Suzana Alves debate maturidade e saúde mental – Revista Glamour

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Na bio do Instagram, Suzana Alves diz que está vivendo com propósito. Com mais de 407 milénio seguidores, a atriz e estudante da naturopatia e psicologia usa as redes sociais para inspirar pessoas. Seja com palavras de fé, ensinando receitas saudáveis, mostrando ao mundo que não há motivos para disputar com a maturidade ou debatendo saúde mental. 

Suzana Alves (Foto: Reprodução Instagram)

“Recebo mais comentários positivos do que negativos. As pessoas entendem a vida de uma outra forma, hoje em dia. Por culpa disso, abriu uma reflexão muito importante de autoconhecimento. Buscar uma vida mais oriundo não entrou na minha vida agora. A escolha já tem mais de 20 anos. Os fios brancos são somente um revérbero. Para mim não é novidade, mas entendo o baque das pessoas. Fiquei famosa com a imagem e isso reflete em uma descontrução para o público. Não tenho crise alguma com isso, acho engraçado”, conta sobre assumir o cabelo branco nas redes sociais durante uma entrevista sincera à Glamour Brasil

“Acho que as mulheres [que assumem os fios brancos] estão a frente dessa compreensão, entende? Sempre achei lindo e parava para elogiá-las nas ruas. Recebo muitas mensagens falando que as encorajei, qual shampoo uso, se passo por crises… O meu caminho foi oriundo, foi uma desintoxicação. É saúde, bem-estar, alimento, exercícios físicos. Tenho minha própria horto, faço meu desodorante. Não é estética. Muitas mulheres estão começando o processo de autoconhecimento pelo cabelo branco, fazendo o contrário. Tirei uma máscara para me saber tirando várias outras máscaras. A relação com tudo isso justifica muito a liberdade que vivo da não preocupação pela estética e pela imagem. De viver a tempo real dos meus 42 anos”. 

Suzana Alves (Foto: Reprodução Instagram)

Suzana Alves (Foto: Reprodução Instagram)

Espiritualizada desde pequena, Suzana relembrou que sempre teve uma conexão e nunca deixou de ter fé. “Sempre olhava para o firmamento e achava que não era so isso. Era muito curiosa e conheci as igrejas evangélicas, católica… Dos 15 aos 25 anos, tentei me encontrar em vários lugares. Passei também pelo budismo, espiritismo e cabala. Tentando me saber, me entender. Vi que tudo era sobre Jesus, mas queria eu mesma buscar e não ser influenciada porque minha mãe ia à igreja evangélica. Até que, lendo um livro, tive um encontro com Deus. Tive essa experiência e pronto. Não acredito em religiosidade, acredito em intimidade com Deus. Isso já tem 16 anos. Nunca deixei de lado, nem na idade da Tiazinha”. 

Marco na vida de Suzana, Tiazinha era uma personagem do Programa H, comandado por Luciano Huck no final da dezena de 1990. E-mail, observação no Instagram? Que zero! Naquela idade, os fãs precisavam ir até os correios para mandar cartas para os ídolos e Suzana se tornou a famosa campeã de correspondência devido ao sucesso.

Suzana Alves (Foto: Reprodução Instagram)

Suzana Alves (Foto: Reprodução Instagram)

“Não”, responde ao ser perguntada se ela se arrepende de ter interpretado a logo “sex symbol”. “Eu só sou essa pessoa graças ao que vivi. Tenho que agradecer, a Tiazinha me proporcionou muitas coisas positivas. Me arrependo, por exemplo, mais do nu que fiz para Playboy do que da Tiazinha. Me arrependo da exposição, posso enquadar isso porquê um compunção. A Tiazinha, não. Era um entretenimento, um personagem. Me projetou, me deu estudo, uma formação, viagens, uma quesito melhor para mim e para minha família”. 

No auge do sucesso, Suzana resolveu parar. Precisou se (re)saber. Precisou se reconectar com ela mesma. “Fiquei famosa muito jovem, não tinha uma personalidade formada ainda. Era uma moça. Não ter uma vida anônima mexeu comigo. Você fica muito exposta. Queria fazer minhas coisas e não podia. Em seguida minha depressão, tive um salto. Na hora dói, você não entende. Você não sabe o que é, parece que não vai finalizar nunca. Sempre fui artista, pensava se ainda queria ser artista, se queria essa profissão. Eu tinha que me reencontrar. Quando falei ‘chega’, queria viver mais que nomeada, não queria só aquilo. Queria me buscar. Era um pouco dentro de mim, maior que tudo aquilo, maior que nomeada, maior que verba. Remei contra a maré. As pessoas falavam que eu cuspia no prato que comi, porém precisava me desvincular. Se pudermos entender o que é a depressão, explorar e estudar, buscar ajuda, você dá esse salto. Acha seu lugar no mundo.”

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