Suplente de ações da Mobly, varejista on-line de móveis, termina hoje | Renda Variável

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Termina nesta terça-feira (02) o período de suplente para pequenos investidores comprarem ações da Mobly antes da estreia na bolsa, prevista para 5 de fevereiro, com o código MBLY3. O período de suplente começou em 21 de janeiro.

A Mobly estabeleceu o pausa indicativo de preço por ação entre R$ 17 e R$ 23,50. Nas ofertas de ações, as companhias e os bancos coordenadores testam uma fita de preço. Se a venda sobrevir no valor mais superior, significa que a demanda pelos papéis foi grande. Já se a venda sobrevir no valor mais ordinário, significa que a demanda pelos papéis foi pequena.

O valor será fixado em 3 de fevereiro. Considerando o meio da fita indicativa, de R$ 20,25, e a oferta base de 38,6 milhões de ações, o IPO deve movimentar R$ 782,6 milhões. Há ainda possibilidade de um lote suplementar de 5,7 milhões de ações. Nesse caso, ainda considerando o meio da fita indicativa, a oferta subiria para R$ 900 milhões.

A companhia se define uma vez que a plataforma home & living líder no Brasil. No prospecto, a empresa afirma que seu foco é “transformar a maneira uma vez que as pessoas realizam compras para suas casas, oferecendo uma experiência de compra com “omnicanalidade” e vasta oferta de produtos, com o uso de tecnologia baseada em dados”.

Fundada em 2011, a Mobly diz que tem mais de 925 milénio usuários ativos, além de duas megastores, quatro lojas outlet e cinco lojas compactas (Mobly Zip).

Nos nove primeiros meses de 2020, o volume de vendas da companhia foi de R$ 560,2 milhões, incremento de 48% em relação ao mesmo pausa do ano anterior. A receita líquida cresceu 50%, a R$ 420,8 milhões. A empresa teve prejuízo líquido de R$ 16,6 milhões, 57% menor do que o prejuízo de R$ 38,8 milhões nos nove primeiros meses de 2019.

A oferta pública inicial (IPO, na {sigla} em inglês) é 95,8% primária, quando são emitidas novas ações e o numerário vai para o caixa da companhia, e 4,2% secundária, quando são vendidas ações já existentes e o numerário vai para o bolso dos acionistas vendedores.

Com o numerário captado na oferta primária, a Mobly planeja fortalecer o capital de giro e a estrutura financeira (50%), investir em marketing e publicidade (35%) e investir em bens de capitais, incluindo a expansão de novas lojas físicas, centros de distribuições e desenvolvimento de tecnologia da informação interna (15%).

No oferta secundária, o acionista vendedor é o VRB, veículo da Home24, varejista on-line alemã dona da Mobly.

Para fazer a suplente de ações da empresa, basta o investidor avisar a corretora quantos papéis gostaria de comprar no IPO e por qual preço. O valor mínimo para participar da primeira venda de ações da Mobly é de R$ 3 milénio, e o sumo, de R$ 1 milhão.

A oferta é coordenada por Morgan Stanley, Bradesco BBI, Itaú BBA e Goldman Sachs.

Investir em IPO pode ser uma cilada se o investidor não entender a fundo o que está comprando, segundo analistas. Na avaliação deles, em universal, é mais seguro comprar ações de empresas já listadas, porque as companhias tendem a ter mais histórico de números e a se legar melhor com o mercado.

Mas há boas (só que mais raras) oportunidades nas ofertas para quem estiver disposto a estudá-las com atenção. Empresas que estreiam na bolsa são uma vez que “small caps”, termo em inglês usado para se referir a ações de empresas consideradas menores quando comparadas às gigantes da bolsa.

Por estarem ingressando no mercado, essas companhias podem ter um porvir promissor pela frente, com superior potencial de incremento e bom retorno para os acionistas. Muitas delas são inovadoras ou atuam em setores ainda não consolidados. E a vantagem de investir no IPO é a chance de conseguir um preço ainda mais barato pela ação.

Por outro, pode ser uma façanha de dar indiferente na bojo. Isso porque são ações que apresentam maior risco e volatilidade, além de terem menor volume de negociações na bolsa, ou seja, pode ser difícil vender os papéis sem ter que “dar desconto”. Isso faz com que essas ações sejam mais indicadas para quem pode deixar o numerário investido em longo prazo.

Da mesma forma que podem ter um ótimo incremento, isso pode simplesmente não sobrevir, e o investidor pode perder muito numerário. Analistas aconselham só participar de IPOs de companhias de setores totalmente novos na bolsa, ou cujas ações estão mais baratas do que as das concorrentes já listadas.

É preciso saber as perspectivas para o setor, uma vez que a empresa ganha numerário, quais são as suas vantagens competitivas e quais são os riscos para o seu negócio. Para saber se o papel está barato na oferta, é preciso indagar múltiplos uma vez que o preço sobre o lucro.

Zero disso é simples. Os analistas levam dias para julgar se vale a pena participar do IPO de uma empresa. Casas de análises uma vez que Levante, Suno Research e Eleven Financial produzem relatórios pagos com essas avaliações para pequenos investidores.

— Foto: Getty Images

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