Restaurante La Fiorentina, tradicional reduto cultural carioca, reabre em seguida crise com a pandemia | Rio de Janeiro

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Quatro meses depois de fechar as portas por conta da pandemia da Covid-19, o tradicional restaurante La Fiorentina, no Leme, na Zona Sul do Rio, já tem data para voltar a funcionar. A moradia, que tem todos os pratos com nomes de artistas e celebridades, reabre no próximo dia 10 de agosto.

Reduto da boemia cultural do Rio, muito frequentado por artistas, intelectuais e turistas, o restaurante enfrentou dificuldades ao longo dos últimos anos. Ainda em 2020, o La Fiorentina ficou fechado por cinco meses durante o primeiro período de restrições de circulação para sofrear a proliferação do coronavírus.

O fundador, e até portanto único possuinte do restaurante, Omar “Catito” Peres, decidiu reabrir a moradia no final de 2020. Mas, os prejuízos foram ficando insustentáveis.

Ele disse que tentou trabalhar com delivery, mas o dispêndio de manter o restaurante funcionando ficou salso além da conta. Catito, portanto, decidiu fechar o serviço. Demitiu os 25 funcionários – dez deles com mais de 20 anos de moradia – pagou o salário de todos eles e se esforçou para quitar as indenizações.

“Durante a pandemia, a gente tentou, ficou por seis meses ingénuo, mas com um prejuízo brutal. Literalmente, não tinha cliente.”, disse Catito ao G1.

Mas o empresário já imaginava que a situação não seria definitiva. Catito queria o Lá Fiorentina ingénuo novamente. A solução foi procurar novos investidores e apostar na retomada da economia, com o progressão da vacinação e o termo da pandemia.

“Com essa melhora que estamos sentindo no mercado a gente decidiu reabrir. A Fiorentina não é só um restaurante. É uma referência cultural da cidade. É um sítio de encontro de artistas, intelectuais e do público que frequenta há gerações a Fiorentina. Esse público é muito leal e eles vieram pedir pela reabertura”, contou Catito.

Fundador do restaurante, Catito encontrou uma dupla de sócios apaixonada pelo sítio e por tudo que representa o La Fiorentina para o Rio de Janeiro. A moradia agora conta com a participação do empresário Delorme Lima e do produtor cultural Caio Bucker.

“Temos a certeza da prestígio da Fiorentina porquê marca e porquê sítio carioca, coligado ao vestuário de que a pandemia está começando a dar sinais de sumiço e o mercado começa a se restabelecer. Com certeza nós apostamos nisso. É a soma desses ingredientes. O nome, a tradição, a prestígio cultural da moradia para a cidade, coligado a vacinação”, disse Catito.

“Isso nos dá a certeza de que estamos voltando no momento claro. E também vamos ajudar a cidade na recuperação dos seus valores”, completou.

Há dois meses, o La Fiorentina foi incluído pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) na relação de bens imateriais da cidade e no Cadastro dos Negócios Tradicionais e Notáveis. Desde portanto, qualquer modificação no negócio precisa passar pelo aval do patrimônio.

O decreto também permite que o município busque incentivos para conservação das características do envolvente e manutenção das atividades da moradia.

Esse foi o primeiro ato de reconhecimento público do sítio. A segunda medida ainda está em tramitação na Câmara de Vereadores do Rio.

Ary Barroso – Desde 2003, os clientes do tradicional restaurante La Fiorentina, no Leme, Zona Sul, têm sempre a companhia do compositor mineiro responsável de Aquarela do Brasil. Ele foi esculpido sentado em uma mesa instalada na frente do estabelecimento. — Foto: Reprodução / TV Mundo

A vereadora Monica Benicio (Psol) deu ingressão no projeto de lei que pede o tombamento do restaurante.

Para fortalecer a iniciativa e lucrar força na votação entre os vereadores, os proprietários organizaram uma petição on-line, que teve mais de três milénio assinaturas.

Outrossim, foi feito um aquém assinado entre artistas, intelectuais e influenciadores, pedindo o tombamento do La Fiorentina.

“Houve uma sintoma de centenas de artistas pedindo o tombamento da Fiorentina. Eu fiquei muito feliz com esse reconhecimento. Nós já apoiamos mais de 500 peças de teatro e vamos continuar apoiando a cultura no Rio de Janeiro”, comentou Omar.

Desimpedido em 1957, o La Fiorentina, publicado por permanecer ingénuo até o último cliente, costumava reunir artistas e celebridades, que iam jantar e relaxar em seguida as apresentações nos teatros e casas de show. Não por eventualidade, paredes e pilastras do salão eram decoradas com autógrafos e fotos de atores, músicos, jornalistas, escritores, artistas plásticos. Sem falar no cardápio, onde as estrelas dão nome aos pratos.

“O restaurante significa muito para a cidade. Ele tem uma relação profunda com o jeito, o estilo e a espírito do carioca”, disse Catito.

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