Suplente de ações da GetNinjas acaba amanhã. Vale investir na oferta? | Renda Variável

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Acaba amanhã (11) o período de suplente para pequenos investidores comprarem ações da GetNinjas antes da estreia na bolsa, prevista para a próxima sexta-feira (14), com o código NINJ3. Fundada em 2011, a plataforma conecta digitalmente profissionais de variadas áreas, pessoas físicas ou jurídicas, a potenciais clientes em todo o Brasil.

No término de 2020, a companhia possuía 2,1 milhões de profissionais cadastrados, distribuídos em 500 categorias diferentes, uma vez que pintor, psicólogo, professor de inglês, personal trainner, diarista e assistente técnico de eletrodomésticos, entre outras.

No ano pretérito, a receita operacional líquida da empresa somou R$ 41,8 milhões, subida de 89,8% frente a 2019. A GetNinjas fechou 2020 com prejuízo líquido de R$ 890 milénio, 70% a menos do que a perda de R$ 3 milhões um ano antes.

Saiba mais

A morada de análises independente Suno Research sugere não investir na oferta pública inicial (IPO, na {sigla} em inglês), tendo em vista que existem negócios listados que são fortes geradores de caixa e com histórico muito mais extenso. Os analistas Rodrigo Wainberg e João Daronco afirmam, em relatório, que há muitas dúvidas acerca da concorrência e um grande risco de implementação.

O preço também não parece convidativo para eles, dadas as incertezas. Porém, os analistas ressaltam que a companhia sai na frente na corrida de aplicativos de vendas de serviços. “Enxergamos muito valor gerado pela empresa, tanto para os clientes quanto para os prestadores de serviços. O mercado endereçável é enorme. Há, de indumentária, uma vazio de mercado a ser preenchida pela GetNinjas”, dizem.

A oferta é primária, quando são emitidas novas ações e o numerário vai para o caixa da companhia, e secundária, quando são ofertados papéis já existentes e os recursos vão para o bolso dos acionistas. Com o numerário captado na oferta primária, a empresa planeja: marketing (65%); recursos humanos (20%); e reforço de caixa (15%).

Os principais acionistas são: a gestora Tiger Global, que tem uma fatia de 28,6% e pode desabar para até 10% se forem exercidos os lotes suplementar e suplementar; Eduardo Orlando L’Hotellier, que tem 25% e pode desabar para 14,5%%; a gestora Monashees, que tem 18,3% e pode desabar para 6,4%; e Kaszek Ventures, que tem 12,8% e pode desabar para 4,5%.

Para fazer a suplente de ações da GetNinjas, basta o investidor avisar a corretora quantas ações gostaria de comprar no IPO e por qual preço. O valor mínimo para participar da primeira venda de papéis da companhia é de R$ 3 milénio, e o sumo, de R$ 1 milhão.

A empresa definiu o pausa indicativo de preço por ação entre R$ 24,90 e R$ 33,50. Nas ofertas, as companhias e os bancos coordenadores testam uma filete de preço. Se a venda ocorrer no valor mais elevado, significa que a demanda pelas ações foi grande. Já se a venda ocorrer no valor mais insignificante, significa que houve menos interesse pelos papéis.

O valor será fixado na quarta-feira (12). Com a oferta base de 24,1 milhões de ações e considerando o meio da filete, de R$ 29,20, a transação pode movimentar R$ 703,8 milhões. Há ainda a possibilidade de um lote suplementar de 4,8 milhões de papéis e de um lote suplementar de 3,6 milhões de ações.

A operação é coordenada por BTG Pactual, J.P. Morgan, UBS-BB e Bradesco BBI.

Investir em IPO é cilada se o investidor não entender a fundo o que está comprando, segundo analistas. Na avaliação deles, em universal, é mais seguro comprar ações de empresas já listadas, porque as companhias tendem a ter mais histórico de números e a se legar melhor com o mercado.

Mas há boas (só que mais raras) oportunidades nas ofertas para quem estiver disposto a estudá-las com atenção. Empresas que estreiam na bolsa são uma vez que “small caps”, termo em inglês usado para se referir a ações de empresas consideradas menores quando comparadas às gigantes da bolsa.

Por estarem ingressando no mercado, essas companhias podem ter um porvir promissor pela frente, com elevado potencial de incremento e bom retorno para os acionistas. Muitas delas são inovadoras ou atuam em setores ainda não consolidados. E a vantagem de investir no IPO é a chance de conseguir um preço ainda mais barato pela ação.

Por outro, pode ser uma façanha de dar indiferente na bojo. Isso porque são ações que apresentam maior risco e volatilidade, além de terem menor volume de negociações na bolsa, ou seja, pode ser difícil vender os papéis sem ter que “dar desconto”. Isso faz com que essas ações sejam mais indicadas para quem pode deixar o numerário investido em longo prazo.

Da mesma forma que podem ter um ótimo incremento, isso pode simplesmente não ocorrer, e o investidor pode perder muito numerário. Analistas aconselham só participar de IPOs de companhias de setores totalmente novos na bolsa, ou cujas ações estão mais baratas do que as das concorrentes já listadas.

É preciso saber as perspectivas para o setor, uma vez que a empresa ganha numerário, quais são as suas vantagens competitivas e quais são os riscos para o seu negócio. Para saber se o papel está barato na oferta, é preciso investigar múltiplos uma vez que o preço sobre o lucro.

Zero disso é simples. Os analistas levam dias para determinar se vale a pena participar do IPO de uma empresa. Casas de análises uma vez que a Levante, a Suno Research e a Eleven Financial produzem relatórios pagos com essas avaliações para pequenos investidores.

— Foto: Getty Images

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