Mesmo com a pandemia, é verosímil inovar nos negócios, mas iniciativas requerem cautela e planejamento – Pequenas Empresas Grandes Negócios

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Os empreendedores participaram de live promovida por PEGN nesta sexta-feira (14/5) (Foto: Divulgação)

Mesmo com a segunda vaga da pandemia de Covid-19, negócios de diferentes segmentos podem – e devem – oferecer novidades aos consumidores. No entanto, do pequeno ao grande empresário, o momento atual exige uma ração dupla de cautela. A recomendação é justificada pela maior seletividade do cliente, que está fragilizado emocional e financeiramente. Por isso, é fundamental personalizar a experiência de compra e buscar atender o libido do público-alvo no desenvolvimento de produtos.  

Essa é a avaliação trazida por empreendedores brasileiros com grande bagagem e experiência no mercado, porquê a dona da rede de franquias Sodiê Doces, Cleusa Maria da Silva, o CEO da varejista de tendência Suplente, Rony Meisler, e o fundador da pet tech Zee.Dog, Thadeu Diz.

Eles estão na revestimento da edição da PEGN de maio e participaram nesta sexta-feira (14/5) de uma live mediada pela editora executiva da revista, Marisa Adán Gil, para sanar as dúvidas dos leitores diante da perpetuidade do período de restrições.   

Para o CEO da Suplente, em momentos de crise, seja na pandemia ou não, os empreendedores devem adotar o modo “sobrevivência”. “É necessário ter responsabilidade fiscal, financeira e, principalmente, humana. Em um momento difícil, é importante ser sincero e aproximar a família do colaborador da organização”, disse.

Segundo Meisler, a Suplente, que foi adquirida pela Arezzo em outubro do ano pretérito por R$ 715 milhões, passou por reuniões diárias para discutir o fluxo de caixa durante os 10 meses seguintes ao início da pandemia. “O empreendedor precisa diminuir ao supremo os custos e cuidar do caixa. Mas, ao mesmo tempo, trespassar e inovar para oferecer coisas diferentes. Isso não tem a ver com verba, já que há ferramentas que podem ser usadas por todos”, explica.

Existem alternativas para ser disruptivo. Contanto, esses movimentos também requerem cuidados, opina a proprietária da Sodiê Doces. “Vale observar os detalhes específicos e o verba que está sendo investido no segmento de atuação. Hoje, você consegue pontos e locações muito mais viáveis (do que antes da Covid-19), porque alguns negócios, infelizmente, estão fechando”, diz. “Logo, de um lado, há oportunidades, mas, de outro, isso requer cautela.”

Cleusa Maria da Silva pontua que o delivery, que tem sido uma saída para o negócio food service, vai continuar poderoso mesmo no mundo pós-Covid. “Mas é necessário ter identidade, ser original, e não permanecer copiando as ideias dos concorrentes. Adiciono, também, que é preciso ter um capital por pelo menos seis meses, para quem está investindo agora”, explica.

No mercado pet, o desenvolvimento é contínuo, mesmo em períodos de crise, segundo o cofundador da Zee.Dog. No entanto, Thadeu Diz aproveitou a oportunidade para ressaltar que os pontos de venda físicos vão continuar importantes no porvir, mesmo com a aceleração dos canais digitais. “No varejo, experiência é tudo. Eu discordo do entendimento de que o varejo online será o porvir do offline. É somente uma complementação da jornada do cliente. O empreendedor deve trabalhar os diferentes canais com eficiência”, diz.

Para a startup de produtos pet, o Zee.Now, plataforma de delivery com mais de 3 milénio produtos, lançada em 2018, tem se mostrado interessante. “Há uma evolução no mercado online. Com o aplicativo, conseguimos fazer a entrega em 30 minutos e temos visto um desenvolvimento grande. São essenciais as alternativas que vão diferenciar a sua marca dos demais players.”

Essa opção, para a Sodiê, veio de algumas formas. A marca de bolos aterrissou em Orlando, nos Estados Unidos, e franqueou a sua repartição de salgados, além da buraco de novas lojas. A primeira unidade da Sodiê Salgados Moca foi lançada em setembro de 2020 e é administrada pelo rebento de Cleusa, Diego Rabaneda.

