Sem lockdown, negócio endossa novas restrições; restaurantes lamentam prejuízos – Negócios

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O recente aumento dos casos e internações decorrentes da Covid-19 obrigou o Executivo cearense a tomar novas medidas restritivas para sustar a disseminação do coronavírus. Diferentemente do ano pretérito, porém, o Comitê Estadual de Enfrentamento à Pandemia tomou medidas que buscaram reduzir os impactos para o setor produtivo e prometer a manutenção das atividades econômicas no Ceará.

Entre a série de medidas anunciadas ontem pelo governador Camilo Santana, duas afetam diretamente o setor produtivo: a antecipação do fechamento do negócio, incluindo os shoppings, às 17h no término de semana, permanecendo até as 20h nos dias úteis; e a prorrogação do horário de fechamento dos estabelecimentos de sustento fora do lar às 20h de segunda a sexta e às 15h no sábado e domingo. O governo ainda recomendou que o setor privado priorize o trabalho remoto, evitando ao supremo a circulação de pessoas.

No pregão, Camilo ressaltou a preocupação em não fomentar mais prejuízos que o necessário para a economia do Estado. “Foram medidas que, de forma inteligente, tem procurado evitar atingir fortemente a economia, que eu sei a preocupação do ocupação, do trabalho, da vulnerabilidade das pessoas do Ceará. É preciso, para que possamos terçar esse momento, que as pessoas colaborem para que a gente não precise tomar medidas mais duras lá na frente”.

O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado do Ceará (FCDL-CE), Freitas Cordeiro, afirma que concorda com as medidas, embora defenda que a contaminação não ocorra dentro das lojas. “Entre a saúde e os negócios, temos que preservar a saúde. Mas sempre bati na tecla de que as infecções não ocorrem nas lojas, mas nas aglomerações em espaços públicos e privados”.

Ele avalia, porém, que o comitê vem tomando decisões mais acertadas, porquê é o caso de não fechar totalmente a economia em um novo lockdown. “Eu tenho que reconhecer que o governador e sua equipe aprenderam muito com toda a pandemia. Tanto que no início já começaram com lockdown. E agora, embora tenham restrições, conseguimos funcionar”, aponta.

Sobre os prejuízos com o fechamento das lojas mais cedo aos fins de semana, Cordeiro admite que o setor deve tolerar perdas, mas que os prejuízos já vem sendo contabilizados ao longo de toda a pandemia. “Vamos tolerar, porquê já estamos sofrendo, mas vamos remunerar ainda mais pelo incremento da infecção. Precisamos de muita cautela, porque preservando vidas eu consigo fazer negócios lá na frente”.[TEXTO1][TEXTO]<MC>

Bares e restaurantes

Já os restaurantes, assim porquê os demais estabelecimentos de sustento fora do lar, continuam sendo uma das atividades mais prejudicadas pelas restrições. O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Ceará (Abrasel-CE), Taiene Righetto, criticou a manutenção dos horários de funcionamento e apontou possíveis valhas no foco do novo decreto.

“Continuamos em uma situação extremamente difícil. Não concordamos com esse novo decreto, estão criminalizando as bares e restaurantes, e tivemos restrições muito maiores que outras categorias do comercio e serviços”, aponta.

Ele ainda defende que a redução do horário para o setor não irá se refletir em achatamento da curva de contaminação, destacando que o foco do contágio estão nas aglomerações observadas em festas clandestinas e no transporte público, por exemplo.

“Outrossim, os restaurantes fechando 15h no término de semana e o toque de recolher só às 22h, as pessoas vão continuar descumprindo as recomendações, fazendo festas. Entendemos que não é um foco correto, acho que muito pouco vai mudar, e a sensação é que vai concluir de vez com nosso setor”, afirma Righetto.

Toque de recolher

O presidente da FCDL-CE ainda demonstrou pedestal ao fechamento dos espaços públicos a partir das 17h e em privativo ao toque de recolher vigente entre as 22h e 5h. “Isso é muito positivo, porque as forças de fiscalização podem abordar todo mundo que estiver descumprindo. Já foi adotado em outro municípios e outros países e tem oferecido muito patente. É uma forma da fiscalização conseguir adotar as providências necessárias”.

 

 



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