Reduto de Lira, Canapi aposta na volta de favor | Brasil

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Com a eleição de Arthur Lira (PP) a presidente da Câmara dos Deputados, a expectativa de que o auxílio emergencial voltará a ser distribuído cresceu em Canapi, principalmente na zona rústico.

Famosa por violentos confrontos de terras entre famílias de pistoleiros, Canapi também é frequentemente lembrada por ser a cidade natal de Rosane Collor, ex-esposa do ex-presidente e senador Fernando Collor (Pros). Mas a grande referência política no município é Lira, de quem partido se tornou o maior do Nordeste nas eleições do ano pretérito, dobrando de tamanho e alcançando 285 prefeituras sob gestão na região.

Sob o comando de Lira, a Câmara dos Deputados trata porquê urgente a discussão sobre a retomada do auxílio ou de outra medida de proteção social. E é essa a esperança dos moradores de Canapi – numa pequena exemplar do que parece ser o sentimento dominante nas cidades pobres do país.

Em Alagoas, Lira passou a disputar o protagonismo político com o governador Renan Fruto (MDB), que está no segundo procuração de uma gestão muito avaliada e deve indicar um sucessor para as eleições no próximo ano.

Reeleito em Canapi, o prefeito Vinícius Lima (PP) é um leal escudeiro do novo presidente da Câmara. Em relação ao presidente Jair Bolsonaro, Lima teve uma postura discreta durante a campanha eleitoral, evitando naturalizar o debate na cidade.

A população de Canapi está muito longe de um consenso em relação ao presidente. Na roça, onde o lulismo é mais possante, a dona de vivenda Jaidê Santos da Silva destoa porquê uma apoiadora incondicional do presidente Jair Bolsonaro. “Eu acho boa pessoa. Boa pessoa, graças a Deus. Ajudou e eu votei nele e votaria de novo, quantas vezes ele precisar, pois ele tá fazendo o melhor pela gente”, afirma.

Na espaço urbana, Áurea Costa, dona de uma pequena fábrica de pré-moldados, está no time dos que não votaram nem votariam no presidente. “Ele é uma pessoa que diz uma coisa agora e daqui duas, três horas desdiz o que falou, não sabor desse tipo de gente. Não fez zero pela pandemia, levou na pândega dizendo que não era sepultureiro”, afirma.

Há ainda o grupo dos que não têm uma opinião fechada sobre o presidente. “Eu tenho incerteza porque a gente não sabe se foi ele mesmo que aprovou esse auxílio, ou se foi alguém do lado dele, que forçou ele a assinar, que forçou ele a fazer o projeto. A gente não entende tanto as coisas que funcionam lá para dentro”, diz o pedreiro Claudiano da Silva.

Alheios às discussões em Brasília sobre o impacto do novo auxílio nas contas públicas, os moradores de Canapi estão divididos também quanto à possibilidade de volta do favor. Enquanto uns acham que deve perdurar até que a pandemia tenha termo, outros defendem que é mais urgente o governo agir para controlar os preços.

“Com o preço parado, a gente ganha pouco, mas ganha. Agora com o preço subindo não estou ganhando zero. Com lucro que tive no mês pretérito não consegui repor nem metade do meu estoque”, conta a empresária Alcione Assunção, dona de uma loja de material de construção de madeira e ferro.

A cozinheira Fátima Freitas conta que a mãe, dona de um restaurante, teve dificuldade de contratar pessoas para atender à demanda das festas de termo de ano. “Ninguém queria trabalhar. Criou-se uma falsa ilusão de riqueza”, afirma Fátima.

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