MG registra mais de milénio grávidas com Covid-19 neste ano | Minas Gerais

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As mortes de grávidas e de mães de recém-nascidos por Covid-19 no Brasil preocupam. Em Minas Gerais, mais de 1.000 mulheres já tiveram a doença oriente ano.

A jornalista Tamara Lima de Faria está prenha de quatro meses e recebeu o diagnóstico positivo. A felicidade de esperar pela chegada do Raul deu lugar à consumição.

“Teve aquele baque, principalmente porque estava no inicinho ainda, né, da formação do bebê. Logo a gente fica assustado sem saber o que vai suceder”.

Segundo o Ministério da Saúde, a doença tem sido mais generalidade em mulheres que estão no terceiro trimestre da gravidez e o vírus coloca em risco a vida da mãe e do bebê.

Vírus coloca em risco a vida da mãe e do bebê (imagem ilustrativa) — Foto: Cassidy Rowell / unsplash

De combinação com o último boletim epidemiológico, a maioria das gestantes (94,2%) que morreu com síndrome respiratória aguda grave, estava com Covid-19.

Metade das mortes em gestante no mundo são brasileiras. Alguns dados mostraram que as gestantes sintomáticas estão associadas a um risco maior de complicação em confrontação às não gestantes, principalmente no que se refere a assistência ventilatória dessas mulheres.

Um levantamento do Observatório Obstétrico Brasiliano Covid-19 apontou que o número de mortes de grávidas e puérperas com a doença em 2021, já ultrapassou o totalidade de mortes de todo o ano pretérito. Em Minas, o que preocupa é o aumento dos casos. em 2020, 1.141 grávidas pegaram o coronavírus. Neste ano já são 1.197.

Por pretexto dos riscos, o Ministério da Saúde recomendou que as mulheres adiem um pouco a gravidez e incluiu as gestantes e mulheres que tiveram bebê há menos de dois meses no grupo prioritário do Projecto Pátrio de Imunização (PNI). Em uma primeira período, serão vacinadas aquelas que têm comorbidade.

“Sempre que a gente tem uma tomada de decisão com uma gestante, é uma decisão mais complexa, envolve duas vidas. As gravidas devem se cuidar, o obstetra é a melhor pessoa para ela tirar as suas dúvidas e dividir os riscos de qualquer decisão e manter os seus cuidados de assistência pré-natal”, explica o presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Agnaldo Lopes.

Em meio a tantos riscos e incertezas, a possibilidade de se vacinar trouxe esperança para a advogada Camila Caroline Oliveira de Sá.

“Quando eu descobri que estava prenha na pandemia, obviamente meu sentimento foi de muita felicidade, mas ao mesmo tempo eu fui instantaneamente tomada por muito temor. Logo hoje quando eu fiz meu cadastro na prefeitura para tomar vacina, eu fiquei muito esperançosa. Eu tô cá fazendo minha segmento por mim e pelo Miguel, crendo que Deus está no controle e a gente vai vencer essa guerra”.

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