PCDF deflagra operação contra grupo que forjava acidentes para receber o seguro

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postado em 17/04/2021 10:18

(crédito: PCDF/Divulgação)

Na tarde da última sexta-feira (16/4), a Polícia Social deflagrou a segunda período da Operação Navio Fantasma, que investiga um grupo criminosa que forjou acidentes automobilísticos para receber o valor do seguro. Nessa lanço, a Coordenação de Repressão a Crimes Patrimoniais (Corpatri), por meio da Subdivisão de Repressão a Roubos e Furtos (DRF) apreendeu uma lancha, de 29 pés, em um clube do Setor de Clubes Esportivos Sul (SCES).

Segundo as apurações, nos últimos dois anos, o grupo investigado forjou cinco acidentes automobilísticos. No totalidade, foram destruídos dez veículos, dois em cada situação. Os casos forjados ocorreram no SCES e na rodovia DF-140, próximo ao Multíplice da Papuda, sempre na madrugada. Em todo as colisões propositais houve choque proposital da pilar meão, dano estrutural que conduz necessariamente à perda totalidade do veículo. Entre os veículos destruídos estão três BMWs, uma Porsche e um Chrysler.

De tratado com a polícia, o grupo adquiria veículos importados de difícil comercialização, contratava seguros novos, com valor de indenização correspondente à Tábua Fipe, em seguida causava a colisão proposital dos veículos, que sofrem perda totalidade. Depois, o condutor que contratou o seguro assume a culpa pelo acidente, para viabilizar o pagamento dos danos do outro veículo envolvido no acidente, tal qual condutor também integra a associação criminosa. Por término, ocorre o recebimento dos valores do seguro, baseados na Tábua Fipe, que são superiores aos valores de compra dos veículos.

Para dificultar a investigação, os registros dos acidentes eram feitos na Delegacia Eletrônica e os criminosos se revezavam na requisito de condutor, segurado – contratante -, terceiro envolvido e recebedor da indenização. Com o mesmo objetivo, o grupo criminoso também criou cinco empresas de frontaria, em nome das quais eram registrados os veículos.

Especializado na simulação de acidentes automobilísticos, o grupo inovou em 2019 e incendiou uma embarcação de cinquenta pés, obtendo vantagem indevida de R$ 750 milénio. A embarcação foi incendiada em 11 de dezembro, por volta de 20h, às margens do Lago Corumbá, em Caldas Novas (GO).

Em 28 de setembro de 2020, a DRF/CORPATRI deflagrou a primeira lanço da operação e cumpriu 12 mandados de procura e consumição na residência e empresas das pessoas que integravam a organização criminosa. As investigações continuaram e levaram os investigadores até a oficina de um clube localizado Setor de Clubes Esportivos Sul, onde estavam os motores e as rabetas da lancha incendiada.

Os motores e rabetas da lancha foram apreendidos e periciados. Também passou pela perícia o casco da lancha queimada, que foi localizado em Caldas Novas (GO).

A perpetuidade das investigações também apontou que outra lancha foi incendiada pelo grupo criminoso, na cidade de Abadiânia (GO), em 27 de fevereiro de 2019. Depois o sinistro simulado, os criminosos receberam R$ 200 milénio a título de indenização.

Segundo se apurou, o motor da segunda lancha incendiada foi retirado e disposto na lancha apreendida na manhã de hoje. A medida de procura e consumição foi determinada pela Segunda Vara Criminal de Brasília e visa à realização de perícia na embarcação. Desde o início, a investigação conta com o escora das empresas seguradoras e Marinha do Brasil.

  • Segundo investigações, a quadrilha forjava acidentes e recebia os valores das seguradoras dos veículos

    Segundo investigações, a quadrilha forjava acidentes e recebia os valores das seguradoras dos veículos
    Foto: PCDF/Divulgação

  • Segundo investigações, a quadrilha forjava acidentes e recebia os valores das seguradoras dos veículos

    Segundo investigações, a quadrilha forjava acidentes e recebia os valores das seguradoras dos veículos
    Foto: PCDF/Divulgação

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    Segundo investigações, a quadrilha forjava acidentes e recebia os valores das seguradoras dos veículos
    Foto: PCDF/Divulgação

  • Segundo investigações, a quadrilha forjava acidentes e recebia os valores das seguradoras dos veículos

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    Foto: PCDF/Divulgação

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    Foto: PCDF/Divulgação

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