Reação a Trump cria precedente no mercado de tecnologia

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No início do mês, o mundo viu confuso as cenas de manifestantes em prol do presidente americano Donald Trump invadirem o Capitólio, em ato que acabou causando a morte de cinco pessoas. O que se seguiu foi uma caçada ao exposição dos apoiadores mais extremos de Trump por empresas de tecnologia, a exclusão do patrão do executivo de redes sociais uma vez que Facebook, Twitter e punições a apps que não moderavam o teor ativamente para impedir a propagação dessas mensagens.

O Parler foi o maior exemplo. A rede social é conhecida por associar justamente os apoiadores mais radicais de políticos da direita americana, que costumam ter problemas nas plataformas tradicionais justamente por caminhar no limite do que é o exposição socialmente tolerável, ocasionalmente caindo para o lado do preconceito e incitamento à violência. O resultado foi que o aplicativo foi duramente punido por outras empresas de tecnologia, com distribuição suspensa no iPhone e no Android, além de ter toda sua infraestrutura derrubada quando a Amazon decidiu suspender seu contrato.

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Concordando ou não com o que foi feito para sustar o exposição de Trump e seus apoiadores mais inflamados, uma coisa ficou muito clara em toda essa história: o tamanho do poder que as grandes empresas de tecnologia têm sobre o debate público no mundo.

Em questão de alguns dias, Apple, Google, Facebook, Twitter e Amazon, cinco das companhias mais valiosas do planeta, conseguiram escamotear de forma muito eficiente incontáveis vozes de um determinado espectro político da internet. Essa percepção fez com que mesmo pessoas que se opõem diretamente ao que Trump defende manifestassem preocupação com essa sintoma de poder.

O Olhar Do dedo já apresentou essa questão: do ponto de vista permitido, as empresas estão no seu recta de excluir usuários que violem seus termos de uso, que trazem com perspicuidade restrições a organização e glorificação de atos violentos. A lei, mesmo nos Estados Unidos, prevê que a liberdade de frase não se sobrepõe à empresarial, portanto as companhias têm essa privilégio de agir contra exposição radical.

O problema é o precedente. Edward Snowden, espargido por expor em 2013 o escândalo de espionagem global orquestrado pela Escritório Pátrio de Segurança dos Estados Unidos, nunca declarou com perspicuidade qual é a sua orientação política, mas também nunca poupou críticas a Trump. Mesmo assim, ele manifestou sua preocupação com a forma uma vez que as companhias agiram.

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“Eu sei que muitas pessoas leram e comemoraram, o que eu entendo. Mas imagine por um momento um mundo que existirá por mais do que os próximos 13 dias [referência ao fim do mandato de Trump], e isso virará um marco que vai perdurar”, afirmou ele. Snowden sempre foi, antes de tudo, um ativista da privacidade e liberdade do dedo, portanto a expulsão de Trump o incomodou, mesmo que não necessariamente concorde com o que o presidente dizia. Para ele, a ação do Facebook mostra um “ponto chave na guerra pelo controle sobre o exposição do dedo”

Revelação mais significativa sobre o tema veio do próprio Twitter. Jack Dorsey, fundador e CEO da companhia publicou uma série de tuítes se justificando sobre a decisão, considerada necessária, mas que tem ramificações e que “criam um precedente perigoso”, com o “poder de que um quidam, ou uma corporação, tem sobre secção do debate público global”. Ele afirma, no entanto, que o grande problema da rede social foi permitir que o debate na plataforma se tornasse insalubre ao nível que chegou.

Dentro do grupo ativista mais ferrenho das liberdades digitais, a Electronic Frontier Foundation (EFF), as punições a Trump e seus apoiadores são liberdades às quais essas companhias têm recta. No entanto, a organização critica de forma severa a atuação da Amazon, que cerceou o Parler na infraestrutura do serviço, o que na visão da entidade não deveria ser verosímil. “Achamos que a resposta é ao mesmo tempo simples e desafiadora: sempre que verosímil, usuários devem determinar por si próprios, e as companhias na classe de infraestrutura devem permanecer fora disso”. Isso também vale para Apple e Google, que removeram os apps de suas lojas.

A organização entende que moderação de teor é secção do serviço de empresas uma vez que Twitter, Facebook e YouTube, e que é importante para essas empresas manter a urbanidade em suas plataformas. Para as empresas de tecnologia que operam na infraestrutura, a moderação é considerada muito mais perigosa.

O resultado disso, é que empresas já começaram a ser pressionadas para remover outros aplicativos de suas lojas por abrigarem discursos políticos divergentes. O Telegram virou tema de processo mirando Apple (e futuramente o Google), para prometer que a exclusão do aplicativo por ser plataforma para grupos radicais.

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