‘Todas as Mulheres do Mundo’: primeiro incidente tem romance entre os personagens de Emilio Dantas e Sophie Charlotte | Todas as Mulheres do Mundo

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‘Todas as Mulheres do Mundo’, original Globoplay, que faz uma homenagem à obra do responsável, dramaturgo e diretor Domingos Oliveira, estreia nesta terça-feira, 2/2, na TV. A releitura, adaptada aos dias de hoje, traz reflexões filosóficas sobre a vida, o paixão e a morte com um humor inteligente e refinado, características marcantes do universo de Domingos. No elenco fixo estão Emilio Dantas, Sophie Charlotte, Martha Nowill e Matheus Nachtergaele. E a série conta ainda com muitas participações ao longo dos episódios, porquê Fernanda Torres, Felipe Camargo, Maria Ribeiro, Fabio Assunção, Maria Mariana, Lilia Cabral, Priscilla Rozenbaum, entre outros artistas.

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Maria Alice (Sophie Charlote) e Paulo (Emílio Dantas) se conhecem em uma sarau — Foto: Orbe/Victor Pollak

A série traz a cada incidente uma novidade história de paixão vivida por Paulo (Emílio Dantas), um arquiteto morador de Copacabana que se apaixona por mulheres livres, inteligentes e autênticas. Nesta jornada da paixão, o público será apresentado primeiro a Maria Alice (Sophie Charlotte), cuja história com o arquiteto permeia toda a série. A cada incidente o público conhece uma novidade paixão de Paulo: Adriana, Elisa, Laura, Martinha, Renata, Pâmela, Gilda, Sara, Natália, Pink. O envolvimento dele por essas mulheres é sempre correspondido. Mesmo assim, todas o deixam para trás. O que permanece é o paixão que ele sente por Maria Alice.

Laura (Martha Nowill) e Paulo (Emilio Dantas) na sarau de Natal — Foto: Orbe/Victor Pollak

O primeiro incidente, que vai ao ar nesta terça, 2/2, apresenta Paulo e sua paixão à primeira vista por Maria Alice (Sophie Charlotte), que chega em seu apartamento para a sarau de Natal. A jovem bailarina, que está prometida de Leopoldo (Ricardo Gelli) acha perdão da gentileza exagerada do anfitrião. Com o tempo, compreende a verdade do sentimento do arquiteto por ela e acaba se envolvendo com ele. A história também mostra a grande amizade de Paulo com Cabral (Matheus Nachtergaele) e Laura (Martha Nowill). É para eles que o arquiteto faz confidências sobre sua vida e suas aventuras amorosas, assim porquê procura consolo para suas frustrações.

Laura (Martha Nowill), Paulo (Emilio Dantas) e Maria Alice (Sophie Charlotte) — Foto: Orbe/João Miguel Júnior

Todas as Mulheres do Mundo estreia na TV Orbe; conheça o elenco — Foto: Orbe/Victor Pollak

Jorge Furtado e Janaína Fischer se debruçaram na obra de Domingos para redigir os episódios de ‘Todas as Mulheres do Mundo’, que leva o nome do filme de 1966 que tinha porquê protagonistas Paulo José e Leila Diniz. Os autores se basearam em diversos textos do responsável, que morreu em 2019, para criarem as histórias da série. Alguns personagens foram retirados das linhas de Domingos, e outros foram criados a partir do universo dele.

Martha Nowill (Laura), Emilio Dantas (Paulo), Matheus Nachtergaele (Cabral) e Oliveira nos bastidores de “Todas as Mulheres do Mundo” — Foto: João Miguel Júnior/ Orbe

O trajo de a série, lançada em 2020 no Globoplay, estar agora na TV oportunidade é motivo de comemoração para os integrantes do elenco.

“Fiquei feliz quando descobri que ‘Todas as Mulheres do Mundo’ estaria na grade da TV oportunidade, porque é uma série feita com muito afeto, alguma coisa que estamos precisando nesses tempos”, convida Emilio Dantas.

Matheus Nachtergaele acredita que é uma oportunidade de o grande público ter contato com a obra de Domingos: “A série estreando na TV oportunidade é uma alegria. Domingos Oliveira foi um grande cineasta e dramaturgo. Um varão que fez filmes e peças de teatro interessantíssimas, porquê diretor e responsável, para um público de certa maneira restrito”.

