Pandemia influi nas finanças e Palmeiras tem dificuldade a pequeno prazo

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Galiotte e Anderson Barros assistem ao treinamento do Palmeiras (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

O Palmeiras divulgou o balanço de 2020 com um déficit de R$ 151 milhões. A pedido do NOSSO PALESTRA, o contador Marcelo Aparecido Martins de Oliveira, da NPV Finanças, fez uma rápida estudo das informações publicadas pelo clube sobre o último ano contábil do Alviverde.

Segundo Marcelo, é importante lembrar que o objetivo das demonstrações financeiras para fins gerais é fornecer informações sobre a empresa que sejam úteis para investidores, credores por empréstimos e outros credores, existentes e potenciais, na tomada de decisões referente à oferta de recursos à empresa, além de prestar contas à sociedade em universal. Relatórios financeiros para fins gerais não se destinam a apresentar o valor da empresa, mas fornecer informações para facilitar os interessados a prezar seu valor.

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– O comportamento dos negócios de uma empresa está estreitamente afetado pela situação macroeconômica, cultural, ambiental, setorial e perfil dos administradores. Uma vez que em 2020 tivemos a pandemia da Covid-19, houve impactos relevantes nos negócios do clube e que foram refletidos nas suas demonstrações financeiras – explica Marcelo Aparecido.

Confira aquém algumas observações apontadas pelo profissional da NPV Finanças:

Superávit/Déficit
Em outras palavras seria lucro ou prejuízo. Em 2019 o clube apresentou superávit de R$1,7 milhão já em 2020 houve déficit de R$151 milhões. Essa variação negativa de R$152,7 milhões, deve-se substancialmente a redução de receitas de direitos de transmissão de R$ 44,2 milhões, arrecadação de jogos de R$ 38,3 milhões, sócio torcedor de R$23,7 milhões, aumento de despesas com baixas de atletas R$ 82,4 milhões e redução de despesas de pessoal de R$ 42,8 milhões.

Aumento do endividamento
O resultado do déficit supra mencionado acarretou a premência de aumento do endividamento, dos quais comportamento foi um aumento de R$80,5 milhões, conforme aquém demonstrado:
Passivos de Limitado Prazo 2019 + Passivos de Longo Prazo 2019 = R$676,4 milhões.
Passivos de Limitado Prazo 2020 + Passivos de Longo Prazo 2020 = R$756,8 milhões.
Aumento dos Passivos durante o ano de 2020 = R$80.490 milhões.

Subtracção da liquidez
Liquidez é a capacidade da empresa de remunerar seus compromissos a pequeno prazo. É medida através da conferência dos Ativos Circulantes (bens e direitos que viram verba ou são utilizados em 12 meses) versus os Passivos Circulantes (obrigações que são pagas nos próximos 12 meses).
Índice de liquidez fluente 2020 = Ativo Circulante / Passivo Circulante
Índice de liquidez fluente 2020 = R$103,2 milhões / R$ 359,5 milhões
Índice de liquidez fluente 2020 = 0,29 (2020)
Índice de liquidez fluente 2019 = 0,33 (2019)
Conforme supra demonstrado os índices de liquidez fluente dos anos de 2020 e 2019 são menores que 1. Para 2020 se demonstra que para cada R$1,00 de dívida o clube tem R$0,29 de verba para remunerar seus compromissos em 31/12/2020. Esse indicador piorou em relação a 2019 que era de R$0,33. Em ambos os anos os indicadores demonstram dificuldades do Palmeiras para honrar os compromissos de pequeno prazo.

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