Negócios miram em nichos para fidelizar clientes

0
9

Afunilar e apostar em um nicho na hora de produzir um negócio é uma das estratégias para conseguir atingir um público leal de forma assertiva. Aprofundar-se em um tema e atender de forma próxima uma demanda de mercado é o caminho escolhido por muitos empreendedores, uma vez que Marco Lopez, 37 anos, que está avante da Resultado Solene, onde produz e comercializa itens licenciados de bandas do rock gaúcho. 

Marco conta que a teoria de apostar em um nicho surgiu muito antes do negócio. Quando era mais novo e tinha uma filarmónica, um lema o movia. “Não adianta atingir o Brasil se eu não for o herói da minha rua”, diz. A sentença foi aplicada na hora de produzir a Resultado Solene em 2015. Atuando uma vez que diretor de palco de bandas gaúchas, ele percebeu que muitas não eram preparadas para atender à demanda do público por itens personalizados. “As pessoas iam nos shows e perguntavam se tinha produtos, e as bandas que eu trabalhava ficavam sem ter uma resposta. Era uma postura muito amadora para bandas profissionais”, acredita. Assim, ele decidiu fazer a ponte entre fornecedores e artistas e assumir a produção do merchandising. “O primeiro artista que arrisquei foi o Duca Leindecker. Aproveitei uns shows que íamos fazer em um teatro para entender qual era o ticket médio, averiguar uma vez que era a decisão de compra. Investi uma grana muito baixa nesse primeiro show e o retorno foi 200%. Logo, vi que era um negócio de verdade e que, se aplicasse uma robustez, daria visível”, lembra o empreendedor. 

Hoje, são mais de 40 bandas no portfólio de clientes da Resultado Solene. Entre elas, nomes uma vez que Acústicos e Valvulados, Frank Jorge, Comunidade Nin-Jitsu e Rosa Tattooada. Além da venda de produtos em shows, a Resultado Solene conta com um e-commerce (produtooficial.com.br). São dois modelos de negócio pensados para atender perfis diferentes de bandas. “Para as bandas mais conhecidas, que têm mais repercussão, todo investimento é da Resultado Solene. A filarmónica recebe uma porcentagem de direitos autorais, ou seja, só lucra. Em contrapartida, consigo usar o nome deles para chancelar o meu resultado. É uma troca boa para os dois lados”, acredita Marco, que criou um outro protótipo voltado para bandas menores. “Quando abri o nicho das bandas undergrounds, que era um pedido desses artistas que queriam estar junto dos seus ídolos na loja, comecei investindo, mas vi que poderia ser um ponto de prejuízo. Criei, logo, um pacote mínimo que a filarmónica investe a preço de dispêndio, a Resultado Solene não ganha zero. É cobrada uma percentagem e uma taxa administrativa para o site. Assim consigo me proteger um pouco dos riscos e dos custos, e conseguimos oferecer um preço muito melhor do que se a filarmónica buscasse sozinha”, afirma. 

Com seis anos de trajetória, Marco acredita que os bons resultados do negócio se devem, justamente, por fazer segmento de um nicho. Ele conta que 90% das compras do site, hoje, são de clientes recorrentes. “Uma das vantagens do nicho é a fidelização. São pessoas que já compraram, gostaram dos produtos, e buscam por outros artistas”, pontua o empreendedor, com a salvaguarda de que o cliente leal exige ainda mais desvelo com a qualidade. “Temos que sempre manter um nível supino, porque o cliente que já compra vai trocar a tua loja por outra se, em qualquer momento, permanecer desapontado”, pondera. 

Durante a pandemia, Marco conta que a venda dos produtos foi uma escolha para manter a nascente de renda dos artistas e pessoas envolvidas no meio. “Montamos uma campanha para mostrar para o público que, durante a pandemia, talvez a única nascente de renda da filarmónica seria com o resultado solene, que isso estaria ajudando diretamente os artistas e as equipes técnicas. As vendas só cresceram para as bandas que têm o olhar mais voltado para os negócios”, conta. Agora, aos poucos, alguns eventos têm realizado e o empreendedor tem pensado em alternativas para atender à demanda dentro do novo contexto. 

“Para as bandas que estão fazendo alguns shows que não comportam a loja, criamos promoções para distribuírem cupons de desconto, uma vez que, por exemplo, frete gratuito para quem foi no show, para levar o público para o site”, explica. Para o horizonte, Marco não descarta atingir grupos do mercado pátrio e almeja, inclusive, o exterior. No entanto, ele afirma que mantém os pés no soalho e acredita que isso, além da paixão, é um dos segredos do negócio. “Não vale a pena crescer num ponto que não consiga controlar. Era meu sonho de jovem conseguir trabalhar com a maioria das bandas que estão hoje na Resultado Solene. Cada filarmónica me dá um insensível na ventre, me emociona.”

