Novo auxílio emergencial: entenda impasse com prorrogação no governo Bolsonaro

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Sem uma novidade rodada de pagamentos do auxílio emergencial as classes C e D poderão perder quase um quarto da renda disponível, ou 23,8%, na confrontação com o ano anterior. O oferecido é de um estudo da Tendências Consultoria Integrada que mostrou que o término do mercê representa R$ 48 bilhões a menos em circulação entre os mais pobres.

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Porém, a prorrogação do auxílio emergencial tem gerado impasse no governo. Segundo enunciação do presidente Jair Bolsonaro na última segunda-feira (8), a tarifa vem sendo negociada entre os ministros. O governo estuda também a geração do Favor de Inclusão Produtiva, com pagamentos de R$ 200 por três meses para até 30 milhões de pessoas que não têm carteira assinada e estão fora do Bolsa Família.

 Segundo o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), o pagamento do auxílio pode ser feito de forma extraordinário e temporária, ainda que o Orçamento não seja ratificado. 

No entanto, conforme apontou o presidente do Banco Médio, Roberto Campos Neto, na última terça-feira (9), a exiguidade de “contraparte”, ou seja, uma ressarcimento com um galanteio de gastos ou subida de tributos, poderá resultar em subida da taxa básica de juros, a Selic, atualmente na mínima histórica de 2% ao ano.

O economista e sócio da BRA João Beck concorda com Campos Neto: “A gente já gastou demais, a gente nesse momento já está no limite. Se a gente romper o teto de gastos por alguma decisão da União com o Senado, o mercado ia olhar com nariz torto”.

O ministro da economia, Paulo Guedes, garante que, em caso de renovação do mercê, haverá cortes de outras despesas porquê forma de ressarcimento sem furar o teto de gastos.  

A extensão do auxílio, conforme destaca Beck, também pode impactar na subida dos preços dos vitualhas. Uma pesquisa realizada pelo Banco Médio mostrou que o mercê elevou os preços da cesta de vitualhas de quem ganha entre um e três salários mínimos. 

O estudo mostrou ainda que a inflação das famílias com renda mais baixa é maior não só porque essas famílias destinam maior fatia da sua renda na compra de vitualhas, mas também porque os produtos que elas consomem apresentaram maior elevação de preços.

Com informações da Hoch Muller

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