Soja fecha semana com pressão dos preços nos portos, poucos negócios e…

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Os mercados interno e internacional da soja estão em um momento de bastante sensibilidade, cautela e buscando uma melhor direção e um melhor ritmo de negócios, segundo explicam analistas e consultores. A semana, mais uma vez, foi marcada por possante volatilidade, termina com o início do feriado do Ano Novo Lunar na China, expectativa para o Agricultural Outlook Forum nos EUA na semana que vem, altas acumuladas em Chicago e baixas nos portos do país. 

O Brasil registrou mais uma semana de poucos novos negócios e foco totalidade dos sojicultores no progresso da colheita. “Neste momento, o mercado segue sem pressão de venda e unicamente acontecendo a entrega de contratos já programados”, explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting.

Os preços nos portos do país, todavia, acumularam perdas nesta semana. Em relação à ultima sexta-feira (5), a soja spot no porto de Paranaguá cedeu 1,20%, muito uma vez que a referência para março, e os últimos valores ficaram em, respectivamente, R$ 165,00 e R$ 164,00 por saca. Em Rio Grande, as baixas foram de 0,61% e 1,22%, para R$ 164,00 e R$ 162,00. 

O lineup da soja no Brasil já está em 13,6 milhões de toneladas, contabilizando navios nos portos e nomeados até o dia 11 de fevereiro, de harmonia com informações apuradas pelo Notícias Agrícolas. Assim, a imagem da sequência, que mostra os navios carregados com soja em trânsito do Brasil para a China, já sinaliza um movimento um pouco mais intenso ao ser comparado à semana anterior. 

Fluxo de navios carregados com soja em trânsito do Brasil para China - Fontes: Refinitiv Eikon e Karen Braun

Fluxo de navios carregados com soja em trânsito do Brasil para China – Fontes: Refinitiv Eikon e Karen Braun

“Movimento um pouco mais intenso do que há uma semana. Dos 11 navios em movimento carregados com soja, oito têm sorte a China. E cinco deles partiram do porto de Santos”, diz Karen Braun, crítico de commodities da Reuters Internacional. 

COLHEITA X OFERTA

Também para o mercado vernáculo, a semana foi marcada por informações sobre o progresso da colheita, as condições de clima para os trabalhos de campo e para a qualidade das lavouras que ainda estão no campo e no que há de resultado disponível para o cumprimento dos contratos que vencem agora. 

No final da tarde desta sexta (12), o Imea (Institituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) atualizou seus dados sobre a colheita da soja no estado, elevando o percentual a 22,26%, quase o duplo do número da semana anterior e ampliando, desta forma, o volume da oleaginosa disponível para oriente cumprimento de contratos. 

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A ABIOVE (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) em informações reportadas pela Reuters afirmou que espera que os volumes de soja embarcados em fevereiro melhorem. 

“Vai escoar com tranquilidade, a capacidade nossa portuária é suficiente para atender tudo isso (previsão para o ano). As empresas têm toda a programação de escoamento, com contratação ferroviária, rodoviária e hidroviária”, disse o economista-chefe da Abiove, Daniel Furlan Amaral à escritório de notícias. 

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No entanto, a qualidade da soja que vem dos estados que colhem primeiro exigem monitoramento e cautela. O excesso de chuvas em pontos do Paraná e de Mato Grosso preocuparam nos últimos dias e resultaram em problemas graves, apesar de pontuais. 

No Paraná, a consequência destas condições de clima tem resultado no abortamento de vagens.

“Um grande período de dias sem incidência direta de luz solar tem sido um dos grandes problemas agronômicos dessa safra”, explica Claudeir Pires, CEO da Liceu da Soja, que vem visitando lavouras nas principais regiões produtoras do país. 

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BOLSA DE CHICAGO

Se as cotações recuaram no saldo da semana nos portos do Brasil – com uma pressão vinda também dos prêmios um pouco mais baixos e o dólar bastante volátil -, na Bolsa de Chicago os futuros da soja encerraram com altas. O vencimento março subiu 0,44% e foi a US$ 13,72 e o agosto a US$ 13,14 por bushel, com subida acumulada de 0,77%. 

Uma vez que explicam analistas e consultores, os fundamentos atuais ainda dão suporte às cotações, em peculiar os baixos estoques norte-americanos e a demanda ainda possante pela soja dos EUA. 

“Os consumidores finais realmente estão precisando deste suprimento. Eles estão, diariamente, fechando negócios em que precisam de soja, milho, trigo, farelo, e não podem permanecer sem”, explica Don Roose, presidente da U.S. Commodities, ao site SuccessfulFarming.

E de trajo, não só a demanda para exportações está possante nos EUA, uma vez que a interna também. O processamento de soja norte-americano tem se mostrado possante e crescendo nos últimos meses, o que também ajuda no suporte aos preços na CBOT. 

Ao mesmo tempo, o mercado acompanha também o clima na América do Sul para a peroração da novidade safra, o feriado na China – que começa nesta sexta – e as expectativas para o novo Outlook Forum do USDA que acontece na semana que vem e traz as primeiras impressões do departamento para a temporada 2021/22 nos EUA.  

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