“Saber que Domingos Oliveira vai entrar com todo seu humor, perceptibilidade e afetividade na moradia das pessoas, dá uma alegria no peito”, faz coro com os colegas a atriz Martha Nowill.

Domingos Oliveira em ‘Contos de Verão’, de 1993 — Foto: Ror/TV Orbe

Reconhecido e referenciado por sua atuação porquê cineasta, diretor de teatro, roteirista, dramaturgo e ator, Domingos Oliveira era um varão avante do seu tempo e se consagrou com uma vasta produção no cinema em quase 60 anos de curso. Engenheiro de formação, Domingos nunca trabalhou na dimensão. Se envolveu no teatro namorado, campo pelo qual se apaixonou e onde começou a redigir e produzir. Quando lançou seu primeiro longa-metragem, “Todas as Mulheres do Mundo” (1966), já havia escrito dezenas de peças de teatro e dirigido diversos filmes nacionais.

“Domingos era um poeta da paixão. Era enamorado pelo paixão, pela vida e pela arte, e apresentava sua visão de mundo, sua originalidade, em tudo que produzia”, relata Jorge Furtado, que assina o roteiro da série com Janaína Fischer.

Segundo o responsável, o projeto da série tomou forma dois anos antes da morte do dramaturgo. A obra ganhou histórias e personagens inéditos e contou com a valiosa tributo do próprio Domingos, que ainda em vida leu roteiros e fez sugestões ao que foi escrito pelos autores.

“Domingos e eu trocamos muito sobre os personagens. Nos episódios, há vários trechos originais e poesias inéditas dele”, explica Jorge Furtado.

Sete textos originais do dramaturgo foram usados porquê referência: “Todas as Mulheres do Mundo”; “Amores”; “Separações”; “Os Inseparáveis”; “A Primeira Valsa”; “BR 716”; e “Largando o Escritório”.

Patricia Pedrosa, Matheus Nachtergaele, Emilio Dantas, Lilia Cabral, Floriano Peixoto e Martha Nowill nos bastidores de “Todas as Mulheres do Mundo” — Foto: João Miguel Júnior

Diretora artística da série, Patricia Pedrosa destaca a valor da obra de Domingos para a dramaturgia brasileira e conta os desafios de manter a origem de seu universo ao trazer a narrativa para os dias atuais. “O filme ‘Todas as Mulheres do Mundo’ foi muito importante para a quadra. Domingos conseguiu conduzir essa narrativa de uma forma muito naturalista em um período em que Glauber Rocha (cineasta 1939 – 1981), Nelson Pereira dos Santos (cineasta 1928 – 2008), por exemplo, faziam filmes mais políticos. E veio o Domingos fazendo essa dramaturgia mais ligeiro, mais solar, e ao mesmo tempo, um retrato muito leal da sociedade e das pessoas daquela quadra. Na série, tentamos pegar a origem do que o Domingos fez em sua obra, adaptando e transportando-a para o agora. Fizemos esse trabalho com todos os personagens, em todos os episódios, trazendo-o para mais perto do que vivemos hoje, fazendo essa transposição”, explica.

A presença de Domingos também se reflete no elenco. Fazem segmento do casting atores que trabalharam ou conviveram com Domingos Oliveira, porquê a filha, Maria Mariana, a produtora cultural Renata Paschoal, com quem o dramaturgo trabalhou por 15 anos, as atrizes Maria Ribeiro e Fernanda Torres e a viúva Priscilla Rozenbaum.

Sophie Charlotte era amiga de Domingos — Foto: Orbe/João Miguel Júnior Orbe

Sophie Charlotte, a Maria Alice da série, foi grande amiga de Domingos.

“Esse projeto tem um significado privativo para mim. É a minha enunciação de paixão ao Domingos Oliveira, meu rabino! Acho que nesse momento tão difícil é importante lembrar do valor do paixão nas nossas vidas. Cada encontro amoroso, cada momento de alegria, de paixão deve ser festejado. A série fala disso também”, conta a atriz.

Confira as chamadas da série e conheça mais sobre os personagens:

Gosta de séries? Confira o podcast do ‘Alerta Spoiler!’:

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