Provável medida do governo para propiciar caminhoneiros preocupa indústria química

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Segundo o presidente-executivo da Abiquim, a revogação do regime próprio deve impactar em US$ 2,2 bilhões o setor

BRUNO ROCHA/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDOPara o presidente-executivo da Abiquim, a decisão trará um aumento em enxovia aos produtores e consumidores

A indústria química condena proposta do governo de Jair Bolsonaro de finalizar com o Regime Próprio do setor, o REIQ, para atender as reivindicações dos caminhoneiros. O presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Ciro Marino, ressalta que o mercado interno foi fornido, em 2020, com 46% de produtos importados justamente pela subida fardo tributária, que retira a competitividade no Brasil. Ciro Marino coloca que o prolongamento de 11% no ano pretérito, tem participação de somente 2,4% da produção vernáculo.

“A indústria não consegue competir nem com os seus tributos, que são alocados diretamente, imaginando que a indústria paga supra de 40% de impostos, tem que concorrer com empresas lá fora que estão trabalhando com 20% ou menos. Portanto já partimos de um sistema tributário que compromete a iniciativa privada, esse é o primeiro ponto e o segundo são os insumos. Ainda operamos com gás proveniente, que custa tapume de quatro vezes mais do que pagam os nossos concorrentes europeus e americanos.

Ciro Marino descarta que o Regime Próprio da Indústria Química (REIQ) seja mera repúdio fiscal, favor ou incentivo, e reforça que a medida existe desde 2013 pela exiguidade da reforma tributária. Segundo ele, a revogação deve impactar em 2,2 bilhões de dólares o setor. O presidente-executivo da Abiquim reforça que o setor é a base de todas as indústrias e haveria um aumento em enxovia aos produtores e consumidores.

*Com informações do repórter Marcelo Mattos

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