Telecom e Tecnologia são boas opções para investimentos ESG, diz BTG

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Geralmente, os setores de telecomunicações e tecnologia não costumam ser o foco de notícias relacionadas às práticas ESG. Tal {sigla} aponta práticas de governança ambiental, social e corporativa.

Ou por outra, esses segmentos não costumam surgir nos jornais em matérias relacionadas a investimento de impacto e práticas agressivas ao meio envolvente (um tanto que a maioria das pessoas relaciona diretamente a não ESG), políticas discriminatórias ou má governança.

Diante disso, o BTG Pactual (BPAC11) divulgou um relatório no qual discute os principais temas ESG que impactam o setor, aprofundando as principais políticas de cada empresa.

O BTG analisou ainda, de forma detalhada, quais empresas têm as melhores práticas. E o motivo pelo qual os investidores devem considerá-las bons investimentos ESG.

Segundo o banco, além de serem setores que, por si só, não geram grandes impactos ambientais, as empresas de telecom e tecnologia fizeram seu obrigação de mansão em relação às políticas ESG.

A Totvs (TOTS3), por exemplo, chamou a atenção para questões sociais e de governança, enquanto a Vivo (VIVT3) se destacou em cuidados ambientais.

De forma universal, todas as empresas do segmento possuem políticas relevantes em relação ao meio envolvente e bons objetivos para o horizonte, cumprindo seu papel na procura de desenvolvimento sustentável.

O que você verá neste cláusula:

ESG: meio envolvente

O lixo eletrônico gerado pelas empresas de telecomunicações é um grande problema ambiental.

Esse desperdício pode ser proveniente de operações móveis (celulares), operações fixas (linhas fixas, modems, decodificadores e outros dispositivos utilizados para fornecer orquestra larga) e manutenção de rede.

A Vivo e a Oi (OIBR4) têm de mourejar com uma quantidade imensamente maior de resíduos do que a TIM (TIMS3), visto que esta é principalmente uma operadora traste (ou seja, não tem que mourejar com os resíduos produzidos nas operações de telefonia fixa).

Das 3 operadoras, a Oi é a que mais gerou resíduos em 2019 (10,9 toneladas), seguida de perto pela Vivo (10,3 toneladas).

A TIM, por outro lado, vem em terceiro lugar, com 10x menos geração de resíduos do que as outras duas (1,0ton).

Manancial:BTG Pactual

Porém, embora a Vivo e a Oi tenham operações que geram muito mais lixo eletrônico do que a TIM, elas também possuem programas superiores de reciclagem e reaproveitamento de materiais.

Enquanto a Vivo e a Oi possuem programas de logística reversa responsáveis ​​pela reciclagem ou reaproveitamento de 97% e 79%, respectivamente, de todos os resíduos de rede gerados, a TIM recicla 66% de seus resíduos.

Vale ressaltar que apesar de a TIM ter o pior percentual de resíduos reciclados, é a operadora que gera menos resíduos. Ou por outra, todos os resíduos perigosos que gera são reciclados, reduzindo drasticamente o impacto ambiental.

ESG: empresas de telecomunicações devem buscar vigor limpa

As empresas de telecomunicações consomem muita eletricidade, pois todos os seus sites, antenas e switches precisam ser alimentados. Portanto, políticas sustentáveis ​​nesta frente são extremamente bem-vindas.

Apesar da meta de 2019 de unicamente 45% de vigor renovável no consumo de vigor, a Vivo atingiu 100%.

A TIM tem investido em autogeração de vigor por meio de projetos de geração distribuída, além de comprar vigor no mercado livre.

Em 2019, aproximadamente 50% do consumo de vigor da TIM foi proveniente de fontes renováveis, percentual que deve subir para 70% até 2025.

A Oi é a operadora com a menor participação de vigor comprada de fontes renováveis ​​(32%), mas deve expandir esse percentual rapidamente.

Comparando seu consumo de vigor em 2016 com 2019, a Oi dobrou o percentual de vigor que vem do mercado livre.

A expectativa é de que até 2025 a Oi deva ser capaz de atingir um tanto em torno de 100% da vigor de fontes renováveis ​​(considerando mercado livre e geração distribuída).

ESG: social

Um dos principais aspectos do comportamento social das companhias pode ser medido pelo relacionamento entre empresas e clientes.

Nesse sentido, os setores de Telecom e Tecnologia apresentam dinâmicas distintas: enquanto as empresas de tecnologia têm relativamente poucos clientes, por se tratar principalmente de uma operação B2B, as empresas de telecomunicações são provavelmente as que possuem o maior número de clientes no universo de todas as empresas brasileiras.

