Pacote dos EUA alivia tensão, mas inflação e covid-19 em meio a risco de populismo preocupam | Bolsas e índices

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A aprovação de novidade enxurrada de dólares nos mercados globais no término da tarde de ontem animou as bolsas em todo o mundo e contaminou também o humor por cá, levando o Ibovespa a fechar em subida de 1,30%, deixando de lado – por enquanto – a serra de problemas domésticos.

Hoje o principal índice da bolsa brasileira tem novidade chance de reduzir as perdas semanais acumuladas em 2,11% diante do otimismo que persiste lá fora posteriormente a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos validar o pacote de US$ 1,9 trilhão em estímulos proposto pelo presidente do país, Joe Biden, que pretende sancioná-lo amanhã (12).

Com o pacote, o terceiro de grande magnitude validado desde o início da pandemia, os EUA elevam para US$ 5 trilhões os gastos em programas de ajuda econômica contra a pandemia, valor equivalente sobre 25% do PIB americano.

“A injeção maciça de dólares na economia global tenderia à inflação, porém, ao contrário do que preconiza secção do mercado, tende a valer também um dólar continuamente fraco em nível global. Para nós, isso significaria menor inflação, se não fossemos quem somos”, observa Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.

A preocupação com o ritmo de desvalorização do real é tamanha que o Banco Mediano interviu ontem no mercado de câmbio mesmo em um dia de queda do dólar e já anunciou novidade interferência para hoje. O Banco Mediano anunciou um leilão de até 20 milénio contratos de swap cambial entre 9h30 e 9h40.

Neste contexto, ganha maior relevância a divulgação do IPCA (Índice Vernáculo de Preços ao Consumidor Largo), às 9h, uma semana antes da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) que deve marcar um novo ciclo de subida de juros no Brasil.

Ainda nesta manhã, o Plenário da Câmara se reúne para o segundo vez de votação da PEC Emergencial, que permite ao governo federalista remunerar o auxílio emergencial em 2021 por fora do teto de gastos do Orçamento e do limite de endividamento do governo federalista.

Ontem o dia foi marcado por votações arrastadas por uma rota para o governo federalista e pela visitante do ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, para evitar uma desidratação maior do texto. Mudanças que permitem mais gastos no lugar de contê-los são motivo de grande preocupação para o mercado, principalmente com a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao cenário político.

“A questão do Lula vai impactar se o Bolsonaro, que está nas cordas, realmente despovoar toda a agenda reformista e partir para uma agenda super populista e social, que é o padrão do Lula, para tentar prometer a manutenção dos seus votos até o término do ano que vem. O cenário fiscal que temos não permite isso e qualquer decisão destrambelhada do presidente vai dar um tranco na inflação, no dólar e isso vai ser muito complicado”, alerta André Machado, sócio fundador do Projeto Os 10%, escola de traders.

Mais apressurado que qualquer índice de preços é o número recorde de mortos pela covid-19 no Brasil. Reportagem do G1 mostra que o sistema de saúde de São Paulo pode colapsar em 25 dias com ritmo atual de internações e de geração de novas UTIs para receber os infectados pelo novo coronavírus.

Na agenda macroeconômica, os investidores acompanham o IPCA relativo a fevereiro, que será divulgado às 9h pelo IBGE. O índice deve ter registrado subida de 0,70% de conformidade com o Valor Data, acelerando em relação à taxa de 0,25% em janeiro. O oferecido ganha valia em meio às expectativas de que o Banco Mediano terá de iniciar a subida de juros na semana que vem.

Outro evento importante do dia é a votação da PEC Emergencial em segundo vez na Câmara dos Deputados, a partir das 10h. Ontem, foi validado destaque ao texto que rejeitou a desvinculação de recursos para a Receita Federalista. O governo também abriu mão da proibição da promoção e progressão de curso de servidores públicos, mudança que deverá ser feita à PEC durante estudo em segundo vez.

No exterior, as atenções estão voltadas para o Banco Mediano Europeu, que divulga às 9h45 a sua decisão de política monetária. Às 10h30, a presidente Christine Lagarde fala à prensa.

As bolsas europeias operam sem direção única, mas perto da segurança, nesta quinta-feira, antes da decisão de política monetária do Banco Mediano Europeu (BCE), às 9h45. Os investidores observarão detalhes que possam sinalizar alguma ação da instituição sobre o movimento recente de aumento dos rendimentos dos títulos soberanos.

As bolsas asiáticas fecharam em subida nesta quinta-feira, depois que o índice de inflação dos EUA veio em traço com as expectativas, diminuindo as preocupações de que as pressões de preços poderiam elogiar as taxas de juros.

O Nikkei, referência da Bolsa de Tóquio, avançou 0,60%, o Kospi subiu 1,88% e o Hang Seng, de Hong Kong, teve subida de 1,65%. Na China, o Xangai Formado subiu 2,36%, igual ao Shenzen Formado.

  • A Aliansce Sonae registrou lucro líquido de R$ 12,6 milhões no quarto trimestre do ano pretérito, o que representa queda de 89,5% em relação ao mesmo período de 2019. Entre janeiro e dezembro o lucro líquido somou R$ 202,5 milhões, salto de 257,5% no comparativo anual.
  • Estão previstos para hoje os resultados do quarto trimestre de 2020 de BRMalls, Energisa, Moura Dubeux, RNI Negócios Imobiliários e Tenda, todos agendados para depois do fechamento dos mercados.
  • A petroquímica Braskem registrou lucro líquido atribuível aos acionistas da companhia de R$ 846 milhões no quarto trimestre de 2020, revertendo parcialmente o prejuízo líquido de R$ 2,92 bilhões registrado no mesmo trimestre de 2019.
  • A Vale anunciou na noite de ontem a indicação de 12 nomes para a eleição do juízo de gestão da companhia, que acontecerá na câmara universal ordinária (AGO) marca da para 30 de abril. A lista foi aprovada pelo juízo da mineradora.
  • A Eletrobras informou ao mercado na noite de quarta-feira que vai recorrer da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que manteve inalterada decisão que desobrigou a União de dividir com a Eletrobras uma dívida bilionária que a empresa tem com consumidores por justificação de empréstimos compulsórios criados nos anos 1960.
  • A Azul informou que seu juízo de gestão aprovou o projecto de recompra de até 2 milhões de ações preferenciais. A empresa afirmou em enviado que o programa visa atender às obrigações assumidas no projecto de outorga de ações restritas para os próximos anos validado em câmara universal extraordinária realizada em 2014.

(Com Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor)

— Foto: Getty Images

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