Setor se anima com vendas de materiais eletrônicos

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O setor de eletroeletrônicos registrou aumento de vendas e aqueceu o mercado durante a pandemia e neste ano a projeção continua positiva. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), a estimativa é que haja 75% de incremento nas vendas.

Aumento notado por comerciantes de Jundiaí e da Região. Para o gerente de uma tradicional loja de eletroeletrônicos, Vinícius Duarte Zichil, de 34 anos, as demandas não pararam, mas sabe que o setor pode ter mudanças.

“Depois que saímos de um momento crucial da pandemia, tivemos uma boa retomada das vendas e a secção de eletrônicos foi melhorando. Apesar de uma perda do prelúdios, não foi um tanto desesperador e os clientes continuaram comprando”, comenta.

Para Vinícius, a melhora nas vendas se deu pela premência das pessoas que começaram a estudar e trabalhar dentro de suas casas. “Todos esses materiais residenciais para aulas virtuais e home office, porquê monitores e notebooks, tiveram uma demanda muito subida e conseguimos suprir”, afirma.

De convenção com um levantamento feito pela Associação Pátrio de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), em 2020 foram vendidas 12.620, 88 Smart TVs, representando 97,7% do totalidade de vendas no período. Em confrontação, em 2019, foram vendidas 11.855, 84 Smart TVs, correspondendo a um totalidade de 91,7%.

“Apesar de não vendermos televisões, houve uma demanda muito subida de controles remotos, fontes para TV’s, aparelhos de adaptação para transformar as TV’s comuns em Smart TV, entre outros. Teve uma estação que simplesmente sumiu do mercado esses materiais e não conseguimos atender os pedidos”, conta Vinícius.

MATÉRIA-PRIMA

Segundo a Abinee, houve uma redução no número de empresas que estão com estoques inferior do normal, passando de 31% para 23% no caso de componentes e matérias-primas e de 30% para 25% nos produtos acabados.

Além do traje das pessoas ficarem mais em suas casas, Vinícius acredita que a questão da economia fez com que a demanda de materiais específicos aumentassem. “A partir do momento em que você está em morada, tem sua jornada de trabalho reduzida e acaba recebendo um pouco menos, você começa a fazer a adaptações no orçamento. Tem muitas pessoas que estão cancelando pacotes de TV’s a cabo, por exemplo, e comprando os equipamentos para transformações ou a própria Smart TV para conseguir acessar os aplicativos de streaming, no qual acaba sendo mais prático, pois você pode acessar o teor a hora que quiser e remunerar mais barato que os canais pagos”, afirma.

O momento atual está estagnado e corre alguns riscos. “Com essa novidade vaga da pandemia e as incertezas, o pessoal está com o pé no pavimento e gastando somente o necessário. O faturamento continua o mesmo, mas o preço dos materiais subiu demais e assim, tentamos segurar um pouco antes de vender aos consumidores. Se não houver uma boa retomada, vai estrear a desabrochar prejuízos”, comenta.

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