Startup francesa desenvolve foie gras em laboratório – Era Negócios

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Se verosímil, 75% dos franceses prefeririam consumir um foie gras cruelty free (Foto: Getty Images)

Uma startup francesa promete tirar o foie gras da berlinda. A foodtech Gourmey desenvolveu uma versão da iguaria em laboratório –e tão saborosa quanto a original, segundo reportagem da Bloomberg. “O foie gras está passando por uma crise existencial”, diz Nicolas Morin-Forest, co-fundador da Gourmey. “Nós desembaraçaremos o resultado da polêmica.” 

A pena do foie gras partiu de ativistas em resguardo dos animais. Pelo método tradicional de produção, patos, gansos e marrecos são submetidos a uma vida confinada e alimentados à força. O objetivo é fazer com que o fígado dos animais acumule uma grande quantidade de gordura. Foie gras, em galicismo, significa “fígado gordo”. 

Uma das principais iguarias da culinária francesa, o resultado já foi proibido em vários lugares. No próximo ano, Novidade York deve seguir a decisão do estado americano da Califórnia e banir o consumo do prato nos restaurantes da cidade. O Reino Uno estuda suprimir a importação do resultado. Mesmo na França, segundo levantamento feito pela organização YouGov, 75% da população preferiria, se verosímil, consumir um foie gras cruelty free. 

O resultado da Gourmey é feito a partir de células-tronco de patos extraídos de um único ovo fertilizado e, em seguida, é cultivado em laboratório. A tecnologia é a mesma usada pela indústria de carnes artifciais. Células-tronco são aquelas células pluripotentes, capazes de se transformar em qualquer célula, mediante os estímulos corretos.

Para viabilizar a produção do foie gras feito em laboratório, a startup francesa procura diminuir seus custos para torna-lo competitivo. “Estamos na filete de três dígitos por quilograma e precisamos ir para a filete de dois dígitos. Estamos a caminho de reduzir o dispêndio de produção em 40 vezes nos próximos meses”, prevê Morin-Forest, em entrevista a Bloomberg.

A reportagem da rede norte-americana ressalta que o sabor e a textura do foie gras processado em laboratório não deixa a desejar ao tradicional, já que ele aparentava coloração rosada, crosta caramelizada, macia e delicada, além de possuir sabor e cheiro presentes em um foie gras de subida qualidade.

A startup Gourmey espera que não unicamente as carnes processadas em laboratório sejam adotadas pelos chefes gastronômicos, mas que elas se tornem hegemônicas em restaurantes. “Queremos realmente incluir a mesocarpo cultivada em nossa gastronomia e acreditamos que a adoção do chef será essencialmente o melhor rótulo para produtos de mesocarpo cultivada. A sede é que em muitos lugares o foie gras cultivado não seja somente a melhor opção, mas seja a única opção”, comentou Morin-Forest.

A Gourmey acabou de receber um aporte de US$ 10 milhões de investidores privados, uma vez que Point Nine e Air Street Capital, e também de fontes públicas, uma vez que a Percentagem Europeia e o Bpifrance, banco público de fomento galicismo.

A empresa francesa também deseja desenvolver em laboratório magret de pato, peito de peru e nuggets, já que, na opinião de Morin-Forest, há um limite na demanda do mercado por foie gras.

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