Temor por impacto de versão da covid derruba Ibovespa | Finanças

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A procura por proteção nos mercados globais, em meio aos temores sobre o aumento de casos de covid-19 pelo mundo e o efeito dessa piora na economia mundial, atingiu, em pleno, a bolsa brasileira. Em seguida ajustes, o Ibovespa registrou queda de 1,24%, aos 124.395 pontos, menor nível desde 27 de maio quando ficou em 124.367 pontos.

Em baixa desde cedo, o Ibovespa chegou a perder a marca de 123 milénio pontos, em um movimento agravado ainda pelo poderoso trambolhão do petróleo. O giro financeiro foi de R$ 21,333 bilhões.

De um totalidade de 84 ações no índice, unicamente nove terminaram em subida enquanto uma ficou na segurança e 74 perderam terreno. Vale e Petrobras caíram mais de 1%, enquanto bancos também recuaram. Itaú PN perdeu 0,58% e Bradesco PN teve queda de 1,48%.

O principal fator para a queda dos mercados globais hoje foi a preocupação com o efeito econômico do aumento de casos da covid-19. Embora profissionais de mercado apontam que ainda é cedo para falar de mudança de tendência nos ativos de risco, as bolsas sofrem com a procura por proteção. ”Claramente é um movimento de aversão a risco. Acredito que é pânico desta versão delta, em um contexto de mercado esticado por recordes sucessivos”, explica o sócio e gestor da Garde, Marcelo Giufrida.

A disseminação da versão delta do novo coronavírus deve ser acompanhada com desvelo e pode simbolizar um risco para a recuperação da economia no país, avalia a a consultoria A.C. Pastore em seu relatório semanal, divulgado hoje.

Novas restrições poderiam colocar em risco a retomada do setor de serviços, que, por pretexto de seu peso no PIB e no ocupação, é que determinará a velocidade e a intensidade da recuperação do PIB no ano, comentam os economistas. O progresso da vacinação e abrandecimento do distanciamento social ao longo do terceiro e do quarto trimestres de 2021 são determinantes para a retomada.

Apesar dos riscos, a consultoria reafirma a expectativa de um propagação de 5,2% no Resultado Interno Bruto (PIB) deste ano no país. A frustração com o Índice de Atividade do Banco Médio (IBC-Br) de maio, divulgado na semana passada, não é razão para mudar a previsão, avalia. O indicador caiu 0,43%, quando a mediana do mercado esperava uma subida de 1,1% na presença de abril, feitos os ajustes sazonais.

Sobre o risco de a versão delta prejudicar o propagação do Brasil, o gestor da Garde afirma que “ainda não há dados que indiquem essa possibilidade, mas, em universal, o que acontece no hemisfério setentrião acaba se refletindo cá na sequência. Portanto a possibilidade é real”. De toda a maneira, ele reitera que “ainda não estamos vendo isso intercorrer nas estatísticas da pandemia por cá”.

Hoje, dentre as maiores quedas no Ibovespa ficaram as ações de Americanas (AMER3) – combinação da B2W com os ativos de Lojas Americanas – e Lojas Americanas (LAME4), com baixas de mais de 8%. Hoje é o primeiro dia de operações de AMER3. Ou por outra, PetroRio ON perdeu 3,45%, Via ON recuou 3,77% e Gol PN cedeu 3,61%.

“Todo esse quadro de cautela, “sem incerteza, influencia o mercado brasílio pelo fluxo global. Basta ver que o estrangeiro tem minguado posição cá na Bolsa”, afirma o gestor de ações do ASA Investments Leonardo Morales.

Em julho até dia 15, os investidores estrangeiros retiraram R$ 3,373 bilhões do mercado secundário da B3. Ainda assim, no amontoado de 2021, o fluxo de capital extrínseco segue positivo, embora tenha derribado a R$ 44,634 bilhões.

“O mercado assustou um pouco com esse aumento de casos, mas acho prematuro declarar que é o termo do ‘reflation’”, aponta o profissional. “Mas, olhando a vacinação avançando por cá da forma porquê temos visto, acho que o Brasil segue muito ainda favorecido pela reabertura”, acrescenta Morales.

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