Foi com o objetivo de resgatar o propsito da voga, indo na contramo das produes em srie e das roupas padronizadas, que as irms Maria Helena Silveira de Medeiros e Elvania Santos da Silveira criaram o Mhel Ateli de Costura. Hoje, alm dos servios de reparos e produo de peas, as duas lanaram um curso de costura online com traduo em Libras (Lngua Brasileira de Sinais), a término de aproximar e capacitar mais pessoas que desejam entrar nesse universo.

Elvania, que graduada em Relaes Pblicas, conta que ela e a irm, que advogada, deixaram para trs as profisses anteriores para empreender na costura, abrindo o ateli, em 2019, na rua Vieira De Castro, n 285. Com a pandemia, o carro-chefe at ento do espao, que era a produo de roupas para festas, no teve mais tanta demanda. Foi o momento de se reinventar. “As professoras da escola onde fazamos lição de costura sempre foram nossas parceiras, e foi a que surgiu a teoria de ter cursos presenciais e online”, conta Elvania. Mas a dupla queria um tanto mais para diferenciar o novo servio, e foi ento que decidiram que o contedo seria traduzido em Libras. “A voga ainda muito voltada vaidade, e, de alguma forma, isso no batia com a nossa teoria, estava faltando alguma coisa na nossa lição. Foi quando tive a teoria de inserir a traduo em Libras e tudo teve sentido. Contribuir para profissionalizar pessoas que no tm condies de entrar no meio da voga bateu nos coraes de todas ns. Para muitas pessoas, no adianta somente ter legenda, pois o Portugus uma vez que uma lngua estrangeira”, explica Maria Helena.

O primeiro curso online em Libras oferecido pelo Mhel, batizado uma vez que Workshop Agulha Negra, custa R$ 397,00 e focado na tcnica de moulage, que consiste na modelagem e costura a partir de um manequim. As aulas so ministradas pela professora Juliana Sander. “O curso muito iniciante para quem quer aprender a costura. o passo-a-passo do incio at o feitio universal de uma saia. A teoria, depois, fazer o golpe e costura em modelagem plana”, revela Elvania, que acrescenta na lista de prximos cursos voga praia, voga pet e acabamentos. As inscries podem ser feitas no link que est nas redes sociais do espao (@mhelatelie).

As scias contaram com a parceria de uma empresa de tradutores e de um cineasta para elaborar o resultado. Todo esforo e investimento foram recompensados, segundo Maria Helena, no momento de lanamento do curso. “A primeira aluna que comprou o curso surda. Foi uma alegria. As pessoas esto gostando muito da teoria da incluso”, diz a empreendedora. Alm do cursos, as lives do ateli so traduzidas. O prximo passo, segundo elas, incorporar a traduo nas atividades presenciais, que aos poucos esto sendo retomadas. “Quando a pandemia subtrair mais e conseguirmos aumentar o nmero de alunos, a nossa teoria ter um tradutor cá e ter incluso presencial. Quando o projeto comeou a surgir, pensamos muito em uma vez que gostaramos que fosse o mundo caso fossemos surdas. a to falada empatia, vocábulo da voga”, reflete Maria Helena.

O ateli tem, ainda, uma risca voltada aos pets, que, segundo Elvania, tem muita sada.

“Nos desdobramos. Enquanto uma faz caminha de cachorro e tenta lucrar quantia em feira, a outra tenta manter o atelier para conseguirmos bancar a filmagem”, conta a empreendedora, que diz no se arrepender, em nenhum momento, na guinada de curso. “No me vejo mais fazendo outra coisa que no costura”, afirma.

Viviane Costa, 33 anos, lanou um servio especfico para empresas que buscam imveis para alugar na Regio Metropolitana de Porto Feliz. Ela se especializou na rea de locao corporativa e almeja virar referncia no tema com seus posts no Instagram @osucessoimobiliario.

Formada em Processos Gerenciais e em duas ps-graduaes, uma em Marketing Estratgico e outra em Inovao em Servios, sabe onde o melhor lugar para uma marca se instalar. O conhecimento sobre os endereos fruto de sua experincia de oito anos no ramo.

“No mercado de locao, h o setor residencial e o corporativo. No comeo, eu atendia o mercantil, mas depois comecei a atender s empresas, uma vez que lojas, indstria, setor de transporte. Locao de galpo, por exemplo, o que eu mais me identifico”, detalha a empreendedora.

Viviane revela que seu trabalho bastante especfico e sente falta de contedos sobre o tema. “No tem ningum que fale sobre isso, a no ser alguns advogados, mas no tem ningum comercialmente falando”, expe.

Por isso, no Instagram, desenvolveu uma rotina de posts. So trs por semana: um dia sobre desenvolvimento de curso, outro relacionado aos proprietrios e outro aos locatrios.

Faz segmento de seu servio entrevistar os clientes interessados para entender o negcio, pois h detalhes importantes. “Quando se trata de locao de pavilho, cada cidade tem seu Projecto Diretor. Alm de conversar com o cliente que me procura, j peo o CNPJ para ver suas atividades e em qual endereo poder se instalar”, detalha. Viviane, atualmente, trabalha de forma autnoma e em parceria com imobilirias.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui