SBT faz ação de publicidade infantil no YouTube e paga multa de quase R$ 400 milénio

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O SBT pagou, em 28 de janeiro, uma multa no valor de R$ 387.360,00, por direcionar publicidade da marca Dolly para crianças em um meio do YouTube, criado uma vez que extensão da romance “Carinha de Querubim”. A estratégia do SBT com esse meio de vídeos foi clara: aproximar-se ainda mais do público infantil e direcionar publicidade diretamente para ele. No entanto, o programa Muchacho e Consumo, do Instituto Alana, identificou a abusividade das ações e denunciou o caso do Procon-SP, que condenou e multou o SBT.

Criado para a personagem Juju Almeida, uma influenciadora do dedo interpretada pela atriz Maisa Silva, o meio no YouTube ultrapassou mais de 1,2 milhão de inscritos, em boa segmento crianças. Entre os vídeos da youtuber fictícia, havia várias ações de publicidade infantil da marca Dolly, às quais o público do meio estava ilegalmente exposto. Nas ações realizadas, Juju Almeida citava a marca e cantava seu jingle, ao mesmo tempo em que os roteiros e enquadramentos de câmera mostravam o Dollynho, mascote da empresa, diversas vezes.

“O pagamento da multa pelo SBT representa uma vitória para os direitos das crianças, e demonstra que as empresas são, sim, responsabilizadas e punidas por praticar publicidade infantil também no envolvente do dedo. Neste momento, em que os pequenos estão usando mais telas, é imprescindível que emissoras de TV e plataformas digitais se comprometam com o saudação aos direitos das crianças e não as explorem comercialmente, já que essas práticas desrespeitam a legislação brasileira, sobretudo o Código de Resguardo do Consumidor”, diz Marina Meira, advogada do programa Muchacho e Consumo.

Não é a primeira vez que o SBT é responsabilizado pela prática de publicidade infantil. Durante a veiculação da romance Carrossel, entre os anos de 2012 e 2013, a emissora realizou ações de publicidade infantil, sendo multada em 3,5 milhões pela Senacon em 2019, além de ser condenada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo ao pagamento de danos morais coletivos no valor de R﹩ 700 milénio.

Sobre o Muchacho e Consumo

Criado em 2006, o programa Muchacho e Consumo , do Alana, atua para publicar e debater ideias sobre as questões relacionadas à publicidade dirigida às crianças, muito uma vez que mostrar caminhos para minimizar e prevenir os malefícios decorrentes da informação mercadológica.

Sobre o Instituto Alana

O Instituto Alana é uma organização da sociedade social, sem fins lucrativos, que aposta em programas que buscam a garantia de condições para a vivência plena da puerícia. Criado em 1994, é mantido pelos rendimentos de um fundo patrimonial desde 2013. Tem uma vez que missão “honrar a menino”.

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