‘Só se tratava de negócios’

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Comprado pelo Chelsea quando tinha somente 16 anos, Lucas Piazon não conseguiu ter sequência no clube inglês. Acumulou empréstimos e criticou o tratamento que recebeu em Londres.

Atualmente no Braga na primeira temporada depois o vínculo com os Blues ter terminado, o brasílico reclamou da falta de chance e dos seguidos empréstimos. Ao todo, foram sete.

“Quando fiz 18 anos, sentei no banco pela primeira vez com André Villas-Boas. A temporada acabou e não era mais ele, mas Roberto Di Matteo. Ele me manteve na equipe principal, treinei todos os dias. Joguei dois jogos em setembro, mas depois somente um em dezembro. Aí não era o Di Matte, mas o Rafa Benítez. Fui emprestado e quando voltei ele já tinha ido embora. Tinha o José Mourinho , com quem não foi muito fácil ter uma chance”, disse o brasílico, ao Oh My Goal.

“Vou ser sincero. Voltei e iríamos para a pré-temporada com o novo treinador. Novos jogadores chegariam no verão. Eles sempre nos disseram: ‘Se você fizer isso recta, o treinador pode mantê-lo’. No fundo, sabia que não tinha chance porque eles estavam lá. O clube pagava muito numerário para outros jogadores. Sabíamos que ficaríamos três, quatro ou cinco semanas e depois tentariam nos emprestar novamente”, completou.

Segundo Piazon, chegar em outro clube emprestado pelo Chelsea não era fácil. De contrato com o meia, a pressão para determinar era enorme.

“Talvez se eu tivesse ficado na Alemanha teria feito um trabalho melhor porque foi uma grande mudança no início. Sempre que há tempo é preciso tempo. Quando você está emprestado, não há paciência. A pressão sobre você para agir é enorme porque você é do Chelsea”, disse Piazon, antes de finalizar.

“No início senti que o Chelsea realmente me amava. Mas depois do terceiro ou quarto empréstimo, eu sabia que talvez só se tratava de negócios. Era porquê ‘você vai ao volta do mundo, alguém vai te comprar e você vai permanecer feliz porque não vai mais jogar cá’”, finalizou.

Atualmente no Braga, Piazon acumula passagens por vários clubes da Europa. Além do Chelsea, ele defendeu o Málaga, da Espanha, o Vitesse, da Holanda, o Eintracht Frankfurt, da Alemanha, o Fulham e o Reading, ambos da Inglaterra, o Chievo, da Itália, e o Rio Ave, de Portugal.

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