Os 10 traders que mais perderam na história das finanças mundiais

0
16

Em janeiro deste ano, quando o Wallstreetbets conseguiu inflar o preço das ações da GameStop, o trader Gabriel Plotkin, da Melvin Capital Management, perdeu US$ 4,5 bilhões, traje que assustou o mercado internacional. Mas esse prejuízo bilionário não foi a único – nem o maior – da história das finanças mundiais.

O Portal do Bitcoin reuniu os 10 maiores casos de perdas decorrentes da atuação de traders no mercado de ações para grandes instituições. Juntos, eles perderam US$ 47 bilhões — tapume de R$ 271 bilhões —, montante superior ao Resultado Interno Bruto (PIB) do Paraguai.

Tem até um brasílico ex-diretor do Banco Pátrio de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na lista.

1 – Howie Hubler — US$ 9 bilhões

Foi durante a crise financeira de 2007/2008 que Wall Street presenciou a maior perda de negociação individual da história. O protagonista foi o trader americano Howie Hubler que, na quadra, era corretor de títulos do Morgan Stanley.

Durante a bolha imobiliária, ele fez apostas relacionadas a hipotecas que estavam destinadas a implodir e se deu mal.

“Quando tudo explodiu em 2007, as posições de Hubler incorreram em uma perda impressionante de US$ 9 bilhões”, segundo um item do Washington Post publicado há 11 anos.

O caso foi narrado em detalhes no livro ‘The Big Short: Inside the Doomsday Machine’, do jornalista e redactor americano Michael Lewis.

2 – Jérôme Kerviel — US$ 7 bilhões

As operações feitas pelo trader gaulês Jérôme Kerviel entre 2007 e 2008 fizeram o Société Générale, um dos maiores bancos da Europa, perder US$ 7 bilhões.

Isso porque ele teria naquele período assumido “riscos espetaculares”, porquê descreveu o The Guardian na quadra. Dois anos antes, o NYT o chamou de “o corretor indecoroso“.

Ainda segundo o jornal, grande segmento da perda ocorreu no mercado boche, onde ele havia apostado dezenas de bilhões de euros no índice de referência DAX, muito porquê no Dow Jones Euro Stoxx 50.

O trader chegou a ser recluso depois de ser julgado por quebrar as regras da instituição financeira.

3 – Bruno Iksil — US$ 6,2 bilhões

Em 2012, o trader gaulês Bruno Iksil, divulgado porquê “Baleia de Londres”, perdeu US$ 6,2 bilhões do JPMorgan Chase ao fazer apostas ruins no merado de derivativos.

“No meio do sinistro mercantil, Bruno Iksil, chamado de ‘Baleia de Londres’, deve deixar o banco”, diz um trecho de uma reportagem do The New York Times (NYT) do dia 16 de maio daquele ano.

No texto, o jornal citava um prejuízo de US$ 2 bilhões em negociações do JPMorgan Chase; mais tarde, em outra publicação, viria à tona o verdadeiro rombo de US$ 6,2 bilhões.

A perda fez com que o trader alcançasse notoriedade em Wall Street, mas devido a uma das piores operações da história.

Ele ganhou o sobrenome de baleia, que passou a ser usado no mercado de criptomoedas, por sua inclinação por negócios grandes e arriscados. Mas não era só isso; sua agressividade foi comparada a do vilão da fictícia série Harry Potter, o bruxo das trevas Lorde Voldemort.

Mesmo com a terrível performance, as perdas não impediram o banco de obter um lucro recorde de US$ 21,3 bilhões naquele ano, contou o Bloomberg em um item de 2016.

4 – Brian Hunter — US$ 6 bilhões

O canadense Brian Hunter, trader que em 2006 negociava gás proveniente para o portanto fundo hedge Amaranth Advisors, conseguiu perder US$ 6 bilhões por motivo de suas “grandes apostas”, de congraçamento com reportagem publicada pelo Financial Times em setembro de 2014.

Naquela fundura, um relatório do comitê do Senado americano repercutia que a Amaranth controlava 40% de todos os contratos de gás na Bolsa Mercantil de Novidade York. O caso portanto tornou-se um símbolo de preocupação com a especulação excessiva em commodities.

Tanto Hunter quanto a Amaranth foram processados pela Percentagem de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) por manipulação de preço, em duas ocasiões, meses antes de as perdas de US$ 6 bilhões quebrarem o fundo.

5 – John Meriwether — US$ 4,4 bilhões

Em 1998, o trader americano John Meriwether, que era divulgado pela luzidio curso no Salomon Brothers, viu US$ 4,4 bilhões de seu fundo – o Long Term Capital Management – perdidos em duas apostas que sua equipe vinha fazendo há pelo menos uma dezena, segundo material do The Guardian da quadra. Eram os chamados swaps de taxas de juros e opções de longo prazo no mercado de ações.

