Petroleiros repudiam exposição de salários em relatório do Ministério da Economia | Empresas

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) divulgou nota em que “repudia veementemente” o relatório elaborado pelo Ministério da Economia que mostra salários e benefícios pagos a funcionários de empresas estatais federais.

De conciliação com a entidade, que reúne 13 sindicatos, o relatório não utiliza os mesmos critérios para determinar as diferentes empresas e não indica o período de emprego dos benefícios. “Somente por esses argumentos, o levantamento já não se sustenta”, afirma.

Quando o relatório foi divulgado, no último dia 1º, o Ministério da Economia informou que o levantamento foi feito com base nos dissídios coletivos das 46 empresas avaliadas.

A FUP ressalta, ainda, que os benefícios “não são ilegais, porque são resultado de negociações em conciliação ou convenção coletiva de trabalho”. Alguns itens prevalecem sobre a legislação, pois são fruto de conciliação coletivo, porquê autoriza a reforma trabalhista de 2017. “Há benefícios históricos, que foram negociados pelas empresas e seus trabalhadores há 10 ou mais anos”, argumenta a entidade. “Alguns foram obtidos no lugar do reajuste.”

A entidade informa ainda que muitos benefícios estão associados às condições inóspitas e insalubres de trabalho nas plataformas de petróleo.

“Por termo, importante frisar que a Petrobras não depende da União para remunerar os salários e benefícios dos seus empregados”, diz a nota. Os trabalhadores não gozam de firmeza. No conciliação de trabalho fechado em 2020, foi estabelecido que não haverá demissões sem justa pretexto até 2022, em troca de reajuste salarial zero para a categoria.

O relatório do governo mostra que a remuneração na empresa varia de R$ 1.510,00 a R$ 106.189,00, com média de R$ 18.930,00. Há benefícios relacionados à saúde, porquê um auxílio de um salário mínimo para custear cuidadores de funcionários que necessitam de assistência próprio.

E outros, porquê o pagamento de gratificação de férias equivalente a 100% do salário e um auxílio ensino, que ressarce até 90% a 70% dos gastos com instrução de dependentes até o ensino médio. O boletim informa ainda que foram gastos R$ 4,4 bilhões com planos de previdência em 2019. Os planos com favor definido têm reservas matemáticas a constituir de R$ 31,6 bilhões.

O Ministério da Economia informou, na divulgação do relatório, que orienta os administradores de empresas estatais a não conceder benefícios além daqueles obrigatórios por lei. No entanto, a decisão cabe ao comando da empresa. Muitos desses benefícios foram concedidos há anos.

Levante teor foi publicado originalmente no Valor PRO.

— Foto: Getty Images

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