A repartição de salgadinhos foi criada em 2017. “No início, porquê as vendas de bolos estavam fortes, começamos a vender salgadinhos de terceiros. Mas vi que não estava lítico, com a qualidade que nós queríamos”, diz. A saída foi desenvolver uma risco de produção própria para oferecer os quitutes nas lojas de bolo. Na pandemia, o braço de salgados cresceu 40%.

O fundador da Suplente afirma que o erro de muitos empreendedores é focar no resultado e ducto de vendas e olvidar da jornada do cliente e indica algumas reflexões para melhorar o processo. “Antes, os consumidores viam publicidade em revista e jornal. Hoje, são as indicações de amigos no Google e redes sociais. Mas será que eu estou fazendo muito o boca a boca nas mídias. Será que eu estou fazendo muito o SEO e Google Ads (procura orgânica e mídia paga)? Eu estou com uma boa assessoria de prensa? Minha logística de entrega até o cliente está bacana?”, diz.

Na avaliação de Thadeu Diz, além de testar os marketplaces, também é uma opção desenvolver canais de venda exclusivos. “Eu acredito muito em ter o próprio ducto. Você entende melhor o seu cliente e isso vai te trazer um explicação sobre qual a urgência de mercado”, diz. “A pandemia não mudou o cliente em si, mas o que mudou foi a urgência das empresas entenderem mais quem são os clientes.”

E mesmo para os que preferem investir em franquias consolidadas, é preciso estar primeiro dos negócios. “Tem que trabalhar muito e trabalhar sério. Você precisa cuidar da gestão de pessoas, o que é um pouco mais difícil. Você precisa cuidar do caixa, se não você quebra, seja sozinho ou porquê uma franquia”, esclarece a dona da Sodiê. “A franquia ajuda, mas o sucesso depende mais do franqueado. É preciso ter identificação, seja com o mercado pet, sustento ou roupa.”, seja com o mercado pet, sustento ou roupa.”

Zelo com os colaboradores

Mas nem só de negócios vivem os empreendedores. Eles ressaltaram os cuidados com a saúde mental dos colaboradores que trabalham para a construção das empresas.

Na Zee.Dog, os funcionários têm folga toda quarta-feira. “É um experimento. Mas a gente chegou à peroração de que produtividade não é tudo em uma empresa. A gente fala muito em lucro e EBITDA, mas menos em qualidade de vida. Quando você oferece isso, eleva de forma automática a produtividade dos funcionários”, afirma o cofundador da marca. “Muitas vezes, as pessoas passam entre 60% a 70% do tempo na empresa e se sentem gratas por atitudes porquê essa.”

A Suplente, por sua vez, criou a licença paternidade para funcionários héteros e homossexuais. A teoria surgiu com o promanação do rebento mais velho de Meisler, Nick, há 8 anos. O CEO tirou 30 dias de folga para cuidar da família. Hoje, o mercê está em 45 dias.

Outra iniciativa é a concretização de três desejos realizáveis dos funcionários, porquê pular de asa-delta ou pilotar um coche de luxo, por exemplo. “Não quero oferecer sonhos utópicos. Mas empresas grandes são provas de teses, porque você não cria consumidores, mas seguidores quando estes precisarem fazer suas escolhas de consumo”, diz Meisler.

Na Sodiê, existe a distribuição de prêmios para as lojas, que beneficiam os franqueados, assim porquê os funcionários. O tratamento com os colaboradores também é um tanto que fez a diferença durante a pandemia, afirma a dona da marca. “Nós não conseguimos dar folga sempre, mas tratamos os colaboradores com muito carinho. Se a sua equipe estiver do lado, vai ser muito mais fácil superar essa estirão”, diz

Para Cleusa Maria da Silva, o novo coronavírus escancarou as desigualdades sociais no país. “Não é verdade que a pandemia igualou todo mundo. Quem era rico, está ainda mais, e quem é pobre, teve ainda mais dificuldades. Mas a pandemia mostrou que precisamos ser ainda mais humanos e tirar alguma coisa de boa disso.”

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