O fundo, que foi criado por Meriwether junto com os Nobel de economia Myron Scholes e Robert Merton, negociava na pequena diferença existente entre as taxas em títulos de governos. Mas quando a Rússia não honrou com um pagamento, os investidores fugiram para os seguros títulos do governo americano; só que a diferença entre as taxas aumentou rapidamente.

Para liquidar suas posições, os traders teriam que vender títulos, derrubando os mercados de crédito americanos. Porém, na quadra, rumores diziam que a AIG, Warren Buffett e Goldman Sachs estavam negociando a compra do portfólio da Long-Term Capital. O traje é que em 23 de setembro daquele ano, o jogo acabou. Sugerido pelo Fed, um consórcio de 14 bancos e corretoras de Wall Street liquidou 90% da LTCM por US$ 3,6 bilhões.

6 – Gabriel Plotkin — US$ 4,5 bilhões

O trader Gabriel Plotkin, que dirige a Melvin Capital Management, teve um prejuízo de 4,5 bilhões no início deste ano por motivo da subida das ações da GameStop, infladas pelo grupo Wallstreetbets, do Reddit.

Mas não foi só com a GameStop que a Melvin perdeu — outras posições do fundo tiveram prejuízos de até 30% com a investida do um grupo.

Plotkin já era divulgado tanto pela discrição quanto pela agressão no mercado de ações desde a quadra que atuava no fundo hedge da americana SAC Capital, porquê cita o Financial Times em uma reportagem.

7 – Bill Ackman — US$ 4,1 bilhão

O Pershing Square Capital Management, fundo de Novidade York levado pelo gestor e investidor americano Bill Ackman, amargou uma perda de tapume de US$ 4 bilhões posteriormente a venda em 2017 de ações da Valeant, compradas em 2015 por US$ 3,2 bilhões.

Na quadra, cada ação da Valeant era negociada perto de US$ 190 e Ackman a viu subir para US$ 260 ainda no mesmo ano da compra. No entanto, debates sobre questões regulatórias vieram à tona e o preço das ações começou a tombar “drasticamente”, porquê descreveu a Reuters numa reportagem da quadra.

A queda nas ações começou a se frisar em janeiro de 2017 — 16%. No dia 13 de março daquele ano, uma segunda-feira, as ações fecharam a US$ 12,11 na Bolsa de Valores de Novidade York e caíram para US$ 10,93 no pregão, conforme informou a escritório na ocasião. Em uma publicação da CNBC, Ackman disse a investidores que aprendeu com seu erro.

8 – Yasuo Hamanaka — US$ 2,6 bilhões

O trader Yasuo Hamanaka, que ficou divulgado na dezena de 90 porquê ‘Mr. Copper’, devido ao controle de 5% nos mercados futuros de cobre, foi sentenciado a oito anos por falsificação e fraude no mercado financeiro.

Conforme detalhado pela Reuters, ele acumulou US$ 2,6 bilhões em perdas para a japonesa Sumitomo Corporation, o que representou na quadra tapume de 40% de seu patrimônio líquido.

Mal soube do rombo, a companhia encerrou as complexas posições criadas por Hamanaka sem autorização e passou a descobrir um meio de repor o prejuízo com venda de outros ativos.

9 – Isac Zagury — US$ 2,13 bilhões

Em 2008, o portanto diretor financeiro da brasileira Aracruz Celulose, Isac Zagury (ex-diretor do BNDES), foi visto porquê o maior culpado pela perda de US$ 2,13 bilhões empresa em derivativos. A empresa tinha operações no dólar para se proteger da subida do real. Mas em setembro daquele ano, a moeda brasileira começou a valorizar diante da americana.

No dia 13 de dezembro de 2008, a Folha reportou que a Aracruz não tinha chegado a um congraçamento com seus bancos credores. Mais tarde, em setembro de 2009, a empresa se fundiu com a Votorantim Celulose e Papel para formar a Fibria, que foi para as mãos do BNDES e Grupo Votorantim.

10 – Robert Citron — US$ 1,6 bilhão

Em 1994, o condado de Orange, na Califórnia, caiu na maior falência municipal conhecida até portanto por Wall Street, com prejuízo de US$ 1,6 bilhão na alavancagem de títulos.

O responsável foi o tesoureiro municipal Robert Citron, que “não era um rabino das finanças”, porquê descreveu o NYT há quase uma dezena.

As perdas nos investimentos municipais vieram depois que o Fed resolveu aumentar as taxas de juros, o que prejudicou as posições do Orange no mercado financeiro. Segundo comentou o jornal, foi o término para a ‘grossa’ estratégia de Citron.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui