Ricos e famosos viajam na pandemia; os ‘mortais’ que lutem

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Passeio de paquete em Dubai. Praia privado nas Ilhas Maldivas. Suíte em hotel-caverna na Capadócia. Resort luxuoso em Punta Cana. Vacinação imediata em Miami. Porquê diria a diva trans Luisa Marilac, “se isso é estar na pior — porra! — o que é estar muito?”

Paisagem das Ilhas Maldivas, um dos destinos mais procurados por celebridades brasileiras em fuga do caos pandêmico

Foto: Reprodução

Quem usufrui de poder econômico e bons contatos não tem do que reclamar da vida, apesar das restrições impostas pela pandemia de covid-19. O quantia e a influência constroem pontes e abrem portas. O ‘jeitinho brasílico’ foi ressignificado por quem possui condições de trespassar do distanciamento social com qualquer intensidade de segurança.

Apesar de propagar o “fique em vivenda” nas redes sociais e em entrevistas, muitos artistas têm rompido a bolha do isolamento para se divertir fora do País. Um dos destinos preferidos é Dubai, oásis que está entre os poucos Países que aceitam a ingressão de brasileiros, seguindo protocolos sanitários.

A cinematográfica cidade dos Emirados Árabes serve também de conexão a quem vai para as Ilhas Maldivas. Na prelo, lê-se que perceptível par de atores globais se hospedou em resort com diária de até R$ 40 milénio. Inviável para a patuleia, mas atingível a quem fatura altos cachês publicitários nos intervalos da TV.

As praias da pequena e histórica Tulum, no México (Cancún é para os pacotes turísticos populares) recebeu vários famosos brasileiros. Uma apresentadora preferiu a neve: foi esquiar no estado americano do Colorado. Um veterano das novelas se refugiou na Novidade Zelândia, pátria réplica no controle do coronavírus.

Enquanto no Brasil a fileira para a vacina ainda está na filete dos 60 anos, qualquer um supra de 16 já pode ser imunizado nos Estados Unidos. A mídia destacou fotos de atores, humoristas e até possessor de emissora de TV recebendo a desejada alfinetada em Miami, onde inúmeros ‘brazucas’ mantêm vivenda.

Famosos foram criticados por postar foto em classe executiva de avião (em merchandising explícito de dependência de viagens), hotel 5 estrelas na Ásia e com o braço à mostra depois a sonhada vacina. Revolta baseada em consciência social ou explícita inveja atrelada a sentimento de inferioridade?

A pandemia reforça a certeza de que a renome e o quantia separam as pessoas entre dois grupos. Base e topo. Celebridades cansadas do confinamento doméstico pagam o preço (dispendioso) do julgamento público para se divertir no exterior em meio a uma pandemia sem data para ultimar. Antes de ‘cancelar’ essas personalidades privilegiadas, cada um de nós deve se perguntar: eu não faria o mesmo?

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