O mundo está ficando sem chips (e não, não estão colocando em vacinas)

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Imagem: Brian Kostiuk (Unsplash)

Além da escassez de insumos enfrentada por fabricantes de materiais usados na emprego das primeiras vacinas de COVID-19, o mundo está prestes a mourejar com a falta de outro resultado: o de chips. E os setores que mais devem suportar esse baque são o automobilístico e o de dispositivos eletrônicos, que podem enfrentar atrasos consideráveis nos próximos meses. Desde já, vamos realçar que isso não tem zero a ver com as vacinas, portanto pode se imunizar tranquilamente sem o risco de ter um chip implantado no organização ou virar jacaré.

Mas muito, voltando à falta de chips no mundo. Uma reportagem do Wall Street Journal afirma que diversas empresas de semicondutores tiveram que aumentar os preços de certos componentes ao mesmo tempo que precisam mourejar com atrasos nas entregas de pedidos e a pressão de alguns clientes. A longo prazo, isso vai refletir diretamente no consumidor final, que além de esperar mais tempo por um determinado resultado, terá que remunerar mais custoso por ele. Sabe o seu smartphone, que já não é um negócio muito barato? A tendência é que as próximas versões cheguem ao mercado por um preço ainda mais superior.

Para piorar a situação, também não haveria uma solução rápida para solucionar o problema, já que o processo para implementar máquinas mais velozes e modernas aconteceria é lento e tornaria a fabricação ainda mais face. Isso já está acontecendo, mas a questão é justamente a vagar na adoção dessas tecnologias mais recentes.

A escassez afeta empresas em todas as partes do orbe — alguns exemplos são a asiática Taiwan Semiconductor Manufacturing Co., maior operário mundial de chips terceirizados, a Nvidia Corp., maior empresa de semicondutores da América, e a NXP Semiconductors NV, fornecedora holandesa de chips automotivos, industriais e de informação.

O cláusula do WSJ lista alguns possíveis responsáveis por essa falta de chips em vários setores globais. A primeira, obviamente, é a pandemia do novo coronavírus: além de diminuir o ritmo de produção, a crise de saúde fez com que mais pessoas comprassem aparelhos eletrônicos para trabalhar de mansão. O aumento na compra de novos smartphones, a grande maioria já equipada com chips 5G, também foi um fator tributário.

Com a dificuldade na compra de novos chips, as companhias viram os prazos de entrega subir de oito para até 10 semanas. Em alguns casos, essa espera pode ser ainda maior: de 26 semanas ou mais.

Bruce Kim, dirigente executivo de uma corretora sul-coreana de equipamentos usados para a fabricação de semicondutores, afirmou ao WSJ que a escassez de novos chips deve insistir até o final de 2022. Até lá, ele acredita que as empresas devem modernizar suas tecnologias para desabitar de vez processos mais antigos.

[The Wall Street Journal]

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