Porquê as mulheres estão liderando a indústria sextech no Brasil – Idade Negócios

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Sextech, mulheres (Foto: Getty)

Metade das mulheres brasileiras não consegue chegar ao orgasmo em suas relações, segundo pesquisa do Prosex, o Projeto de Sexualidade da Universidade de São Paulo. A falta de prazer na leito não é unicamente uma valiosa informação de saúde, mas revela o potencial de mercado de bem-estar no país. Isso sem narrar pessoas LGBTQ+ e com deficiências físicas, que, porquê as mulheres, tiveram a vida sexual, historicamente, colocada às margens.

É essa mudança de perspectiva que tem revolucionado a indústria sextech no Brasil. Liderada por mulheres e impulsionada durante a pandemia, a transformação aposta na inovação, colaboração dentro do ecossistema e customer centricity para progredir. E, porquê diz  Lidia Costa, fundadora do Tech4Sex, plataforma de fomento ao setor no país, com pesquisa e tendências, as novidades não estão em “tecnologias da Nasa” nem “no contexto de pornografia”.

“Também é sobre isso, mas tem um universo de possibilidades que as pessoas ainda não conhecem”, diz Lidia, que também é executiva de inovação em uma grande empresa. Um exemplo disso é a Lilit, startup fundada em agosto, em meio à pandemia. 

“Com unicamente um único resultado, faturamos R$ 460 milénio até agora”, diz Marília Ponte, fundadora da empresa, referindo-se ao vibrante tipo bullet, com foco em design e prazer feminino. O negócio nasceu, porquê ela conta, a partir de sua própria experiência (ruim) com sex toys. “Falar de igual para igual” com as clientes faz toda diferença, segundo Marília. Para chegar ao Bullet Lilit, ela ouviu murado de 3 milénio mulheres e realizou testes de protótipo com grupos diversos.

A parceria com uma fábrica na China teve de ser repensada durante a crise sanitária, mas o vibrante saiu — e os planos são de lançar um novo com base nos feedbacks recebidos. O investimento foi também no design, com um resultado simples e apresentação elegante, mas acolhedora. “Na visão de longo prazo, queremos ser uma marca nativa do dedo para a consumidora final, com portfólio seco de produtos essenciais para a intimidade”, diz Ponte.

“Temos trabalhado de mãos dadas, tentando promover encontros, para que juntas consigamos produzir esse buzz”, diz Lídia. Um exemplo da colaboração é oferecido por Marília, que inseriu o Lilith no marketplace de sexual wellness da plataforma Amaro a partir da indicação da Marina Ratton, fundadora da Feel, de lubrificantes. “É muito mais uma relação de parceria do que competição”, completa a técnico.

Lilit (Foto: Divulgação)

Lilit (Foto: Divulgação)

Lá fora, com o mercado sextech mais desenvolvido, as soluções vão de vibrante da Lioness, que com biosensores que dão informações sobre o orgasmo até dispositivos com bluetooth, que permitem compartilhar prazer mesmo distantes. “Cá estamos ainda em plataformas e softwares, menos em hardwares”, diz Lídia. “O foco, por enquanto, está na experiência, instrução e informação, no passo anterior da conversa, que é também inovador.”

Por que agora?

Com o isolamento social imposto pela pandemia e a procura por novas formas prazer, ajudam a explicar o timing da explosão do sextech. Mas vai além, com os movimentos sociais por empoderamento feminino e de minorias sociais plantando a semente para que consumidores se interessassem pelo tema.

“A internet foi o conduto”, afirma Lídia. “Dos meios de pagamento até encarregar no ecommerce, a receber produtos de forma discreta.” Para a técnico, a barreira foi quebrada e o processo de experimentação está unicamente começando — inclusive com endosso de celebridades a essas startups, porquê aconteceu lá fora com atrizes porquê Rostro Delevingne. “Cada vez que ressaltamos a mensagem do bem-estar, abrimos mais caminhos”, anima-se Lídia.

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