Precisa possuir fomento em prol de tecnologia pátrio para o setor agro, diz diretor da Coplacana

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O governo precisa investir em conectividade. Esse foi o tino geral entre os participantes da live “Porquê prometer a disseminação da inovação aos pequenos e médios produtores?“, que aconteceu ontem, 4, durante o evento AGROtic 2021.

Mas tal investimento precisa ter um foco. O fomento para a tecnologia pátrio, com o intuito de fazer com que o setor não dependa tanto de tecnologia estrangeira, é a sugestão de Roberto Rossi, diretor da Coplacana.

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Ele debateu o objecto com Fabrício Lira Figueiredo, gerente de negócios na extensão de agronegócios inteligentes do CPQD; e Matheus Ferreira Pinto da Silva, Coordenador de Inovação do Senar (Serviço Pátrio de Aprendizagem Rústico). Sérgio Barbosa, Gerente Executivo da EsalqTec, foi o moderativo da conversa virtual.

“Portanto não é só investir em tecnologia para o produtor rústico ter chegada à internet. E mesmo com um fomento para a tecnologia pátrio, tem ainda a questão da facilidade, do financiamento. Se o pequeno ou médio produtor não conseguir encaixar no orçamento, ele deixa de comprar tecnologia”, completou Rossi.

Figueiredo, do CPQD, concordou: “O chegada à internet é importante, mas não dá para permanecer centrado só nisso. O gargalo tecnológico da produtividade é o ponto número 1. Interessa para o produtor quanto sobra no término do dia no bolso dele”.

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A live serviu também para que cada participante divulgasse para o mercado novidades das empresas e entidades para as quais trabalham.

Rossi contou que será lançado ainda em 2021, possivelmente em meados de julho ou agosto, o Vale do Mirtilo, na região de Piracicaba (SP). O projeto é uma parceria com a EsalqTec.

“É uma novidade opção para o produtor conseguir obter renda em uma extensão pequena. Uma extensão com só 4 ou 5 hectares, por exemplo,  seria impensável para a produção de cana, mas para o mirtilo gera lucro”, disse o representante da Coplacana.

Mirtilo é uma fruta já muito consumida na Europa e nos EUA. “Mas, no Brasil, é uma cultura novidade. Você já encontra essa fruta, mas em mercados com produtos voltados às classes A e B. As mudas já estão no Brasil e estamos muito próximos desse lançamento”, falou Rossi.

“O produtor que investir no mirtilo será totalmente assessorado pela Coplacana e é um projeto que já vem com um pacote tecnológico.”

Lira contou que o CPQD tem um projeto tecnológico em que divide os lugares a serem trabalhados. “São os DATs. Cada DAT é uma microrregião que compreende características semelhantes. É uma estratégia localizada e distribuída, com conectividade compartilhada. Se tem sombra, logo complementamos a cobertura. Levamos soluções inovadoras que agreguem valores àquela  microrregião. Se for uma região de moca, levamos soluções para cultivação do moca”, resumiu.

Já Matheus Ferreira explicou uma vez que o Senar tem feito seu trabalho de capacitação do produtor rústico. “A pandemia nos conduziu para a geração de outros processos. Muitas vezes o produtor familiar não tem intimidade com a internet, com tecnologia. Daí a urgência de orientação presencial. Com a pandemia, aprendemos a trabalhar com o produtor virtualmente”, falou.

Para facilitar, o Senar criou um aplicativo que tem uma silabário de orientação. “O produtor acompanha pelo YouTube ou baixa a silabário e faz quando pode.”

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