Sátira | Framing Britney Spears humaniza uma notoriedade afetada pelo sexismo

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O término dá dez de 1990 e o início de 2000 ficou marcado pela subida dos grupos de música pop, as famosas boy bands, uma vez que Backstreet Boys, N’Sync, Westlife, entre outros. Também surgiram na mesma estação grandes cantoras que, até hoje, são referência no gênero músico, uma vez que Christina Aguilera e Britney Spears. Entre todos esses artistas, Britney foi quem mais se destacou na estação, com uma curso tão satisfatória quando problemática — mas não por sua culpa.

Nascida em uma pequena cidade do interno dos Estados Unidos, não demorou para que Britney fosse vista uma vez que uma gaiato prodígio e, anos depois, uma juvenil com um cumeeira potencial para fazer sucesso. Com talento para trovar e dançar, a artista apresentou o famoso programa infantil Clube do Mickey, que revelou outros grandes artistas, uma vez que Justin Timberlake, Ryan Gosling e até Christina Aguilera. Alguns anos depois, ela decidiu seguir a curso solo uma vez que uma cantora pop.

Mas a curso de Britney Spears passou por altos e baixos desde a sua estreia no mundo músico, quando ela tinha unicamente 17 anos. E hoje, quase 13 anos depois de ter um surto registrado por câmeras e virar piada no mundo inteiro, a sua vida é controlada pelo seu pai. Muitas pessoas ainda veem a cantora uma vez que uma artista de sucesso que “ficou louca”, banalizando o termo, e não entende uma vez que a sua vida chegou neste ponto. Pensando nisso, o The New York Times, em parceria com o Hulu, produziu um incidente próprio sobre a vida da cantora para a série The New York Times Presents.

Imagem: Reprodução

Atenção: esta sátira contém spoilers do incidente Framing Britney Separs, da série documental The New York Times Presents!

O documentário sobre Britney Spears foca no termo “curatela” que, provavelmente, foi ouvido pela primeira vez por muitos. A vocábulo é usada quando uma pessoa adulta, geralmente idosa ou com transtornos mentais severos, é incapaz de tomar decisões sobre a sua própria vida, sejam pessoais, profissionais ou financeiras, e precisa de uma espécie de guardião lícito, validado por um juiz. Britney tem uma vez que curador o seu pai, Jamie Spears.

Com o foco definido, o The New York Times faz uma ótima investigação jornalística sobre uma vez que o termo está incluído na vida pessoal e profissional da cantora. O documentário, logo, trabalha em mostrar o que aconteceu no pretérito até chegar nesse ponto, e uma vez que o tópico vem sendo tratado hoje na justiça e pelos fãs. Os fatores que alimentaram o famoso surto de Britney Spears de 2007 são escancarados com episódios descarados de misoginia, alguma coisa que não era discutido na dez de 2000.

Em diversas entrevistas, Britney era questionada quanto às suas músicas, letras, danças sensuais e roupas decotadas, mostrando a ventre e as pernas. A artista era até mesmo questionada sobre a ilusão dos pais de que ela tinha responsabilidade pelas crianças que eram suas fãs, que poderiam ver a sua performance uma vez que um mau exemplo. Eram comentários duros que, se fossem feitos hoje, nunca seriam aceitos por quem estava assistindo, e os entrevistadores seriam duramente criticados. Mas não era o que acontecia na estação, logo se tornou um tanto quanto terrífico ouvir aqueles depoimentos nos dias de hoje, que faziam a artista chorar em frente às câmeras, sem qualquer possibilidade de conseguir moderar a sua fragilidade.

Imagem: Reprodução/Hulu/The New York Times

Framing Britney Spears deixa de lado os bons momentos da curso de Britney Spears, pois isso todo mundo já conhece, visto que ela é uma das cantoras mais populares do mundo, e foca na perseguição sofrida por ela. Além das entrevistas absurdas, vemos o relacionamento conturbado com Justin Timberlake, em que ele a expôs para que fosse julgada pelo término do relacionamento, e vemos também quando o seu ex-marido e ex-dançarino, Kevin Federline, transformou a vida dela em um inferno em terreno para conseguir a guarda dos dois filhos.

O incidente mostra ainda a permanente perseguição de Britney Spears por fotógrafos, os paparazzis, que faturavam quantias milionários por cliques da cantora, e que tiveram participação em todo o processo que danificou a sua saúde mental. O que na estação era visto uma vez que engraçado e com a justificativa de que “ser famoso é uma escolha”, hoje acaba assustando. Todos estavam sedentos para conseguir fotos comprometedoras de Britney, o que aconteceu muitas vezes, uma vez que quando ela foi vista dirigindo com o rebento bebê no pescoço. Um prato pleno para que as críticas continuassem sendo alimentadas.

Hoje, anos depois de ter enfrentado todos esses problemas, Britney luta pela liberdade de poder tomar as suas próprias decisões, uma vez que uma mulher adulta mentalmente capaz. Isso é mostrado através de depoimentos de advogados envolvidos no caso, pessoas que conhecem Jamie, o pai, e não entendem o motivo de ele ainda querer estar nesse controle. A produção ainda dá visibilidade ao movimento FreeBritney, criado por fãs, que estão sempre acompanhando as sessões nos tribunais que estão decidindo o horizonte da cantora.

Ao contrário do que acontecia nas décadas passadas, hoje Britney consegue mostrar quem é através do Instagram, alguma coisa que não existia na estação, assim uma vez que chance de ela se tutorar e escoltar o esteio dos fãs. Na internet, ela não fala sobre seus problemas, mas consegue ser ela mesma, seja postando vídeos de exercícios, com os filhos e com o namorado, diversas mensagens motivacionais, e recebendo comentários diários de veneração. A série mostra que, claramente, a cantora não teve ao seu lado pessoas que poderiam colaborar para que ela aguentasse a pressão e o controle da sua sanidade, e que se tudo acontecesse nos dias de hoje a situação seria dissemelhante.

Imagem: Reprodução/Instagram/Britney Spears

Framing Britney Spears não mostra simplesmente o lado difícil da renome, mas também humaniza uma das artistas mais renomadas dos últimos anos, trazendo uma empatia não só para quem já acompanha a curso da cantora, uma vez que também quem não fazia teoria da pressão permanente sofrida por ela. No dia 17 de fevereiro de 2007, Britney, em um pedido velado de ajuda, quebrou as janelas do sege de um fotógrafo e raspou a própria cabeça em um salão de formosura, tudo documentado pelos paparazzis, dando início a uma série de piadas que circulam na internet até hoje, mesmo que a saúde mental tenha se tornado tema de discussões atuais.

O incidente chega ao término com uma pequena vitória de Britney Spears na justiça, mas o caso segue em curso e a cantora continua buscando pela liberdade de tomar suas próprias decisões.

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