Na CPI, líder do governo se diz ‘constrangido’ com diálogos entre vendedor da Davati e servidor | CPI da Covid

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A Davati pretendia intermediar a venda de 400 milhões de doses de vacina da AstraZeneca para o Brasil. Roble se apresentou porquê representante de vendas da empresa no país e trabalhou junto com o policial militar e vendedor Luiz Paulo Dominghetti em procura de contatos no Ministério da Saúde para viabilizar o negócio.

À CPI, Cristiano Roble mostrou uma série de mensagens atribuídas ao ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias (vídeo inferior). Roble relatou a insistência de Dias em buscar contato. Segundo Luiz Dominghetti, o ex-diretor pediu propina de US$ 1 por ração para fechar a compra das vacinas. Roberto Dias nega.

VÍDEO: Cristiano Carvalho mostra série de mensagens atribuídas a Roberto Dias

VÍDEO: Cristiano Roble mostra série de mensagens atribuídas a Roberto Dias

Líder do governo Bolsonaro no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE) manifestou desconforto e constrangimento ao ouvir os diálogos mantidos entre os representantes da empresa e servidores públicos e afirmou que ficou constatada a falta de habilidade e capacidade técnica da Davati para tratar com o governo.

“Quero manifestar meu desconforto com diálogos que foram mantidos entre representantes da Davati, servidores públicos e ex-servidores públicos”, afirmou Bezerra.

E complementou: “Eu estou realmente, digamos assim, constrangido com os diálogos que estão sendo cá mostrados. Mas é importante também deixar simples que, apesar de todas essas contradições ou equívocos, ou falhas, ou transgressões que possam ter sido praticados por eventuais colaboradores ou servidores, essas negociações não foram adiante. Não se comprou uma ração de vacina da Davati”.

Relator da CPI, o senador Renan Calheiros contestou: “Mas não precisariam ir adiante para caracterizar prevaricação”, disse. “Até porque não tinha vacina para vender”, emendou o senador Humberto Costa (PT-PE).

Presidente da CPI, o senador Omar Aziz (PSD-AM) questionou a presença no Palácio do Planalto do ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde Élcio Franco – que recebeu a Davati quando ainda tinha gabinete no Ministério da Saúde. Atualmente, ele é assessor peculiar da Vivenda Social.

“Que a Davati não tenha uma vacina para vender, nós já sabemos. Agora, o que nos espanta e o que constrange o governo [é que] o coronel Élcio Franco ainda está no gabinete do presidente. Ele não está mais no ministério, não. Ele está lá, dentro do gabinete do presidente. Eu sugiro, para o muito do país, que um cidadão porquê o coronel Elcio Franco não pode estar na antessala do presidente mais. Você não pode passar a mão em cima de uma pessoa que brincou com a vida das pessoas negociando vacina fantasma. Vacina fantasma e ainda com um vestígio muito poderoso de que houve pedido de benefícios”, disse Omar Aziz.

O senador Rogério Roble (PT-SE) ironizou as reuniões entre a Davati e autoridades do governo brasílico.

“Tem vários nomes do governo que estão sendo apresentados cá porquê pessoas que buscaram uma empresa numa verdadeira Operação Tabajara, e esse governo caiu. Qual o interesse? Só pode ter sido a propina. Caiu porque todos conversaram”, afirmou.

Um dos principais representantes da tropa de choque do governo na CPI, Marcos Rogério (DEM-RO) afirmou que a Davati tentou dar um “golpe”.

“Existiu uma coisa muito estranha: a tentativa de golpe ao Ministério da Saúde e a um conjunto de governos e prefeituras municipais”, afirmou.

Na sequência, ele reclamou do indumentária de a CPI dar palco para um “vendedor de ilusão”.

“O ministério expurgou essa tentativa de venda do zero, de vacinas inexistentes, nos trâmites de ‘compliance’ do ministério. Lá, não teve vitória”, afirmou.

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