Pontes vê ‘impulso’ no programa espacial brasílio com lançamento de satélite

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Ministro Marcos Pontes discursa na Índia em seguida lançamento do satélite Amazonia-1
Foto: Youtube/ INPE/ Reprodução

 

Primeiro astronauta brasílio e sul-americano a ir ao espaço, em 2006, e hoje ministro da Ciência e Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes acompanhou localmente, na Índia, o lançamento bem-sucedido do satélite brasílio Amazonia-1, realizado a partir da base de Satish Dhawan (SHAR), em Sriharikota, na madrugada deste domingo (28).

Desenvolvido ao longo de 13 anos, o equipamento se torna o primeiro satélite de reparo da Terreno completamente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil.

Tapume de uma hora em seguida o sucesso da missão, às 3h30 (de Brasília), Pontes participou de transmissão ao vivo na internet promovida pelo Instituto Pátrio de Pesquisas Espaciais (Inpe). Ele comparou a emoção com o lançamento à senseção que viveu antes de embarcar para a Estação Espacial Internacional (ISS) a bordo da nave russa Soyuz TMA-8, há aproximadamente 15 anos. 

“O lançamento foi maravilhoso, o coração bateu muito possante. Lembrei de 15 anos detrás [quando foi ao espaço]. Vendo esse foguete decolando todas as emoções vieram de volta”, comentou. 

O ministro também comemorou o momento que classifica porquê um “novo impulso” do programa espacial brasílio — citando, além do lançamento do Amazonia 1, o convénio com os EUA para uso da Base de Alcântara, no Maranhão.

“[O lançamento] é um momento histórico do programa espacial brasílio, que agora tem novo impulso com o desenvolvimento do meio espacial da Alcântara de forma mercantil e desenvolvimento de novos satélites”.

Com o lançamento do primeiro satélite 100% brasílio, Pontes projeta, agora, a produção de novos equipamentos espaciais no país, incluindo foguetes — sem mencionar prazos. 

“O Amazonia-1 lidera o movimento de outros satélites que serão desenvolvidos no Brasil e foguetes brasileiros”, disse.

 

Parceria com a Índia

Em oração anterior, logo em seguida a epílogo da missão e falando para cientistas indianos na base de Satish Dhawan, Pontes saudou a parceria entre o Brasil e o país asiático em nome do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“A todos vocês na Índia, gostaria de agradecê-los e parabenizá-los pelo lindo lançamento e lindo foguete, além de todos os esforços que foram feitos cá”, disse Pontes.

“Essas duas bandeiras (apontando para flâmulas do Brasil e da Índia)  representam exatamente o que estamos fazendo hoje. Vamos trabalhar juntos, falo em nome do presidente do Bolsonaro”, acrescentou o ministro.

Pontes descreveu o lançamento do Amazonia-1 porquê um “dia muito feliz” e agradeceu a brasileiros e indianos por “trabalharem tão duro” para concluir o lançamento. O equipamento é o primeiro satélite de reparo da Terreno completamente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil.

“Gostaria primeiramente de parabenizar a todos e cada um de vocês, por trabalharem tão duro para fazer esse lançamento bem-sucedido. Porquê podem imaginar, pelo lado brasílio, nós trabalhamos neste satélite por anos. Todos esses esforços feitos por muitas pessoas, não somente no nosso país. Todos representam um grande time de muitos anos de trabalho, esse satélite é uma missão muito importante para o Brasil”, declarou o ministro.

Na transmissão ao vivo no meato de YouTube do Inpe, Pontes voltou a exaltar a parceria com a Índia e destacou a valia de parceiras no campo espacial.

“A parceria com a Índia é extremamente promissora. Fiquei extremamente entusiasmado e muito emocionado”, disse o ministro.

Durante o congratulação aos parceiros do país asiático, ele contou ter participado de uma reunião com o presidente do recomendação da Dependência Espacial da Índia, destacando as metas do programa espacial indiano.

“[A Índia tem] planos futuros ambiciosos e interessantes, que incluem voos tripulados. Um salto gigantesco em termos de tecnologia”, relatou Pontes.

 

 

 

 

Lançamento bem-sucedido

O Amazonia-1 foi disposto em trajectória na madrugada deste domingo (28). Dentro do horário programado – à 1h54 (de Brasília) -, o satélite foi lançado a bordo do foguete indiano PSLV-C51, a partir do Meio Espacial Satish Dhawan (SHAR), em Sriharikota, na Índia.

Nos tapume de 17 minutos seguintes, satélites foram desacoplados do foguete em quatro estágios, que indicaram o sucesso da missão. Às 2h11 (de Brasília), a transmissão solene mostrou o Amazonia-1 sendo separado do foguete e lançado ao espaço. 

Além do Amazonia-1, outros satélites foram levados à trajectória terrestre a bordo do mesmo foguete. O equipamento brasílio foi disposto numa altitude média de mais de 750 km supra da superfície da Terreno. O equipamento terá sua trajectória em sincronia com a do sol e viajará a uma velocidade de quase 27.000 km/h, o que lhe permitirá levar somente 100 minutos para dar uma volta na Terreno, com a capacidade de gerar imagens de qualquer ponto do planeta a cada 5 dias.

Segundo o Instituto Pátrio de Pesquisas Espaciais (Inpe), as informações providas pelo Amazonia-1 consistem em imagens ópticas com solução de 64m e largura da tira imageada de 866km.

Operando conjuntamente com os satélites CBERS-4 e CBERS-4A, lançados, respectivamente em dezembro de 2014 e dezembro de 2019, serão providas imagens recorrentes do território brasílio a cada dois ou três dias, melhorando significativamente a oferta de informações aos seus diferentes usuários.

Essas informações serão úteis para diversas aplicações, porquê o monitoramento da região amazônica, da diversificada lavra em todo o território pátrio, da região costeira, de reservatórios de chuva, florestas naturais e cultivadas e desastres ambientais.

Além do domínio do ciclo completo de desenvolvimento de um satélite do porte e dificuldade do Amazonia 1 e dos benefícios resultantes das aplicações das imagens obtidas a partir do espaço, a missão permitirá outro proveito tecnológico importante: a validação em voo da Plataforma Multimissão (PMM), projetada para ser utilizada em diferentes tipos de satélites na tira de 700kg, com redução significativa de prazos e custos.

 

 

 

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