma a facilitar novas conexões para aumentar a colaboração e o coinvestimento – sempre com o olhar em toda a América Latina.

Uma iniciativa nesse sentido é a Porimpacto, plataforma que procura promover novas fontes de financiamento para impacto, dando visibilidade aos membros da rede e facilitando parcerias, negócios, geração de fundos, cofinanciamento de projetos, mecanismos inovadores de investimento e colaborações, entre outras ações.

Em abril último, a Latimpacto, já estruturada e organizada, abriu-se para receber membros. Já tem oito – um deles é o Instituto Sabin. “O Instituto é uma referência para o setor, tem uma atuação já bastante consolidada e um olhar muito estratégico”, afirma Greta.

“Atuar em rede e de forma colaborativa é um valor que nós temos e buscamos exercitar em nossa operação”, afirma Gabriel Cardoso, gerente executivo do Instituto Sabin.

PLATAFORMA INOVA SOCIAL PARA CONSOLIDAR TODAS AS INICIATIVAS

As ações do Instituto Sabin que mostramos nesta série de três reportagens têm, entre elas, um eixo transversal: o da inovação social. Para disseminar e fomentar temas relacionados a isso, desde 2016 o Instituto Sabin conta com uma plataforma, a InovaSocial, entre outras ações.

“Inovação social é gerar (ou renovar) alguma coisa para a sociedade, para o coletivo”, afirma, em um cláusula na própria plataforma, Victor Vasques, sócio da Com limão & Co., consultoria parceira do Instituto Sabin no InovaSocial.

“Mas vamos mais além: inovação social é gerar novas soluções para os problemas e necessidades da sociedade. E não precisa ser uma tecnologia, pode ser um processo.”

A plataforma divulga em textos, artigos e, mormente, por meio do podcast InovaSocial (que já é referência no setor) informações referentes a empreendedorismo social, filantropia, negócios de impacto social, soluções de impacto e instrumentos financeiros pró-impacto.

“A missão do Instituto Sabin é melhorar a qualidade de vida nas comunidades onde o grupo Sabin atua, fomentando a inovação social”, afirma Gabriel Cardoso.

“Ora, se a inovação social está explícita na nossa razão de ser, zero mais oriundo do que produzir e difundir teor e conhecimento sobre essa temática tão rosto e relevante para nosso desenvolvimento enquanto região.”

Conheça inferior uma vez que o Instituto Sabin trabalha o fomento de instrumentos financeiros pró-impacto e os principais marcos em sua traço do tempo.

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