Taís Araújo fala sobre evolução da mídia: “Terebrar o leque para outras belezas” – Revista Marie Claire

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tais araujo (Foto: Instagram)

Taís Araújo começou cedo a sua curso porquê atriz. Em 1996, perto de completar 18 anos, ela protagonizou a romance “Xica da Silva”, da extinta Rede Manchete. Depois de sua primeira trama, Taís nunca mais largou esse mundo, mas precisou ser poderoso para mourejar com todo o racismo estrutural dentro dele. Em live com Adriana Ferreira Silva, redatora-chefe da Marie Claire, ela falou sobre o seu paixão por revistas e porquê desejava ocupar também aquele lugar, até logo subjugado por mulheres padrões.

“Mesmo sendo protagonista de uma romance, eu não estava na revestimento das revistas. E eu trabalhava em uma romance de muito sucesso na quadra, “Da Cor do Vício”, mas não estava nas capas”, contou Taís, que acompanhou de perto a evolução das revistas femininas, que aos poucos passaram a contemplar todas as mulheres.

Na entrevista, ela destaca também a maneira porquê o corpo da mulher, desde sua juventude, era vendido e visto porquê um objeto. “Existia uma campanha quando eu fazia Xica da Silva, algumas pessoas contavam os dias para que eu completasse 18 anos e pudesse posar nua em revistas. O corpo da mulher era tratado dessa forma. Você ligava a televisão aos domingos, e muitas vezes se deparava com meninas sendo expostas nos programas por audiência”, relembra.

Com a sociedade mais engajada em causas relacionadas ao feminismo e racismo, Taís fala sobre a emoção de ver outras mulheres negras em capas de revistas. “Quando eu vejo uma mulher negra, retinta, gorda na revestimento, eu fico muito feliz. Eu acho que é isso, furar o leque para outras belezas, e não só para outras belezas negras, mas outros estilos de mulheres para que todas se sintam contempladas. A revestimento da Nanda com a Lan Lan me emocionou muito. A da Gabi Amarantos também, Érika Januza”, disse.

Durante o bate-papo, Taís falou também sobre o motivo de não falar exclusivamente sobre pautas raciais. “Eu sofri um ataque racista na internet uma vez, logo me posicionei no Instagram e disse que não falaria mais zero sobre o matéria. Eu não queria dar luz para aquelas pessoas. Não queria falar o tempo todo sobre isso porque estaria atendendo uma demanda. Eu sou artista, e eu quero estar na sessão de cultura das revistas, dos jornais. Eu quero falar sobre o meu trabalho e o que eu faço. Na quadra, eu estava fazendo Mister Brau, que era um sucesso, mas ninguém me perguntava sobre isso, e era justamente o que eu gostaria de falar”, revela.

Vida profissional

Quando se trata de vida profissional, Taís Araújo tem muito o que comemorar. A atriz está em “Medida Provisória”, filme com direção e roteiro de Lázaro Ramos. “Medida Provisória é incrível é está com uma vida internacional muito linda. O filme foi para o SXSW, que é um festival que sempre achei a faceta do filme, e estão chegando diversas críticas maravilhosas”, contou Taís.

O filme ainda não tem data de lançamento, mas a atriz deixou clara a sua posição: “Não sou dona do filme, mas acho que ele deveria esperar para ir ao cinema”. Além do longa, Taís está na temporada final de ‘Paixão de Mãe’ e o retorno de ‘Aruanas’ está marcado para ocorrer mal as gravações foram novamente liberadas.

Por término, Taís revelou que fará a novidade romance das 7. “Nessa trama, eu faço duas personagens. Vai ser a primeira vez que isso acontece. E é uma romance ótima, eu tenho ótimas experiências com tramas das 7, adoro fazer, e essa romance tem essa faceta divertida. A estreia estava prevista para maio de 2022, mas com a pandemia, não sabemos”, conclui.

Família e quarentena

Mãe de João Vicente, de 10 anos, e Maria Antônia, de 6, Taís revelou que a família criou uma conexão ainda maior na pandemia. Nessa temporada, ela falou sobre apresentar o seu trabalho e o de Lázaro para os pequenos. “O João entende mais, logo mostramos algumas coisas, tudo dentro do que é permitido para a idade. Em uma cena de Mister Brau, quando a Michele e Brau se separam, ele começou a chorar, logo explicamos que era de mentirinha. O João já entende mais agora. Mas nenhum deles liga muito para o nosso trabalho. Por enquanto, somos exclusivamente os pais deles, e é mal tem que ser. Isso é o suficiente”.

Nesse tempo de lockdown, a atriz falou sobre quais são os seus planos depois que a pandemia completar e o que aprendeu nesse momento. “Eu estou louca para tudo isso completar. Quero viajar, saber lugares desse mundo, viver, saber mais o Brasil. Ninguém aguenta mais ver esse número enorme de pessoas morrendo (…) Nesse período, tenho perguntado muito quem sou eu, sem ser a artista, a mãe do João Vicente e da Maria Antônia, sem ser a esposa do Lázaro, mas sim quem sou essencialmente. É uma procura difícil de encontrar. Também sinto falta dos afetos, e dou mais valor a isso agora”, finalizou.

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