Seguro fiança cresce 76% em 2020. Veja dicas para escolher o seu ao alugar um imóvel | Blog – Júlia, socorro!

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Ao alugar um imóvel, você precisa fornecer uma garantia ao proprietário, usada em casos de inadimplência. Uma modalidade de garantia mais simples que o tradicional fiador e mais barata que o repositório caução cresceu 76% em arrecadação no Brasil em 2020: o seguro fiança locatícia.

Esse tipo de seguro arrecadou R$ 813 milhões no ano pretérito, até novembro, mas ainda menos de 3% dos imóveis alugados no país utilizam essa forma de garantia, segundo a Federação Vernáculo de Seguros Gerais (FenSeg).

Algumas imobiliárias já trabalham exclusivamente com essa garantia, porque ela também representa uma segurança para o proprietário do imóvel. As indenizações pagas aos proprietários saltaram 106% em 2020, até novembro, totalizando R$ 238 milhões.

Um dos motivos para o desenvolvimento da arrecadação desse seguro é que, em março de 2020, passou a valer uma novidade regra da Superintendência de Seguros Privados (Susep), reguladora do mercado de seguros no Brasil. A novidade norma passou a exigir que as apólices fossem emitidas pelo prazo totalidade do contrato de locação. Antes, elas eram emitidas pelo prazo de 12 meses e o locatário precisava renová-la durante o contrato de locação.

Mas não foi só isso. Aos poucos, essa garantia começa a se popularizar pelas vantagens, destacadas não só pelas seguradoras, mas também por associações de resguardo do consumidor.

A Proteste, por exemplo, defende que o seguro fiança é uma boa escolha hoje em dia, já que encontrar alguém que se disponha a ser fiador não é uma tarefa fácil e o repositório caução nem sempre é uma opção, pois o locatário pode não ter o valor correspondente a três meses de aluguel disponível.

Atila Santos, vice-presidente da Percentagem de Riscos de Crédito e Garantia da FenSeg, explica que, antigamente, o mercado costumava expressar que o seguro fiança custava três vezes o valor do aluguel, mas que hoje as seguradoras baratearam o preço, com mais oferta do resultado. “Os valores partem de 1,5 vez o valor do aluguel, mas variam conforme a região e as condições do imóvel e as coberturas incluídas”, diz. O inquilino não recebe de volta o valor desembolsado.

A cobertura básica do seguro fiança locatícia garante o pagamento do aluguel ao locador em caso de inadimplência, mas a apólice pode incluir diversas outras coberturas. Pode incluir, por exemplo, pagamento de multa por rescisão antecipada do contrato, ressarcimento pelos danos provocados pelo inquilino ao imóvel, ressarcimento de IPTU e até ressarcimento dos danos causados pelo inquilino à pintura interna do imóvel.

A cobertura também pode narrar com serviços assistenciais uma vez que chaveiro e encanador. Quem escolhe o seguro é o locador e o locatário, em conjunto. Ou seja, você tem poder de decisão.

Esse seguro é dissemelhante do seguro residencial porque não cobre incêndio, relâmpago e explosão, mas eles podem ter coberturas parecidas, uma vez que esses serviços assistenciais. Por isso, saiba o que você contratou, para não ter coberturas duplicadas e concluir pagando mais por isso. As exclusões, ou seja, as coberturas que não estão incluídas no contrato, também merecem atenção próprio.

Para enviar dúvidas ou sugestões de pautas sobre recta consumidor, mande um e-mail para [email protected]

— Foto: Getty Images

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