Negócio de rua tem pouco movimento; shoppings recebem mais público – Quotidiano do Grande ABC

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Foi maior nos shoppings do que no transacção de rua do Grande ABC o movimento de consumidores neste primeiro domingo de reabertura de atividades não essenciais, na “período de transição” do Projecto São Paulo para a retomada econômica. As lojas têm autorização para funcionar das 11h às 19 horas, mas as praças de sustento seguem fechadas, atendendo exclusivamente para que os clientes levem os víveres para consumir em moradia. Os shoppings podem receber até 25% da capacidade.

Pela manhã, o Quotidiano percorreu algumas vias conhecidas por manter transacção em Santo André e também visitou um dos shoppings da cidade, que fica no Meio. No estacionamento do núcleo de compras, carros estacionados indicavam que o lugar estava funcionando. Pessoas que passavam em frente ao estabelecimento questionavam se o shopping estava realmente simples.

“Estava passando cá e percebi que o shopping estava simples. Vou ver se consigo resolver um problema no caixa eletrônico do banco”, disse o segurança Cláudio dos Santos, 40 anos, e que estava escoltado de sua namorada, Fernanda de Sousa, 42, que também atua uma vez que vigia. “Eu estava com saudades do shopping. Eu frequentava muito antes da pandemia. Achei um erro terem fechado (o shopping) e deixar simples mercados, por exemplo”, declarou Fernanda.

No período da tarde, a Rua Oliveira Lima, tradicional núcleo de compras de Santo André, estava completamente vazia e com todas as lojas fechadas. Já na Rua Marechal Deodoro, em São Bernardo, algumas lojas, a maior segmento de calçados, celulares e aparelhos eletrônicos estavam abertas, mas a maioria permanecia fechada. Dona de uma loja de lingerie, Eliane Rodrigues, 58, afirmou que normalmente não abre aos domingos, mas estava aproveitando a retomada. “Quase 40 dias fechada, com as contas chegando, muitas vezes pensei em fechar a loja”, afirmou. Eliane espera que desta vez tenha mais tempo para manter o negócio funcionando. “Essa vacinação precisa andejar”, afirmou.

O par Ademildo Ferreira, 54, motorista, e Ivoneide Ferreira, 43, dona de moradia, saíram para ir à farmácia e a uma loja de departamentos na Rua Marechal Deodoro. Para o motoristas, as medidas de fechamento de comércios que têm sido tomadas pelos governos estadual e municipal são exageradas. “As pessoas precisam trabalhar”, afirmou. Distante da sua atividade por ser integrante do grupo de risco, Ferreira está desanimado quando à vacinação. “Quando chegar a minha vez, talvez eu já tenha até morrido”, reclamou.

Em Diadema, o maior shopping da cidade recebia bom público, que não podia usar a terreiro de sustento, isolada por fitas e sem cadeiras. A engenheira Beatriz Evangelista, 28, foi ao núcleo de compras para visitar uma loja específica, mas temia que ela estivesse fechada. “Talvez essa reabertura tenha sido precipitada, mas também é necessária. Muitas lojas estão falindo”, afirmou. O autônomo Eneas Felinto, 41, foi exclusivamente passear e tomar um sorvete no shopping. “Já estava na hora de terebrar. Eu vinha sempre, estava sentindo falta”, declarou.

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