Sem auxílio, R$ 48 bi deixarão de circunvalar entre os mais pobres – Era Negócios

0
9

Cidade Estrutural em Brasília (Foto: Marcello CasalJr/Registro Escritório Brasil)

Moradora da comunidade de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, acatadora de latinhas para reciclagem Célia da Costa Gomes, de 40 anos, mãe de quatro filhos, com idades de 4, 6, 7 e 10 anos, está preocupada. O leite das crianças e a “mistura” para preparar as refeições acabaram. O gás de cozinha está no termo. A despensa vazia coincide com o termo do auxílio emergencial.

O favor pago pelo governo desde abril aos brasileiros mais vulneráveis, em razão da pandemia, pode ter uma novidade rodada. Mas tudo depende de negociações com o Congresso. Enquanto esse imbróglio não se resolve, a partir deste mês a renda de Célia cai para R$ 410 com o Bolsa Família. Até dezembro, ela recebia R$ 600 por mês por conta do auxílio emergencial.

“Esses R$200 amenos fazem muita diferença para quem tem moço “, diz acatadora, quemo ranu macas a de quem alugue lé pago pela Prefeitura. Antes da pandemia, Célia conseguia chegara ter renda mensal totalidade de R$ 600, somando o que conseguia coma venda de material para reciclagem e o Bolsa Família. Por semana, tirava R$ 50 com latinhas. Hoje, porém, até a reciclagem está difícil. Aumentou muito o número de catadores e ela vê crianças revirando o lixo nas ruas de São Paulo em procura de latinhas. “Sem tarefa e sem auxílio( emergencial) fica difícil “, afirma a catadora.

Célia e os filhos são uma das 40 milhões de famílias das classes De E.Comrend amensal de até R$ 2,6 milénio, eles correspondem a 53% dos domicílios brasileiros. Com o termo do auxílio emergencial, inflação em subida, mormente dos vitualhas, e desemprego no maior nível dos últimos anos, essa deves e racama dada população que mais vai perder renda disponível para consumo neste ano, se o favor do auxílio não for retomado, aponta um estudo da Tendências Consultoria Integrada. Renda disponíveléodinh ei roques ob rapar agastar depois de comprar itens básicos.

Renda comprometida

O estudo mostra que as classes De E devem perder quase um quarto da renda disponível (23,8%) em termos reais em relação a 2020. Serão R $48 bilhões amenos circulando entre os mais pobres. No ano pretérito, no entanto, esse foi o estrato social que teve o maior lucro de renda disponível, com progresso de 16,1% perante 2019 por conta dos auxílios do governo.

Se o quadro for mantido, essa será a maior quedana renda disponível para as classes De E da série iniciada em 2008. “Não chega nem perto do recuo de 5,4% que houve em 2015”, diz Lucas Assis, um dos economistas responsáveis pela projeção.

O estudo, que levou em conta expectativa de inflação ao consumidor (IPCA) para leste ano de 3,4%, propagação da economia (PIB) de 2,9% e taxa de desemprego atingindo 15,1%, prevê recuo da renda disponível, de 3,7% da população brasileira uma vez que um todo em 2021, depois do propagação de 1,1% em 2020. Exceto os mais ricos, a classe A com um progresso na renda disponível de 1,6% esperado para 2021, os demais estratos devem perder capacidade de consumo. Mas o trambolhão maior é esperado para os mais pobres.

Normalmente 80% da renda das classes De E são destinados à compra de itens básicos. O que sobra é gasto com outros produtos e serviços. E, neste ano, essa sobra – R$ 156 bilhões -deves era menor dos últimos 13 anos.

Segundo Assis, a renda disponível dos mais vulneráveis deve ser atingida por várias frentes. Um adela sé a persistente subida da inflação dos vitualhas, itens que pesam mais no orçamento dessas famílias. Aliás, sabe-se que o desemprego castiga mais os pobres, apesar de não viver uma taxa por categoria social. De toda forma, o principal fator assinalado pelo economista para esse choque na renda disponível das classes da base da pirâmides o cia léo termo, por ora, do auxílio emergencial.

Nordeste

O revérbero da perda de capacidade de consumo dos mais pobres deve, segundo o economista, afetar mais as vendas do varejo das Regiões Setentrião e Nordeste do País, onde há maior concentração da população das classes D e E.

“Sentimos uma esfriada no ritmo de vendas em janeiro, mas continuamos crescendo”, conta Van Fernandes, presidente do Grupo Vanguarda, de supermercado e atacarejo, com 2 lojas no Maranhão e 22 no Piauí.

A rede, que faturou no ano pretérito R$ 750 milhões com as bandeiras Roble Supere Roble Mercado eé umadas maiores da região, sentiu o impacto nas vendas mormente nas lojas de atacarejo no interno do Maranhão, nas cidades Bacabal e Codó. “Lá o termo do auxílio fez uma grande diferença”, afirma a empresária.

Para alavancar os negócios, Van conta que desde o início deste mês ampliou o prazo de pagamento das compras feitas com o cartão da empresa. Os 40 dias sem acréscimo foram mantidos. Mas agora é provável parcelar em até três vezes sem juros as compras realizadas em todos os dias da semana, possibilidade antes restrita a um dia determinado. Outra saída foi negociar com fornecedores descontos em secção dos itens da cesta básica. Os abatimentos são bancados pela indústria e pelo varejo. “Já que não tem tanto quantia circulando na economia, preciso reduzir a margem para manter o faturamento e o consumidor.”

David Fiss, diretor de Serviços ao cliente e negócios da consultoria Kantar, especializada em consumo, diz que hoje a indústria está preocupada com promoção e o objetivo é manter o consumidor comprando, mesmo com a renda disponível menor. “Há indústrias que baixam o preço de uma categoria de resultado e aumentam de outra para manter o negócio saudável.” Existem também fabricantes que optam por reduzir o tamanho das embalagens para oferecer um preço atingível ao bolso mais apertado do consumidor. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui