Mercados na dark web faturam quase US$ 2 bi em criptomoedas | Finanças

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Através da dark web, mercados ilegais arrecadaram US$ 1,7 bilhão em criptomoedas ao longo do ano de 2020. Uma única plataforma russa chamada Hydra foi responsável por 75% do montante. As informações são da Chainalysis, empresa de pesquisa e segurança cibernética, que publicou um novo relatório nesta última terça-feira (03).

Dark Web (Imagem: Soumil Kumar/Pexels)

As diferenças estatísticas entre os anos de 2019 e 2020 foram mínimas em questão de receita. Mas, o número de compras individuais nesses mercados ilegais chegou a diminuir no ano pretérito. O destaque do relatório, na veras, é a invenção de um mercado russo da dark web, Hydra, uma vez que o principal responsável pelas transações.

O que é Hydra?

Trata-se de uma plataforma online proibido de comercialização originada na Rússia, mas que opera em secção da Europa. Qualquer pessoa pode vender ou comprar através de lojas virtuais facilmente criadas sem regulamentação alguma. Lançada em 2015, a Hydra opera na dark web e muitas de suas transações envolvem criptomoedas pela natureza pseudoanônima que a tecnologia blockchain proporciona.

A Hydra é o esquema mais velho de negócio na dark web e conta com múltiplas ferramentas para substanciar o anonimato de seus usuários. Mesmo sendo publicamente conhecida, a plataforma opera principalmente facilitando o negócio de produtos ilícitos, uma vez que drogas, documentos falsos e outros.

Hydra gera 75% da receita de criptomoedas da dark web

Gráfico de arrecadação em dólares em criptomoedas através de mercados na dark web (Imagem: reprodução/Chainalysis)

Gráfico de arrecadação em bilhões de dólares através de mercados na dark web (Imagem: reprodução/Chainalysis)

Do totalidade de US$ 1,7 bilhão em criptomoedas arrecadados pelo negócio da dark web, o site russo é responsável por 75% do montante. “A Hydra é uma grande impulsionadora do cenário de crimes envolvendo criptoativos na Europa Oriental… que tem uma das maiores taxas de volume de transações de moedas digitais associadas a atividades criminosas”, afirma o relatório dos pesquisadores da Chainalysis.

O documento ainda destaca que a plataforma proibido é considerada uma das dez principais entidades que enviam valores em criptomoedas prevenientes de negócio ilícitos para a região. “Vemos que quase todo o desenvolvimento da atividade do mercado na dark web que observamos em 2020 pode ser atribuído a uma plataforma específica: Hydra”, conclui.

As atividades são viabilizadas da seguinte maneira: “(Os entregadores) deixam seus pacotes em locais públicos escondidos e afastados… que são logo compartilhados com os compradores. Dessa forma, nenhuma troca física é feita e, ao contrário dos mercados tradicionais da dark web, os fornecedores não precisam se aventurar usando o sistema de correios”, explicaram os pesquisadores.

Arrecadação mensal em criptomoedas na dark web com e sem a participação da Hydra (Imagem: reprodução/Chainalysis)

Arrecadação mensal em criptomoedas na dark web com e sem a participação da Hydra (Imagem: reprodução/Chainalysis)

Uso de criptomoedas em crimes cai em 2020

Mas, de maneira universal, o uso de criptomoedas por criminosos caiu em 2020. Anteriormente, a Chainalysis apontou que foram movimentados tapume de US$ 10 bilhões em criptomoedas provenientes de atividades ilícitas no ano pretérito, enquanto em 2019 esse volume foi de US$ 21,4 bilhões.

O relatório também aponta que, no cenário global, somente 0,34% de todo o volume de transações em criptomoedas vieram de atividades criminosas em 2020. O novo percentual representa uma grande redução em confrontação a 2,1% em 2019. “Crimes relacionados a criptoativos estão caindo e ainda são uma pequena secção da economia universal do mercado de moedas digitais”, concluiu o documento.

Com informações: Decrypt

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