Tem mensagem pra você – ISTOÉ DINHEIRO

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RICHARD DREYFUSS Ator de Tubarão (1975) e vencedor do Oscar (A Pequena do Adeus, 1977) faz segmento do casting. (Crédito: Divulgação)

“Olá, Marcos! Cá é o Richard Dreyfuss. Seu rebento me disse que você está fazendo natalício e costuma pescar em cimalha mar. Bom, se perceber uma barbatana vindo em sua direção, não me ligue e comece a rezar! Parabéns!” Uma inesperada e bem-humorada mensagem em vídeo assim do ator de Tubarão (1975) certamente será o melhor presente de natalício que um fã do filme poderia ter – daquelas para mostrar a familiares e amigos até o término da vida. Isso se tornou provável graças a um aplicativo e site que é segmento da chamada novidade Economia de Conexão, o Cameo, que se tornou um unicórnio ao entender valor de mercado estimado em US$ 1 bilhão. Nascida em Chicago (EUA), tem 40 milénio celebridades inscritas. No caso de Dreyfuss, cada mensagem custava US$ 999 na quinta-feira (17). Mas há opções mais baratas – e menos conhecidas, evidente.

E uma vez que funciona isso? O aplicativo, que tem nome fundamentado naquelas pequenas aparições-surpresa em filmes ou séries, oferece um variado cardápio de artistas, em sua grande maioria americanos. Com a pandemia, muitos viram sua renda despencar, ofuscando o glamour da classe. “No isolamento, artistas perceberam que tinham todo o tempo do mundo e embarcaram na teoria”, diz a DINHEIRO o Chief of Staff da Cameo, Sergio Peralta. “Conversamos com eles para tornar a experiência a mais fácil e divertida provável e boa segmento promessa que não vai deixar essa interação quando as atividades voltarem ao normal.”

É até jocoso velejar pelo app ou site, que é dividido por categorias – em Esportistas há mais de 8 milénio opções de nomes, seguida por Artistas (7,5 milénio). Na turma da Música são quase 5 milénio alternativas. Existem ainda subgrupos inusitados uma vez que Animais e Políticos (estão devidamente separados).Uma vez que toda boa plataforma, a experiência do usuário é decisiva. Dá para velejar por preços, pelos nomes mais recentes do portfólio ou até mesmo pela popularidade. Uma vez que é regra nessas plataformas, os usuários também avaliam as mensagens – dando notas de zero a cinco para o resultado final. Portanto é possivel escolher pelos mais muito colocados no ranking.

Divulgação

Definido o eleito, vem o passo 2. Você seleciona o seu preposto, manda detalhes pessoais para que a notoriedade crie um vídeo único e faz o pagamento. A plataforma fica com 25% do valor pago. Isso tem engordado o bolso de muita notoriedade e, principalmente, subcelebridades. Tapume de 80% das mensagens são encomendadas uma vez que presentes de natalício, felicitações ou tirações de sarro. Mas há também pedidos de tálamo, para os menos desenvoltos com o clássico aro.

A plataforma filtra inconveniências e seu escolhido fala para você por, em média, um minuto, e tem sete dias para repor o pedido. Somente no confinado 2020, o Cameo distribuiu mais vídeos do que em seus quatro anos anteriores e fez US$ 100 milhões em Volume Bruto de Mercadorias (GMV), que é um dos marcadores importantes do segmento e-commerce. A plataforma está crescendo ano a ano numa graduação de 4,5 vezes e os agendamentos de vídeos a uma velocidade de 350%. O Cameo está com todos os seus 200 funcionários trabalhando remotamente. Para sempre, segundo o jovem Steven Galanis, 33 anos, um dos três criadores e sócios da startup.

A plataforma já ajudou a fabricar perto de 2 milhões de vídeos – “ajudou”, pois a geração na verdade é da própria notoriedade com sua câmera de celular ou notebook. Sim, não espere produções hollywoodianas, o que eles fazem é muito parecido com o que você conseguiria fazer. Há brasileiros na lista? Alguns, poucos ainda. Um deles é o ex-jogador de futebol Roberto Carlos. Ele serpente US$ 200 por uma mensagem.

Para Galanis, do Cameo, hoje o artista realmente quer se conectar mais profundamente com seus fãs. E ainda lucrar mais com isso. Engenheiro de software que largou um ótimo tarefa no LinkedIn antes mesmo de vender um único vídeo, ele define seu segmento em uma frase. “Economia de Conexão.”

NASCIMENTO NUM FUNERAL

Às vezes tudo o que é preciso são três amigos unidos acreditando em uma teoria até ela dar o custoso primeiro dólar. Foi assim com o americano com prosápia grega Steven Galanis, 33 anos, o britânico Martin Blencowe, 35, e o americano Devon Townsend, 31. A teoria do Cameo surgiu no funeral da avó de Galanis. Blencowe, um agente da NFL (liga de futebol americano) na estação, pegou um voo para se solidarizar com o companheiro e mostrou um vídeo de um dos seus jogadores do Seahawks. O desportista havia feito uma gravação para a filha fanática pelo time de um espargido seu. Da conversa veio o estalo para o negócio. E foi o companheiro Townsend, ex-comediante do Vine, desportista gorado, quem colocou a coisa em prática, sendo também um engenheiro de software. Eles pegaram um dos atletas do Seattle Seahawks agenciado por Blencowe, Cassius Marsh (hoje no Pittsburgh Steelers), da empresa oferecendo um alô em vídeo personalizado. Abriram o Google Analytics e ficaram olhando a tela. Zero. Parecia o término. Três horas depois um pai respondeu dizendo que a filha de 16 anos era fanática por Marsh. O vídeo mostrando a pequena emocionadíssima, chorando, depois de receber o primeiro cameo, foi um atestado de que era uma teoria vencedora.

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