Sakamoto: Rafa, “filha” de Bolsonaro, também estava nos

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Postagens que circulam em grupos bolsonaristas tentam fazer crer que os protestos contra Jair Bolsonaro, ocorridos em todo o país neste sábado (19), reuniram militantes de partidos políticos para escolher Lula. Apontam porquê “prova” o uso de bandeiras e camisas vermelhas. Argumentos pró-Terreno plana são mais elaborados que isso.

Para além de estudantes, professores, movimentos sociais, organizações da sociedade social, sindicatos, partidos políticos e uma tamanho de cidadãos comuns cansados da sabotagem do governo federalista contra a vacina e em prol do coronavírus, as manifestações também trouxeram novamente brasileiros que não estão conseguindo sobreviver com a mixaria paga pelo governo porquê auxílio emergencial.

Ou seja, a penúria, que não tem cor, também estava lá representada. A incapacidade de enxerga-la só reforça que ela parece invisível aos planos do presidente e de seu rebanho.

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Conversei com mulheres que chefiam famílias em ocupações nas zonas Leste e Sul posteriormente os dois atos na avenida Paulista. Apesar de algumas terem, finalmente, conseguido sacar o favor posteriormente um longo trâmite, elas continuam relatando o óbvio: que o valor pago não é suficiente para cevar seus filhos, dependendo de doações.

O auxílio emergencial está sendo pago em parcelas de R$ 150, R$ 250 e R$ 375. O piso compra menos de 25% da cesta básica em Florianópolis, São Paulo, Porto Satisfeito e Rio de Janeiro, segundo o Dieese.

Na primeira vaga da pandemia, o governo propôs um auxílio de exclusivamente R$ 200, mas o Congresso Vernáculo forçou o aumento do valor, que passou a ser de R$ 600/R$ 1200 por estância. No segundo semestre, o favor foi reduzido para R$ 300/R$ 600 por família.

Presidente segue recordista em Lançadura de Responsabilidade à Intervalo

Bolsonaro culpa prefeitos e governadores pela penúria, afirmando que ela é fruto das medidas de isolamento social. Terceirizando responsabilidades que são suas, porquê sempre faz, joga uma cortinado de fumaça sobre as reais causas da falta de provisões nas casas dos brasileiros pobres.

O Brasil é um dos recordistas em tempo de quarentena porque enquanto governadores e prefeitos tentavam sustar o aumento do contágio fechando atividades econômicas, o presidente da República atuava para boicotar as medidas. Se tivesse ajudado, ao invés de atrapalhar, os fechamentos seriam muito mais curtos, porquê em outros países, e teriam afetado menos o ocupação e a economia.

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Mas Bolsonaro acreditou nas palavras de seu Gabinete das Sombras, de que a pandemia iria resistir pouco e a saída era forçar a contaminação em procura de uma isenção coletiva. Uma moca que ignora as mutações do vírus.

Da mesma forma, se tivesse comprado vacinas no ano pretérito, aceitando as dezenas de milhões de doses ofertadas pela Pfizer e pelo Instituto Butantan, estaríamos tão adiantados que discutiríamos agora a reabertura universal.

Com isso, chegamos a 500 milénio mortos e 14,8 milhões de desempregados.

Sem falar de 19,1 milhões de famintos em um universo de 116,8 milhões que não tiveram chegada pleno e permanente à comida.

A pesquisa da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Nutrir e Nutricional que chegou a esses números foi realizada em dezembro do ano pretérito, quando o auxílio emergencial estava sendo pago em parcelas de R$ 300 ou R$ 600. Há seis meses, a penúria chegava a 9% da população, a maior taxa desde 2004. A situação hoje está muito pior, ainda mais porque Bolsonaro suspendeu por 96 dias o pagamento do favor no primícias de 2021.

Tudo o que o presidente faz na pandemia é pensado em outubro do ano que vem. Foi assim, por exemplo, na pendência com o governador João Doria, que fez atrasar a obtenção da CoronaVac. Ainda hoje, aliás, ele sabota esse imunizante por questões eleitorais – na semana que passou, disse que ele não tem eficiência nem comprovação científica.

Não se importa se suas mentiras matarem, contanto que se reeleja.

A mesma lógica é adotada ao discutir um aumento no Bolsa Família, que deve ir de R$ 190, em média, para um pouco em torno de R$ 280. O efeito disso é para 2022, ano de eleições. Mas as pessoas estão passando penúria neste momento, vivendo da humanitarismo de outras pessoas.

O governo usa porquê escudo o teto de gastos, mas o Congresso Vernáculo estava pronto para costurar uma saída que permitisse um auxílio digno. Jair é que não quis. Preferiu partilhar trator para a base aliada que impede que seu impeachment seja estimado.

Agora, redes bolsonaristas tentam extinguir o trajo de famílias pobres terem engrossado o caldo dos protestos, pois isso é uma pedra no sapato do argumento presidencial. Depois serem tratados porquê invisíveis na política pública, também são invisibilizados até na hora de reclamar.

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