Queda de siderúrgicas posteriormente fala de Guedes limita subida do Ibovespa | Finanças

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Em um pregão já marcado pela instabilidade no mercado de ações, o setor de siderurgia foi atingido em referto por declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, durante Live do Valor sobre uma potencial redução da tarifa de importação do aço no Brasil. As ações de CSN e Usiminas tiveram os piores desempenhos do Ibovespa, com quedas superiores a 3%, em reação às falas de Guedes.

O ministro mencionou uma potencial redução de 10% na taxação, mas não deixou evidente o porvir patamar da tarifa, o que trouxe soído para investidores e analistas. Ficou a incerteza se a tarifa cairia de 12% para 10,8% – o que representaria a queda de 10% – ou se seria uma redução ainda maior, de 10 pontos percentuais a 2%.

“O setor ficou sob pressão hoje devido a essas manchetes, pois acreditamos que alguns temiam um incisão mais material nas tarifas de 12% para 2%, o que entendemos não ser o caso, logo aproveitaríamos esta oportunidade para comprar (as ações) na fraqueza, principalmente dados os obstáculos significativos a impor mesmo um incisão a 1,2 ponto, de 12% para 10,8%”, dizem os analistas do Credit Suisse.

Diante do risco de aumento de competição, as ações das siderúrgicas brasileiras fecharam em firme queda na bolsa. As ações de CSN caíram 3,98%, enquanto as de Gerdau perderam 1,31% e de Usiminas recuaram 3,46%.

O susto no setor chegou a tarar com mais intensidade no Ibovespa durante a tarde, quando o índice entrou pontualmente em terreno negativo. Ainda assim, em dia marcado pelo vaivém nas bolsas de Novidade York e pela repercussão dos ajustes na proposta de reforma tributária, o índice de refêrencia da bolsa fechou em ligeiro subida de 0,19%, aos 128.407 pontos, com giro financeiro de R$ 24,439 bilhões.

Embora a avaliação ainda seja bastante prévio e não haja tanta nitidez sobre as falas de Guedes, o BTG Pactual ouviu de participantes do setor de aço que a potencial redução na tarifa de importação seria de 1,2 ponto percentual, e não 10 pontos percentuais porquê foi entendido em um primeiro momento.

“Se isso for confirmado [que a redução seria de apenas 1,2 ponto, conforme ouviu o BTG], parece ser melhor do que as manchetes sugerem e resultaria em impactos mínimos para o setor. Evidente, essas são manchetes negativas e podem continuar pesando sobre o sentimento. Mas a redução na tarifa de 1,2 ponto percentual não seria uma viradela de jogo para o setor. Em nossos modelos, já assumimos uma moderação de preço de 5% no segundo semestre e de aproximadamente 15% em 2022 – logo já somos muito conservadores”, escrevem os analistas do banco em glosa inicial.

Para os analistas do Credit Suisse, a redução das tarifas de importação de aço agora – “principalmente na magnitude proposta de 12% para supostamente 10,8%“ – não deve provocar um aumento significativo nas importações. “Ou por outra, há desafios para impor essa redução, pois entendemos que ela precisa ser aprovada pelos membros do Mercosul e alguns membros porquê a Argentina parecem não estar a bordo”, acrescentam.

Eles afirmam também que, se essa redução nas tarifas de importação for bem-sucedida, o efeito mais provável é que ela reduza a verosimilhança de aumentos adicionais no preço do aço no Brasil oriente ano, “o que é nossa expectativa desde junho”.

— Foto: Reprodução / Facebook B3

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