“Sempre quis ir para fora. O Brasil não representa nem 2% do mercado global”, diz Marco Stefanini – Quadra Negócios

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(Foto: Getty Images)

Em 2011, ano-base da primeira edição do Quadra NEGÓCIOS 360º, a Stefanini já era uma empresa de serviços em tecnologia com possante presença internacional. Tinha operações em 28 países, contava com 16 milénio funcionários e faturava (em valores atuais) pouco mais de R$ 1 bilhão, 40% do qual com negócios no exterior. De lá para cá, a companhia quadruplicou de tamanho e acelerou a internacionalização. 

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Sua receita atingiu R$ 4 bilhões em 2020, um prolongamento de 20% em relação ao ano anterior. A meta neste ano é crescer mais 20% e se aproximar da marca de R$ 5 bilhões. A Stefanini conta hoje com 27 milénio funcionários, espalhados por 41 países, e as operações internacionais já representam perto de 60% da receita do grupo. É a quinta multinacional brasileira mais internacionalizada, de concórdia com o mais recente ranking da Instalação Dom Cabral, e está entre as centena maiores empresas de TI do mundo.

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Zero mau para um negócio que começou em 1987 porquê uma empresa de treinamento, oferecendo cursos de software em uma sala de 38 metros quadrados em São Paulo. Não demorou muito para o fundador e CEO da empresa, Marco Stefanini, ampliar a oferta de serviços para o mercado corporativo e perceber que o porvir do negócio passava pela internacionalização. Já em 1996, abriu seu primeiro escritório no exterior, na Argentina. Nos anos seguintes, criou filiais nos Estados Unidos, em outros países da América Latina, na Europa, na Ásia e na África.

“Eu sempre tive uma visão de que o profissional de tecnologia do Brasil, ainda que não seja tão reconhecido globalmente porquê o da Índia, é diferenciado e está supra da média. Por isso, estava convicto de que podíamos ter sucesso lá fora”, diz Stefanini. “Ou por outra, embora o mercado brasílio seja grande, não representa nem 2% do mercado global.” Outro fator que estimulou a procura pela internacionalização é o estágio proporcionado pelo contato com outros modelos de gestão. “Essa troca de experiência é muito rica e saudável e nos ajuda a sempre subir a barra de qualidade”, afirma Stefanini.

O Grupo Stefanini é formado hoje por 25 empresas, que fornecem uma grande variedade de tecnologias, desde ferramentas para implementar um banco do dedo ou facilitar na transição para a Indústria 4.0 até soluções de marketing do dedo, analytics e lucidez sintético. Desde 2020, o grupo adquiriu o controle de oito empresas – a mais recente obtenção, anunciada em julho, foi a CRK, especializada em sistemas integrados para gestão financeira de tesourarias de bancos.

Desde 2014, o foco das aquisições do grupo são empresas que oferecem soluções digitais. Segundo Stefanini, o processo de compra de uma empresa é lento, levando de seis meses a dois anos. “Só conseguimos fazer várias aquisições em 2020, em plena pandemia, porque já vínhamos trabalhando nesses projetos muito tempo antes”, diz o empresário.

Quando estourou a crise da covid-19, muitas empresas congelaram os novos projetos de investimento. Não foi o caso da Stefanini. “Quando veio a pandemia, não tiramos o pé das negociações em que estávamos envolvidos”, diz Stefanini. “Durante uma crise, podemos mudar pequenas táticas, mas não a estratégia. Visão de porvir não é um pouco que se muda ao sabor de cada crise, que é passageira.”

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