Desse modo, o BTG mediu as pesquisas de satisfação pela Anatel (para telcos) e pelo Reclame Cá, site de reclamações mais espargido do Brasil.

A Totvs foi um grande destaque nesse quesito, recebendo o prêmio RA1000 para uma empresa com cumeeira índice de qualidade de serviço em 2020.

A indústria de software é conhecida por ter um cumeeira dispêndio de troca, uma vez que é muito trabalhoso para as empresas trocarem de software.

As empresas de telecomunicações, por outro lado, são mal avaliadas nos indicadores do site. Uma vez que têm seu próprio serviço de atendimento ao cliente, muitas vezes optam por não responder aos clientes nesses sites.

Sobre as pesquisas de satisfação da Anatel, o BTG analisou os indicadores publicados mensalmente pelo órgão regulador.

A Anatel monitora a qualidade dos serviços prestados pelas operadoras por meio de indicadores de desempenho.

Cada indicador tem uma meta a ser atingida mensalmente por cada operadora. O gráfico a seguir mostra o percentual de indicadores de atendimento que cada empresa alcançou nos últimos anos (dados de 2020 vão até setembro).

Manancial: BTG Pactual

A Simples é claramente uma outperformer nesta métrica.

“Nem é preciso expor que as operadoras ainda precisam progredir muito no atendimento, mas ressaltamos que a satisfação com a qualidade da rede melhorou em 2020, com todas as empresas atingindo mais de 90% das metas”, disse o BTG.

ESG: governança

Uma melhor governança corporativa é positiva sob vários ângulos: reclassificação de múltiplos em função da redução de potenciais conflitos de interesse entre os minoritários e o acionista controlador e maior liquidez.

As melhores práticas de governança corporativa tentam expulsar (ou pelo menos reduzir) os conflitos de interesses dentro de uma empresa e prometer que os ativos sejam usados ​​no melhor interesse dos acionistas.

Em relação a nascente pilar, todas as empresas parecem seguir boas práticas.

Tanto a Oi quanto a Totvs têm a grande maioria de seus conselhos compostos por membros independentes (a Oi tem 100%).

De negócio com as Melhores Práticas Globais, pelo menos 3/4 dos membros do recomendação devem ser independentes.

Segundo a consultoria Spencer Stuart, 39% dos conselheiros do Brasil são independentes.

Em relação a mercados mais maduros, o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer, mas, conforme o gráfico aquém, é uma veras o desenvolvimento do  percentual de conselheiros independentes no país.

Manancial: BTG Pactual

No Brasil, os segmentos de listagem do Novo Mercado e Nível II exigem que pelo menos 20% dos membros do recomendação sejam independentes.

Todas as empresas citadas no relatório do BTG Pactual têm no mínimo 40% de seu recomendação formado por membros independentes.

Na Oi, todos os membros do recomendação são independentes, enquanto o número da Totvs é de 86%.

Novo Mercado

Totvs, TIM, Linx (LINX3) e Sinqia (SQIA3) estão listadas no Novo Mercado.

A TIM é a única operadora de telecomunicações do Novo Mercado, o que é uma grande vantagem. Por outro lado, não possui a maior secção de seu Parecer formado por conselheiros independentes – a empresa é controlada pela Telecom Italia que naturalmente indica a maioria dos conselheiros.

A Vivo está caminhando na direção do Novo Mercado. Em março do ano pretérito, a operadora deu um grande passo ao transformar todas as suas ações preferenciais em ordinárias.

Ao fazer isso, a empresa estendeu os direitos de voto dos acionistas minoritários e concedeu direitos de tag along.

Posteriormente a conversão, a Telefónica passou a estagnar 73,6% das ações da VIVT3 (contra 94,5% das ações com recta a voto antes), um passo importante para a transmigração das ações para o Novo Mercado. Ou por outra, os executivos da Vivo também têm sua remuneração variável atrelada a metas ESG (metas sustentáveis ​​e de satisfação do cliente).

Caso OI

Vale ressaltar que o case de governança da Oi é um pouco dissemelhante dos outros, uma vez que empresas em recuperação judicial geralmente não são bons exemplos a serem seguidos em relação às práticas de governança.

No entanto, a eleição de um novo recomendação em meados de 2018 e a chegada de uma novidade gestão liderada por Rodrigo Abreu (atual CEO) em setembro de 2019 mudaram o rumo da Oi.

Por meio da formação de uma grande equipe de gestão, a empresa tornou-se mais transparente com seus investidores, mostrando mais francamente os riscos envolvidos no projecto de recuperação da empresa.

Vale ressaltar também que secção considerável da remuneração dos executivos é variável e diretamente vinculada ao preço das ações.

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