MPF denuncia suspeitos de instalar microcâmeras em caixas para clonar cartões de banco | Rio de Janeiro

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O Ministério Público Federalista (MPF) denunciou à Justiça três homens acusados de integrar uma organização criminosa que clonava cartões para sacar o auxílio emergencial e outros benefícios, porquê o Bolsa Família, das vítimas. A investigação descobriu que os criminosos instalavam microcâmeras nos caixas eletrônicos para tomar as senhas.

Clóvis Lima de Oliveira, de 48 anos, Francisco José de Oliveira, 43, e Alexandre Rodrigues Lima, 40, foram denunciados pelos crimes de rapacidade mediante fraude e organização criminosa. A GloboNews não conseguiu entrar em contato com as defesas dos denunciados.

Os três foram presos no dia 6 de janeiro, pela Polícia Social do Rio. Clóvis e Francisco José foram presos na Risca Amarela, na profundidade de Jacarepaguá, horas depois de terem feito saques de sete contas bancárias em terminais eletrônicos da Caixa Econômica Federalista em Niterói.

No totalidade, os criminosos sacaram R$ 8.4247 das vítimas. Dentro do sege onde os dois estavam, os policiais encontraram dezenas de cartões bancários clonados.

Outrossim, havia seis microcâmeras escondidas no pintura do veículo. Os equipamentos eram usados para tomar as senhas que as vítimas digitavam nos caixas eletrônicos.

VÍDEO: Criminosos instalavam microcâmeras em caixas eletrônicos para roubar senhas no Rio

1 min VÍDEO: Criminosos instalavam microcâmeras em caixas eletrônicos para roubar senhas no Rio

VÍDEO: Criminosos instalavam microcâmeras em caixas eletrônicos para roubar senhas no Rio

A polícia do Rio prendeu, na madrugada desta quarta-feira (6), uma quadrilha que clonava cartões para sacar o auxílio emergencial e outros benefícios, porquê o Bolsa Família, das vítimas. Os criminosos instalavam câmeras nos caixas eletrônicos para tomar as senhas.

Depois, os policiais estiveram num apartamento em Curicica, em Jacarepaguá, onde foi recluso Alexandre. No imóvel, que seria o escritório da organização criminosa, foram apreendidos centenas de cartões bancários, dispositivos de tomada de dados bancários – conhecidos porquê “chupa-cabra” –, partes de carcaça de terminais de autoatendimento e mais microcâmeras.

De convénio com a denúncia, os três presos são reincidentes nesse mesmo delito de clonar cartões e sacar verba das vítimas.

Clovis já tinha sido réprobo em outro processo, e era homiziado da Justiça. Francisco já tinha sido recluso no ano pretérito, também pelo mesmo delito, e estava em liberdade com tornozeleira eletrônica. E Alexandre é réu em outro processo junto com Clovis, pelos mesmos crimes, entre 2009 e 2010.

“Vê-se, portanto, que todos os acusados dedicavam-se intensamente a esta mesma atividade criminosa, sendo que Clóvis e Alexandre o fazem há mais de uma dez, e que Francisco José, mesmo monitorado eletronicamente, não hesitou e reincidir na mesmíssima conduta delituosa”, escreveu o procurador da República Fernando Aguiar, responsável da denúncia.

Para o procurador, o grupo não se trata de uma “mera quadrilha”, mas sim uma organização criminosa, com “clara subdivisão de tarefas entre seus membros, que vem se dedicando há anos a mesma atividade delituosa, e, porquê tal, deve ser reprimida”.

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