Receita Estadual publica Boletim com estudo dos indicadores econômico-fiscais de junho

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A Receita Estadual publicou a 40ª edição do Boletim sobre os impactos da Covid-19 nas movimentações econômicas dos contribuintes de ICMS. Conforme a publicação, disponível desde a quinta-feira (15/7) no Receita Dados, portal de transparência da instituição, os principais indicadores econômico-fiscais seguem demonstrando um cenário de retomada no Rio Grande do Sul. As análises consideram a variação frente a períodos equivalentes do ano anterior, de forma que alguns dos resultados são influenciados pela conferência ocorrer frente a um período já afetado pela pandemia (junho 2021 x junho 2020).

A arrecadação de ICMS apontou o 11º mês contínuo de variações positivas. Em junho de 2021, o resultado de R$ 3,43 bilhões foi 28,9% (R$ 770 milhões) superior a junho de 2020, impulsionado pela base comparativa deprimida e por uma série de receitas extraordinárias que são fruto, entre outros fatores, de medidas implementadas pelo fisco gaúcho e da retomada da economia. Com isso, a arrecadação acumulada em 2021 é de R$ 21,5 bilhões, aumento de R$ 3,68 bilhões em relação ao período equivalente anterior (20,6%). Na visão dos últimos 12 meses, a arrecadação totalidade é de R$ 42,45 bilhões – lucro real de R$ 4 bilhões (+10,4%) frente aos 12 meses imediatamente anteriores.

A emissão de Notas Eletrônicas (Nota Fiscal Eletrônica + Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica) registrou variação positiva pelo 13º mês contínuo frente a períodos equivalentes do ano anterior. O resultado em junho foi de 33,8%, sendo o terceiro melhor resultado desde o início das análises. O pior resultado do indicador ocorreu em abril de 2020 (-16,7%). No reunido do período da crise (16 de março de 2020 a 30 de junho de 2021), o indicador agora acumula lucro de 13,6%.

Na estudo das vendas por atividade, a Indústria, o Atacado e o Varejo registraram variações positivas ao longo do mês (frente a junho de 2020). Os desempenhos foram, respectivamente, de 35,2%, 38,5% e 25,7%. Com isso, os indicadores acumulados desde o início das medidas de quarentena agora são de 18,2%, 13,7% e 5,5%. É a quarta vez que as três atividades registram variações positivas acumuladas ao final de um mês.

Os indicadores de transporte de cargas e de passageiros também tiveram bom desempenho no mês. O transporte de cargas apresentou variação de médio prazo (28 dias) de +40,3% em média em junho de 2021. Em abril de 2020, essa variação chegou a ser de -26,9%. O transporte de passageiros registrou evolução na emissão de bilhetes de passagem eletrônicos (BP-e) acumulada nos últimos 28 dias. A média mensal passou de 1,25 milhão em maio para 1,30 milhão em junho. A atividade, mas, segue longe da verdade pré-pandemia (2,8 milhões).

Metalmecânico, agroindústria e
plásticos impulsionam indústria

A Indústria, em seu 13º mês contínuo de variações positivas, teve variação de 35,2% em junho de 2021. As áreas Metalmecânica, Agroindústria e Plásticos foram as principais responsáveis pela influência no resultado significativo da atividade, seguidas pela extensão de indústria Química.

Dissemelhante do que ocorreu em abril e maio, a conferência de junho de 2021 foi feita em relação a um mês cuja variação totalidade na atividade industrial já mostrava sinais de recuperação (em junho de 2020 a variação interanual foi de 1,9%). É válido primar que o resultado positivo na indústria foi intensificado por uma combinação de pressão de preços nas empresas, potencializada pelo aumento no preço de commodities e pela desvalorização cambial. Também intensifica o resultado positivo na indústria a correção pelo IPCA – índice que não reflete a subida de preços concentrada na calabouço produtiva. Dessa forma, entre os 19 setores industriais selecionados para estudo, unicamente três não performaram positivamente em relação a junho de 2020.

Provisões e combustíveis
são destaques no atacado

O Atacado apresentou variação mensal em junho na ordem de 38,5% em conferência com o mesmo mês do ano anterior, em seguida ter apresentado ganhos de 38,9% em maio e 56,3% em abril. As principais influências positivas para a performance do indicador foram os desempenhos dos atacadistas da extensão de Provisões (39,4%) e Combustíveis (56,8%) mormente em decorrência do aumento no valor de operações com soja e derivados de petróleo.

Varejo tem variação positiva
pelo 11º mês contínuo

O Varejo registrou indicador interanual positivo de 25,7% no mês de junho de 2021, em conferência com o mesmo período de 2020. É o 11ª mês contínuo sem apresentar variação negativa para a atividade. Em junho de 2020, mês utilizado uma vez que base comparativa, a atividade varejista ainda apresentava perdas (-2,5%), portanto a conferência com um período levemente enfraquecido influenciou os resultados positivos para a atividade. Os setores cuja variação positiva teve maior peso no impacto da atividade Varejista foram de Outros Varejos (44,1%) e Combustíveis (48,3%).

Na visão das vendas no varejo por localidade do Estado, considerando os Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Corede), o destaque positivo é a região das Hortênsias, que registrou variação de médio prazo (28 dias) de 81,8%. Aliás, das 28 regiões, nenhuma apresentou variação negativa para o pequeno (14 dias) ou médio prazo (28 dias).

• Clique cá e confira o relatório completo da 40ª edição.

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Texto: Ascom Sefaz/Receita Estadual
Edição: Secom

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