submissão de tecnologia mudou até a forma uma vez que bebemos em um bar

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Olhar para os números da última Pesquisa Pátrio por Exemplar de Domicílios (PNAD Contínua), sobre chegada à internet e posse de celular no Brasil, serve unicamente para substanciar um tanto que é provável ver em qualquer boteco.

“Cliente já deixou de ingerir cá porque o meu wi-fi estava falhando”, revela Jonas Natividade, proprietário de um bar no Entorno do DF. Além de se preocupar em servir cerveja gelada e petiscos no ponto, ele ainda afirma ter proveito um trabalho extra nos últimos anos: carregar telefones de clientes. “Não tem uma vez que descrever, mas vamos botar aí uma média de 50 a 70 celulares em um dia de movimento”, calcula.

Proprietário do próprio bar há 6 anos, mas com experiência detrás de balcões desde a juvenilidade, ele é uma testemunha das mudanças no comportamento dos clientes. Se antes a preocupação de muitos era com a temperatura da cerveja, o sabor do tira-gosto, uma boa conversa ou um destilado para aquecer um coração partido, agora parece também ser indispensável compartilhar a veras com o mundo virtual.

País cada vez mais conectado

Os dados divulgados pela a última PNAD Contínua mostram que mais de 148 milhões de brasileiros possuem celular e 98,6% da população utiliza os aparelhos para acessar a internet. Ou por outra, 78,3% conseguem acessar a rede de qualquer lugar que estejam, sendo 95,7% com a finalidade de enviar e receber mensagens.

Quando comparados com os números da primeira PNAD Contínua sobre a posse de celular e o chegada à internet no país, essa evolução fica evidente. Em 2016, ano da primeira publicação, 77,1% da população maior que 10 anos tinha chegada a celular, sendo que 94,6% usavam os aparelhos para acessar a internet. Um propagação que mostra o aumento no uso de tecnologias, e revela um novo jeito de viver.

Goles e cliques

Sentado no balcão, unicamente com você mesmo uma vez que companhia, fica fácil enxergar. Porém, de tanto observar, surgiu a vontade de entender o porquê de a maioria das pessoas não conseguirem largar o celular mesmo enquanto se divertem com amigos em uma mesa de bar.

“Se preocupam mais em postar coisas do que curtir. Agora tudo é drink, porque o pessoal quer tirar foto, fica conversando no celular direto”, confessou o facilitar de cozinha Haykeend Andeerson, que lida com clientes no bar onde trabalha por pelo menos 10 horas por dia.

A psicóloga Claudia Melo explica que esse é um comportamento geral em algumas pessoas que se acostumaram a “permanecer nesse ciclo vicioso de postando, vivendo dentro desse universo que é perfeito demais e não cabe ao humano, pois não somos perfeitos”. E faz um alerta: “Quando você ver um tanto muito perfeito, zelo, pois não é humano”.

Novo normal

Atualmente, parece loucura — e até mesmo terrificante para alguns — pensar em uma vida sem tecnologia. Mas um técnico nas mudanças do varão e da sociedade explica que a história da humanidade está intimamente ligada à tecnologia, desde inovações uma vez que a geração da roda até os smarthphones atuais.

“Pensar em uma vez que a tecnologia afetou a humanidade é pensar nessa via de mão dupla, na qual criamos tecnologias enquanto somos (re)criados por elas”, explica Guilherme Fians, Doutor em Antropologia Social, e professor de Antropologia Do dedo na Universidade de Brasília.

No início, até passou pela cabeça que a culpa das pessoas não conseguirem largar o celular, nem mesmo enquanto bebem uma cerveja no happy hour, fosse da tecnologia. Mas depois de entender melhor o objecto, ficou simples que as inovações não chegam a ser boas, ruins e nem mesmo neutras. “Ela é o que os seres humanos fazem com ela”, explicou Fians.

As tecnologias podem ser boas, permitindo superar barreiras físicas e possibilitando nos exprimir com pessoas de todo o mundo, um tanto particularmente importante recentemente, com a pandemia da Covid-19, assim uma vez que podem ser prejudiciais quando se tornam uma submissão.

“Essa submissão tecnológica traz isolamento, prejuízo no rendimento escolar, dificuldade de desempenho no trabalho, nos relacionamentos, irritabilidade, falta de concentração, cansaço durante o dia, pois a pessoa passou a madrugada na internet… é interessante parar para pensar que os sintomas aparecem. O problema é quando aparece e as pessoas não buscam ajuda. As pessoas pensam ‘vou parar’, mas não conseguem parar, pois é uma vez que um vício. E o pior: as pessoas passam a usar a internet para regular o humor. É preciso olhar para essas pessoas e buscar uma saída, pois depois adoecer, o caminho é longo e nem sempre vamos poder fazer do nosso jeito”, explica a psicóloga Claudia Melo.

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