Taxa de transmissão da Covid-19 fica em 1,20 no Brasil, aponta Imperial College | Coronavírus

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A taxa de transmissão (Rt) do novo coronavírus (Sars-CoV-2) no Brasil está em 1,20, aponta o monitoramento do Imperial College de Londres, no Reino Unificado, divulgado nesta semana. Isso significa que cada 100 pessoas com o vírus no país infectam outras 120.

O levantamento considera os dados coletados até a segunda-feira (18).

Pela margem de erro das estatísticas, essa taxa pode ser maior (Rt de até 1,27) ou menor (Rt de 0,87). Nesses cenários, cada 100 pessoas com o vírus infectariam outras 127 ou 87, respectivamente.

Na semana passada, o Rt ficou em 1,21, podendo ser de 1,14 a 1,40 pela margem de erro. Em novembro, a taxa de transmissão chegou a 1,30, a maior desde o termo de maio.

Os cientistas apontam que “a notificação de mortes e casos no Brasil está mudando; os resultados devem ser interpretados com cautela”.

Simbolizado por Rt, o “ritmo de contágio” é um número que traduz o potencial de propagação de um vírus: quando ele é superior a 1, cada infectado transmite a doença para mais de uma pessoa e a doença avança.

Paciente chega ao Hospital 28 de Agosto, em Manaus, em meio a novo surto de Covid-19, na quinta-feira (14). — Foto: Michael Dantas/AFP

Esta semana viu um cenário de caos em Manaus – onde a falta de oxigênio fez com que pacientes tivessem que ser transferidos para outros estados. Cilindros com o gás foram doados pela Venezuela.

A tragédia também atingiu outras cidades amazonenses: em Coari, sete pessoas morreram por falta de oxigênio, segundo a prefeitura.

Na quarta-feira (20), o Amazonas registrou mais de 5 milénio novos casos de Covid, um recorde; 3,6 milénio foram detectados em Manaus. Ao todo, o estado tem 238.980 casos e 6.598 mortes pela doença. Pesquisadores acreditam que a situação amazonense pode ser atribuída, em segmento, a uma versão mais contagiosa do coronavírus detectada na região.

No totalidade, o Brasil já perdeu mais de 213 milénio pessoas para a Covid-19. Também na quarta-feira, o país registrou o maior número de mortes em um dia desde agosto.

O número de mortes é o segundo maior do mundo – detrás unicamente dos Estados Unidos, que perderam mais de 400 milénio cidadãos para a doença.

Esta semana também marcou o início da vacinação contra a Covid-19 em todos os estados e no Província Federalista. A CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, já está sendo aplicada em grupos prioritários.

As campanhas foram marcadas, entretanto, por uma série de atrasos e outros problemas de logística, porquê a falta de insumos. O Brasil precisa de matéria-prima que vem da China para que o Instituto Butantan, em São Paulo, consiga fabricar mais doses da CoronaVac.

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As doses prontas da segunda vacina aprovada pela Anvisa, a vacina de Oxford, também tiveram a previsão de entrega atrasada para março. As doses, que são fabricadas na Índia, deveriam ser entregues neste mês, com distribuição da vacina em fevereiro.

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