Procura por seguro de vida aumenta em mais de 80% em Uberlândia – Quotidiano de Uberlândia

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Frederico Alves adquiriu projecto recente por conta da mãe | Foto: Registro pessoal

Depois quase dois anos trabalhando uma vez que autônomo, o consultor imobiliário Frederico Alves, de 30 anos, aproveitou a pandemia para tirar do papel um de seus projetos: ter um seguro de vida. O consultor, que deixou um serviço de carteira assinada para trabalhar por conta própria, tinha receio de deixar a mãe com dificuldades, caso acontecesse alguma fatalidade, pânico que ganhou ainda mais força com a chegada do coronavírus.

“Eu já estava pensando em fazer um seguro depois que comecei a trabalhar uma vez que autônomo. A pandemia me fez aligeirar esse processo. Eu conversei com um corretor de seguros, ele me explicou uma vez que funcionava e eu vi que era realmente o que eu precisava. Com tudo que está acontecendo, o seguro deixa meus familiares assistidos caso aconteça alguma eventualidade. A gente passa a se sentir mais seguro”, comentou o consultor.

De conformidade com Gabriel Ivo, gerente de escritório de uma seguradora em Uberlândia, a crise sanitária causada pela Covid-19 contribuiu muito para fazer com que as pessoas buscassem mais por um seguro de vida, mas que esse não é o único fator. Ele conta que já existia um desenvolvimento do mercado no país, já que esse tem sido mais aceito.

“Nos últimos, anos, 2018, 2019, o seguro de vida no Brasil foi mais vendido do que o seguro de veículo. Portanto foi o início desse movimento. Isso aconteceu porque as pessoas estão se conscientizando mais. Certamente com a pandemia a procura por seguro de vida aumentou ainda mais. Esse aumento de 80%, esse pico, tem relação com a pandemia, mas não só com ela. Tem relação com a cultura, com essa mudança de pensamento das pessoas, mas que agravou com a pandemia. As pessoas estão realmente com pânico de morrer”, afirmou Gabriel.

Marluce Teles, que é gerente mercantil de outra seguradora, atribuiu o desenvolvimento de quase 90% na venda de apólices de seguro de vida na escritório onde ela trabalha a um outro fator. Além da preocupação das pessoas, que aumentou, ela acredita que os próprios corretores começaram a oferecer mais esse tipo de seguro. “Com essa tendência de as pessoas procurarem mais, os corretores começaram a falar mais sobre o seguro de vida. Passou a fazer secção do portfólio de serviços do corretor. O corretor não tinha o hábito de passar para o cliente, de oferecer o seguro de vida”, comentou.

MUDANÇAS

Mas, as seguradoras precisaram passar por uma adaptação nos contratos de seguro de vida. De conformidade com o gerente Gabriel Ivo, existe uma cláusula que é utilizada pela maioria das seguradoras que não prevê o pagamento de seguro em casos de pandemia. Mas uma vez que esta é a verdade atual, foi necessário fazer concessões na hora de oferecer o resultado. 

“Isso não é de uma seguradora ou outra, é universal. Agora a grande maioria das empresas abriram mão dessa cláusula. Passaram a remunerar caso a pessoa falecesse por uma pandemia, que é o que a gente está vivendo hoje, só que com carência. Porque normalmente não existe carência em seguro de vida. Mas agora, praticamente todas as seguradoras colocam uma carência que varia de 60 a 90 dias” disse o gerente da seguradora. 

Preocupado com o momento, o consultor imobiliário Frederico Alves procurou saber se existia esta carência e fechou uma apólice sem esse prazo. Ele conta que agora consegue trabalhar com uma preocupação a menos. “A minha mãe é a minha maior preocupação. Com a pandemia ela foi demitida do trabalho, aí eu me senti ainda mais na obrigação de ajudar. A preocupação aumentou. Portanto se por possibilidade eu pegar o corona e falecer, ela vai ter uma assistência. Zero supre uma vida, mas é uma ajuda”, afirmou.

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